sábado, 24 de janeiro de 2009

Baú de histórias


Proposta de atividade para a volta às aulas.

Você precisará de: uma caixa grande elementos para acrescentar à história, como: vestido de princesa, coroa, espada, flores, chapéu, monstros, etc.
Coloque esses elementos dentro da caixa. Você inicia a história, dizendo algo como: "Era uma vez em uma linda floresta uma menina chamada Tetéia". As crianças devem ir até a caixa e pegar algum elemento dentro da caixa e prosseguir a história.
Por exemplo: a criança pega uma chupeta e continua a história, dizendo: "Tetéia já tinha 7 anos, mas mesmo assim não soltava a sua chupeta e sua mãe não gostava nem um pouco disso". A próxima criança deve continuar essa história, retirando mais algum elemento da caixa e o inserindo na história.

Como a atividade será feita com muitas crianças, você deve ter aproximadamente o mesmo número de objetos e de crianças que irão passar nas bases (cerca de 40), mas vale tudo, pois no mundo da fantasia tudo vira história. Pegue elementos normais de casa, fantasias e acessórios de roupas (chapéus, perucas, sapatos, maquiagem), pegue bichinhos de pelúcia para representar alguns animais, pegue super-heróis que as crianças gostem e assim por diante. Deixe a imaginação deles se soltar.

A atividade pode ser feita no auditório ou no palco da escola. Se a escola tiver uma aula de teatro, pode ser realizada por este professor ou por alguma professora.

Veja essa e outras atividades no site da Editora Informal.
Indicação de http://www.aomestre.com.br

Um comentário:

  1. MÃOS QUE CRIAM

    A história da árvore do Paraíso
    No início do mundo, o Grande Criador plantou um jardim.
    Inúmeras plantas formosas cresciam em cada um dos seus diferentes campos.
    Havia jardins de florestas, completamente cobertos de musgo verde e campainhas ondulantes, que acenavam timidamente ao vento. Pequenos seres povoavam estes jardins, farejando e sussurrando a toda a hora.
    Havia jardins de pradarias cheios de ervas oscilantes, que os animais percorriam com passadas graciosas.
    Havia também jardins subaquáticos, para os seres do mar profundo. Tinham folhas roçagantes, arrastadas pelas correntes, e misteriosas flores de pétalas tremulas.
    Os mais belos de todos eram os jardins de árvores. Eram tão altas que tocavam o céu. Nessas árvores, os pássaros todos faziam os seus ninhos. Os ramos, cheios de folhas, enchiam-se de trilos e chilreios, de gorjeios e assobios, de melodias trinadas, que caíam em sonora cascata para deleite do mundo.
    O Grande Criador pediu aos homens que tomassem conta do mundo e construíssem para si próprios casas simples e seguras, num dos jardins de que gostassem.
    Mas o tempo foi passando e as pessoas tornaram-se cada vez mais ambiciosas…
    — Vamos construir CASAS MAIORES! — disseram.
    — Há materiais de construção em abundância para usarmos como quisermos.
    Em breve começaram a construir palácios.
    Cada novo edifício era mais alto do que o anterior e os palácios eram feitos cada vez com mais magnificência.
    As suas salas às centenas estavam cheias de todo o tipo de luxos… mas a ambição das pessoas não conhecia limites.
    Os jardins do mundo foram caindo em ruínas, cada um deles imagem da mais desoladora devastação.
    Todas as árvores tinham sido abatidas.
    Os pássaros agitavam-se tristemente no chão frio, tentando, com desespero, construir novos ninhos.
    As suas canções foram silenciadas.
    Então, do alto do seu palácio, uma criança olhou para o mundo devastado e chorou.
    — Desce à terra — sussurrou-lhe, por entre o vento, a voz do Criador. — Lá encontrarás uma semente, que deves semear num local onde possa crescer em segurança.
    A correr, a criança desceu as escadas em caracol da torre do palácio.
    Pousada na terra, estava uma semente castanha, enrugada, feia.
    A criança pegou na semente com delicadeza.
    — Onde poderei semeá-la em segurança? — perguntou-se.
    Foi caminhando, caminhando, até que chegou a uma vala na qual uma lama escura corria lentamente e alguns juncos baloiçavam no vento frio.
    — Coloca-a aqui, onde nunca ninguém vem! — parecia sussurrar o vento.
    E foi ali que a menina enterrou a semente.
    Devagar, em silêncio e completamente invisível, a semente começou a germinar.
    Cresceu e fez-se uma árvore forte. Sob os seus ramos, outros jardins começaram a florescer. Em breve, as criaturas reuniram-se à sua volta.
    A árvore cresceu mais alto do que todos os palácios. Os pássaros voavam por entre os seus ramos e aí construíam os ninhos.
    Cresceu tanto, que chegou ao Paraíso. E quem assim o desejasse, poderia subir pelos seus ramos até ao Jardim do Paraíso do Grande Criador.
    Mary Joslin

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