quarta-feira, 27 de maio de 2009

Inspire-se nas grandes mulheres da Bíblia

Aprendendo lições com as mulheres mais marcantes do livro sagrado dos cristãos
"Entrando o anjo onde Maria estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Maria, não temas, porque achaste graça aos olhos de Deus" (Lucas 1:28-30)
Débora,
À frente do próprio tempo era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza.
Foi a única mulher das escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência.
Ela se definia como "mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16). - Principais virtudes - Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus. - Características • Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel. • Estrategista: Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia. •
Conselheira: Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas. -
Seja como Débora Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.
Ester-
A corajosa. Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu. Tem um livro da Bíblia só dela.
- Principais virtudes Ester: Descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo. - Características • Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões. • Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.
• Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros. - Seja como Ester Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.
Sara-
A esposa perfeita. Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos.
Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de “mãe de multidões” e vista como o modelo ideal de mulher casada.
- Principais virtudes Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão.
Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.
- Características • Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.
• Fiel a Deus, Sara não desistia fácil das promessas de Deus e procurava fazer as vontades dele. • Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.
- Seja como Sara Não desista nunca dos seus sonhos.
Seja confiante em Deus e nas promessas dEle.
Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.
Rute-
A companheira fiel Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém.
Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida.
Jesus é um dos descendentes de Rute.
- Principais virtudes: A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. “Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rute 1:16).
- Características • Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.
• Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.
• Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários.
Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.
- Seja como Rute Ela era uma mulher muito doce e competente.
Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.

Conteúdo do site
ANAMARIA

Violência contra a mulher cristã

“Pra que violência, se de uma boa conversa ninguém escapa?”.
Não é preciso a brutalidade,nem a agressão, nem o derramamento de sangue, se tudo pode ser resolvido através do diálogo. Em qualquer circunstância sempre se é possível resolver o problema, seja ele qual for, através da conversação, sendo assim, então por que o uso da violência? E pior ainda: por que contra a mulher?


“VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: AUSÊNCIA DE AMOR E DE RESPEITO!”
A violência em si já é uma atitude covarde, e quando aplicada à mulher, torna-se mais covarde ainda, e assim também o é quem a pratica. Por conta da facilidade que há hoje em dia em se adquirir uma arma (especialmente de fogo) tornou-se possível o homem passar por um processo de metamorfose de efeito instantâneo: de covardes a valentes, de medrosos a corajosos. O que antes poderia ser sanado em poucas palavras e até mesmo com um pedido de desculpas, agora é impossível, dando lugar a um gesto violento que com certeza é desnecessário e dispensável.


É difícil encontrar atualmente pessoas respeitosas; ninguém mais está preocupado com ninguém. Os idosos, as gestantes, as crianças perderam a importância para a sociedade; o que importa é a satisfação de um sentimento que naquele momento necessita ser extravasado de forma à levar alguém a um alto grau de sofrimento e dor, e o homem como exerce um certo “poder” de coação sobre a mulher para alcançar seu intento, utiliza algum artifício para subordiná-la socialmente, tirando bom proveito dessa vantagem, Faz sofrer aquela que Deus criou, visando prevalecer a sua vontade (geralmente através da força).
“Constitui violência contra as mulheres, todo ato realizado contra elas que tenha como resultado possível e real um dano físico (Jo :4-5:“E, pondo-a no meio,disseram-lhe: Mestre,esta mulher foi apanhada,no próprio ato,adulterando,e,na lei,nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois,que dizes?”); sexual (Gn 34:2: “Hamor, o heveu, que era chefe daquela região, tinha um filho chamado Siquém. Este viu Diná, pegou-a e a forçou a ter relações com ele”) ou psicológico (II Rs 4:1: “E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas,clamou a Eliseu dizendo:Meu marido,teu servo,morreu;e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor;e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos ”), incluídas as ameaças, a coerção ou a privação arbitrária da liberdade, tanto na vida pública como na privada”.


Toda essa malignidade contra a mulher tem diversas origens, tais como: nas tradições e costumes que lhes foram impostos, através de conceitos ignorantes. No passado a mulher era preparada para um certo tipo de submissão que limitou o seu entendimento, fazendo com que se anulasse e com isso, em nada se impusesse. O tempo foi passando e o homem foi se sentindo possuidor dela, submetendo-a aos seus mais diversos caprichos.As autoridades também, por sua vez têm sua parcela de culpa, apresentando reações inadequadas com o intento de previnir e de fazer cumprir a legislação.Podemos atribuir também a essa situação, a ausência de orientação, principalmente a espiritual, sobre as causas e conseqüências dessa prática (e muitos outros geradores).A violência contra a mulher sempre existiu, desde as épocas mais remotas. Nos tempos bíblicos as mulheres nem eram contadas (estatisticamente falando); quando menstruavam eram consideradas impuras; se não tinham filhos eram desprezadas.
Tudo isso devido aos costumes do povo da época, mas não se pode deixar de perceber uma certa “pitada” de discriminação contra ela desde então, de onde se concluí que, sempre houve o preconceito, e este sempre viveu impunemente, e a impunidade é a cúmplice da violência.Mas tudo poderia ser diferente: se houvesse amor no coração dos homens (Jo 13:34 “ Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”).
A única solução para a violência é praticar o amor.Quando Deus criou a mulher, a fez da costela do homem, por ficar embaixo de seu braço,para ser protegida e não,mal tratada!A Bíblia nos diz que Ele a criou para que fosse companheira e ajudadora (Gn 2:18:”E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea”) mas parece que o homem entendeu exatamente ao contrário:“ E disse o Senhor Deus:Não é bom que o homem esteja só;far-lhe-ei um “saco de pancadas” que lhe seja idôneo”).
O homem que mal trata uma mulher é porque na verdade,não lhe tem amor,e se falta amor para com ela, com certeza,dele para com ele mesmo também ocorre o mesmo.

O DESAMOR E O PRECONCEITO SÃO AS PIORES FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.
Seja diferente homem: V A L O R I Z E – A!
Seja diferente mulher: V A L O R I Z E – S E !

F onte: http://www.prjonasneto.com.br/

sábado, 23 de maio de 2009

Maluquices da gripe suína

Gente adorei esta postagem do Recanto das palavras. Rir de vez em quando é muito bom!..

A revista alemã Spiegel Online, em sua edição internacional, em inglês, traz uma série de relatos sobre as "maluquices" que governantes e população em geral, em diversos países estão fazendo para prevenir e combater a gripe do tipo A, suína, H1N1 e sei lá mais quantos nomes.Vejamos o caso da Nova Zelândia.
Se você começar a sentir o nariz congestionado, febre e dores pelo corpo, dirija sozinho até o hospital mais próximo. Até aí tudo bem, certo? O interessante da coisa é: você deve buzinar três vezes em momentos alternados durante o caminho. Quer dizer, já que não está numa ambulância, faça de sua buzina uma sirene.
Ao chegar no hospital, não saia do carro até que uma equipe venha retirar você do carro e levar para uma área de quarentena. Se você não perder a conta entre um espirro e outro, pode ser que seu caso seja resolvido.
Em Paris, no aeroporto, carregadores se recusam a tocar em malas vindas dos voos do México e da Espanha. Como se pode ver, a discriminação é fonética. Se habla: está doente!Nos EUA, aquela parcela raivosa e que baba só de pensar que los cucarachas existem, aproveita para insuflar, mais ainda, seu ódio xenófobo contra os mexicanos – e hispânicos em geral – ao aconselhar que se deve "ficar longe dos mexicanos". Como dizia um antigo presidente dos comedores da guacamole… "Pobre do México: Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos".Em Xangai, 71 cidadãos mexicanos estão confinados em um hotel a título de quarentena.
Pior que a gripe é ter que comer miojo todos os dias.No Egito, apesar de se saber que a transmissão da gripe é de humano para humano, o governo ordenou o abate de 350 mil cabeças de porcos. Bom, perto das pirâmides, o que não falta é habitação do tipo cabeça de porco. A coisa é muito mais ligada à intolerância religiosa em relação à minoria cristã do que um ato de profilaxia.
Cristão come toucinho e ao muçulmano é proibido. Logo…Os jogadores do Chivas, clube mexicano que disputa a Libertadores da América, reclamaram que foram tratados como se fossem leprosos na cidade chilena de Viña del Mar, quando lá estiveram para disputar uma partida. Um filho de Montezuma que ficou muito chateado, em represália durante o jogo, tossiu e espirrou sobre os jogadores chilenos para incutir pavor em seus adversários.Em Singapura, se o voo vem do México, junto com a aterrisagem os passageiros tem "direito" a sete dias de isolamento.Em Hong Kong, em vez de porteiro, o hotel Metropark tem um policial vestido com uma roupa antibacteriana igual aquelas que vemos nos filmes. Ele fica lá, plantado, todo de branco, esperando mexicanos ou pessoas que venham do México, visto um hospede mexicano ter apresentado os sintomas da gripe. Das 300 pessoas, entre hóspedes e convidados, além dos 130 passageiros que estavam no mesmo voo do mexicano, todas ficaram em quarentena durante uma semana vigiados por médicos e policiais.Em Acapulco, famoso balneário mexicano, os moradores apedrejaram carros cujas placas indicavam como origem a Cidade do México – capital federal. O prefeito da cidade, numa intervenção que beira a histeria declarou: "Quem estiver com sintomas da gripe, não pense que a mudança de ares e muito Sol trará melhoras em sua saúde; e nem sempre ar fresco, tequila e boates da moda farão as pessoas esquecerem de tudo."Ainda no México… Frentistas de postos de gasolina se recusam a atender carros vindos da Cidade do México. Uma frentista, que não sei se usa shortinho pouca coisa maior que uma gravata borboleta e decote abissal como as daqui do Brasil, declarou: "Eles podem nos infectar."Varias pessoas passaram a usar camisetas com a seguinte inscrição: "Um amigo meu foi ao México e me trouxe esta gripe suína."As reações humanas diante do perigo variam da letargia catatônica até as mais celeradas e estapafúrdias atitudes. O caso da gripe tipo A, gripe suína, H1N1 ou qualquer outro nome já demonstram que a coisa afeta o mais profundo do estado psicológico da humanidade. Parece que, ao mudar de nome, o perigo será menor ou nem existirá mais.Pesquisando a respeito da Peste que acometeu a Europa e matou milhões de pessoas no século XIV, acabei encontrando um texto muito bacana sobre a peste no Decameron, livro de Giovanni Bocaccio – recomendo a leitura do livro e também ver o filme de Pier Paolo Pasolini – em que é analisada, justamente, a fuga e o escapismo que são inerentes a esses perigos e, fazendo um paralelo com a atual situação gripal mundial, algumas coisas precisam ser ditas.O México, que é reconhecidamente um dos principais destinos turísticos do mundo vem perdendo milhões de dólares com cancelamentos de voos cruzeiros, reservas em hotéis e tudo mais ligado ao turismo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

NA MINHA ESCOLA TODO MUNDO É IGUAL











ERA UMA VEZ UMA HISTORIA




PAI NOSSO


Emília, a boneca de pano

Emília, a boneca de pano

Emília foi feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho. Era muda mas, após engolir uma pílula falante do Dr. Caramujo, desatou a falar e nunca mais parou.

Ela é conhecida por volta e meia abrir sua torneirinha de asneiras, principalmente quando quer explicar algo de difícil explicação ou justificar uma ação ou vontade. Fala pelos cotovelos, e também é comum trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade semelhante: seu benfeitor, por exemplo, ela chama de "Dr. Cara de Coruja"...

Em muitas histórias, Emília troca de vestido, é consertada ou é recheada novamente. Narizinho também faz e refaz suas sobrancelhas (segundo Reinações de Narizinho) e seus olhos, que são de retrós, que arrebentam se Emília os arregala demais. Nas histórias, ela é capaz de andar e se movimentar livremente, porém muitas vezes é tratada por Narizinho como uma boneca comum e é enfiada no bolso.


Visconde de Sabugosa
É um boneco feito de sabugo de milho. É um sábio e usa cartola. Nas aventuras é sempre escolhido por Pedrinho para fazer as coisa mais perigosas, pelo fato de ele ser "consertável", se ele se estragasse ou se machucasse, Tia Nastácia fazia outro ainda melhor. Certa vez mofou e até morreu, mas tia Nastácia fez outro melhor.
Narizinho
Narizinho, dona de Emília, a boneca falante, é a protagonista das primeiras histórias da série do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Seu nome verdadeiro é Lúcia Encerrabodes de Oliveira, ela mora com sua avó, Dona Benta Encerrabodes de Oliveira, no Sítio do Picapau Amarelo.

O primeiro livro em que Narizinho aparece é A Menina do Narizinho Arrebitado, mais tarde transformado no primeiro capítulo de Reinações de Narizinho, que junta vários livros que se passam nas férias escolares de Pedrinho.Segundo Reinações de Narizinho, a menina "...tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos."
Pedrinho
Pedrinho é um personagem da obra de Monteiro Lobato. É um menino corajoso e aventureiro, é neto de Dona Benta e primo de Lúcia (Narizinho).Em Reinações de Narizinho, primeiro livro em que aparece, Pedrinho tem dez anos de idade. Em suas aventuras, sua arma é o Bodoque.

Tia Nastácia
É a bondade em pessoa.
Foi pela boca de tia Nastácia que dezenas de Histórias do folclore brasileiro foram sendo narradas, com deleite, aos meninos do Sítio e tornou-se o centro das atenções, em "Histórias de tia Nastácia" - um dos livros da série.Negra, de beiços grandes, assustada e medrosa, uma cozinheira de mão cheia. Sem os seus quitutes, a vida no Sítio não teria "sabor"... Mas isto quase a transforma numa "vilã", quando o assunto é o porco Rabicó - salvo da panela por Narizinho.Supersticiosa, a tudo esconjura com um "cruz-credo". Ou, como resumiu Emília, num raro elogio: _Tia Nastácia é uma danada!

Dona BentaDona Benta é a vovó de Lúcia (Narizinho) e Pedrinho. Mora no Sítio do Picapau Amarelo.
O que ela mais gosta de fazer é contar histórias e, quase sempre, participar das aventuras com as crianças.

José Bento Monteiro Lobato
Monteiro Lobato era uma criança que adorava ler. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882, em Taubaté, interior de São Paulo e morou com seu avô, o Visconde de Tremembé. Na biblioteca da casa, ele lia de tudo, revistas, livros de literatura mundial. Aos nove anos, resolveu mudar seu nome, de José Renato Monteiro Lobato para José Bento Monteiro Lobato só para usar a bengala de seu pai, porque nela havia as iniciais JBLM gravadas.Foi da infância em Taubaté que Lobato buscou inspiração para seus livros e da crendice do povo do interior que surgiram personagens como o Saci, Narizinho, tia Nastácia e tantos outros.

Com Narizinho Arrebitado lança o Sítio do Picapau Amarelo e seus célebres personagens. Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura do Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos. Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação criadora das crianças. Admitindo as novidades que vão modificando o mundo. Tia Nastácia é o adulto sem cultura que vê, no que é desconhecido, o mal, o pecado. Narizinho e Pedrinho são crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro.

E assim o pó de Pirlimpimpim continuará a transportar crianças do mundo inteiro ao Sítio do Picapau Amarelo, onde não há horizontes limitados por muros de concreto e por idéias tacanhas.
Em 4 de julho de 1948 perde-se esse grande homem, vítima de colapso, na capital de São Paulo.
Mas o que tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de “Emília”.
Emília foi feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho. Era muda mas, após engolir uma pílula falante do Dr. Caramujo, desatou a falar e nunca mais parou.

Ela é conhecida por volta e meia abrir sua torneirinha de asneiras, principalmente quando quer explicar algo de difícil explicação ou justificar uma ação ou vontade. Fala pelos cotovelos, e também é comum trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade semelhante: seu benfeitor, por exemplo, ela chama de "Dr. Cara de Coruja"...

Em muitas histórias, Emília troca de vestido, é consertada ou é recheada novamente. Narizinho também faz e refaz suas sobrancelhas (segundo Reinações de Narizinho) e seus olhos, que são de retrós, que arrebentam se Emília os arregala demais. Nas histórias, ela é capaz de andar e se movimentar livremente, porém muitas vezes é tratada por Narizinho como uma boneca comum e é enfiada no bolso.


Visconde de Sabugosa
É um boneco feito de sabugo de milho. É um sábio e usa cartola. Nas aventuras é sempre escolhido por Pedrinho para fazer as coisa mais perigosas, pelo fato de ele ser "consertável", se ele se estragasse ou se machucasse, Tia Nastácia fazia outro ainda melhor. Certa vez mofou e até morreu, mas tia Nastácia fez outro melhor.
Narizinho
Narizinho, dona de Emília, a boneca falante, é a protagonista das primeiras histórias da série do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Seu nome verdadeiro é Lúcia Encerrabodes de Oliveira, ela mora com sua avó, Dona Benta Encerrabodes de Oliveira, no Sítio do Picapau Amarelo.

O primeiro livro em que Narizinho aparece é A Menina do Narizinho Arrebitado, mais tarde transformado no primeiro capítulo de Reinações de Narizinho, que junta vários livros que se passam nas férias escolares de Pedrinho.Segundo Reinações de Narizinho, a menina "...tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos."
Pedrinho
Pedrinho é um personagem da obra de Monteiro Lobato. É um menino corajoso e aventureiro, é neto de Dona Benta e primo de Lúcia (Narizinho).Em Reinações de Narizinho, primeiro livro em que aparece, Pedrinho tem dez anos de idade. Em suas aventuras, sua arma é o Bodoque.

Tia Nastácia
É a bondade em pessoa.
Foi pela boca de tia Nastácia que dezenas de Histórias do folclore brasileiro foram sendo narradas, com deleite, aos meninos do Sítio e tornou-se o centro das atenções, em "Histórias de tia Nastácia" - um dos livros da série.Negra, de beiços grandes, assustada e medrosa, uma cozinheira de mão cheia. Sem os seus quitutes, a vida no Sítio não teria "sabor"... Mas isto quase a transforma numa "vilã", quando o assunto é o porco Rabicó - salvo da panela por Narizinho.Supersticiosa, a tudo esconjura com um "cruz-credo". Ou, como resumiu Emília, num raro elogio: _Tia Nastácia é uma danada!

Dona BentaDona Benta é a vovó de Lúcia (Narizinho) e Pedrinho. Mora no Sítio do Picapau Amarelo.
O que ela mais gosta de fazer é contar histórias e, quase sempre, participar das aventuras com as crianças.

José Bento Monteiro Lobato
Monteiro Lobato era uma criança que adorava ler. Ele nasceu no dia 18 de abril de 1882, em Taubaté, interior de São Paulo e morou com seu avô, o Visconde de Tremembé. Na biblioteca da casa, ele lia de tudo, revistas, livros de literatura mundial. Aos nove anos, resolveu mudar seu nome, de José Renato Monteiro Lobato para José Bento Monteiro Lobato só para usar a bengala de seu pai, porque nela havia as iniciais JBLM gravadas.Foi da infância em Taubaté que Lobato buscou inspiração para seus livros e da crendice do povo do interior que surgiram personagens como o Saci, Narizinho, tia Nastácia e tantos outros.

Com Narizinho Arrebitado lança o Sítio do Picapau Amarelo e seus célebres personagens. Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura do Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos. Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação criadora das crianças. Admitindo as novidades que vão modificando o mundo. Tia Nastácia é o adulto sem cultura que vê, no que é desconhecido, o mal, o pecado. Narizinho e Pedrinho são crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro.

E assim o pó de Pirlimpimpim continuará a transportar crianças do mundo inteiro ao Sítio do Picapau Amarelo, onde não há horizontes limitados por muros de concreto e por idéias tacanhas.
Em 4 de julho de 1948 perde-se esse grande homem, vítima de colapso, na capital de São Paulo.
Mas o que tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de “Emília”.

Histórias em Quadrinhos na Escola

JUSTIFICATIVA
De acordo com as pesquisas recentes sobre o processo de aprendizagem e memorização, o ensino de novos conceitos e procedimentos fica mais fácil quando estabelecemos a ligação com o conhecimento prévio do aluno. Segundo Rubem Alves, só conservamos na memória e aprendemos aquilo que nos é significado e possui relações com o nosso universo sócio-cultural.As Histórias em Quadrinhos (HQs), como um recurso de apoio didático, nos permitem abordar conteúdos e conceitos em qualquer área e nível de aprendizagem, por tratar-se de um material comumente acessado pelos alunos para entretenimento e lazer, não encontrando, portanto, resistência por parte deles, como afirma Flávio Calazans, na obra História em quadrinhos na escola.
.O MEC é favorável ao uso de HQs em sala de aula, tanto que o incluiu nos PCNs de Língua Portuguesa.A revista Nova Escola, publicou em abril de 1998, uma reportagem de capa, sob o título: Quadrinhos- poderosa ferramenta pedagógica, a respeito do uso em sala de aula. Para ter acesso, consulte o site www.novaescola.com.br/edicoesanteriores. Na matéria há depoimento de professores que afirmam que 100% dos alunos gostam de Histórias em Quadrinhos.Portanto, é pertinente e recomendável o uso de Histórias em quadrinhos em sala de aula e, nesse sentido, elaboramos o presente projeto, que visa contribuir com subsídios norteadores do trabalho do professor em diferentes níveis de ensino.Na elaboração das atividades, procuramos selecionar atividades que pudessem constituir etapas básicas: conhecimento de gêneros e subgêneros, comparação, diferenciação de quadrinhos, produção nos diferentes subgêneros e montagem de gibiteca na escola. A execução das atividades baseia-se na construção de conhecimentos específicos de disciplinas e valores humanos, bem como percorrem o caminho da interdisciplinaridade. Procuramos direcionar os conteúdos de acordo com o nível de ensino, em propostas para o Ensino Fundamental, nível I e nível II, e para o Ensino Médio.O professor pode escolher as que melhor satisfizerem as necessidades do seu planejamento, modifica-las ou incluir outras que melhor lhe provirem.
Informações gerais:
Público alvo: Ensino Fundamental e Médio.
Temas transversais: valores humanos.
Projeto interdisciplinar: Histórias em Quadrinhos - uma ferramenta didática.
Interdisciplinaridade: Arte, Língua Portuguesa, História, Geografia, Informática e Ciências.
Objetivos:
Ampliar a capacidade de observação e de expressão;
Despertar o prazer estético;
Aguçar o senso de humor e a leitura crítica;
Correlacionar mensagem verbal e não-verbal;
Correlacionar cultura informal e formal;
Conhecer e respeitar as variantes lingüísticas do português falado;
Desvendar as formas coloquiais da linguagem;
Dominar conceitos relacionados às áreas do conhecimento;
Aproximar as informações científicas, artísticas e históricas do universo social do aluno;
Produzir textos;
Desenvolver o protagonismo juvenil e a autonomia na elaboração e execução de projetos escolares.
Você sabia?
Revistas já foram jogadas na fogueira: Acusadas de má influência sobre a juventude, elas foram vítimas de uma caça às bruxas. Rotulados de subliteratura, os gibis já foram acusados de serem a causa principal da delinqüência entre os jovens americanos dos anos 50. Nesse período, marcado pela intolerância ideológica, era comum a queima, em praça pública, das revistas consideradas inadequadas.
Uma pesquisa feita na França sobre os personagens bíblicos e literários mais conhecidos apontou o ratinho Mickey como o segundo colocado, com 97,7% de indicações. Em primeiro, Jesus Cristo, com 100%. Fonte: Revista Nova Escola on line.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE ACORDO COM AS ÁREAS DE INTERESSE
Ensino Fundamental Ciclos I e II
Os quadrinhos são um ótimo recurso para a alfabetização.Os textos são coloridos, curtos e sua linguagem, verbal e não verbal, são adequadas à compreensão de sua mensagem pelos pequenos.
Atividades:
È hora de ler gibi! : Inicie com uma conversa sobre a leitura de gibis: gostam, não gostam, personagens favoritos etc. Marque um dia para que tragam gibis e os leiam durante a aula.
Correlação entre o texto verbal e o visual: Explore os desenhos como elementos significativos da mensagem.
1. Expressão dos personagens: Ao lerem gibis, oriente-os para que observem cada quadrinho com atenção aos gestos, expressões faciais e mudanças no tom de voz dos personagens (pelo desenho das letras). Após proponha que alguns alunos contem o que leram para a classe. Podem apontar as imagens do gibi para facilitar a exposição da seqüência dos acontecimentos na história.
2. Descrição de personagens: Após a leitura e releitura das HQs, propomos que os alunos observem as características das personagens. Por exemplo: a Mônica usa um vestido vermelho, é dentuça e tem um coelhinho azul de pelúcia.É muito forte, amiga da Magali, é líder da turma, mas bate nos amiguinhos; o Cascão não gosta de tomar banho, tem medo da água e é amigo inseparável do Cebolinha etc. Procure orientar as crianças para que localizem valores positivos e negativos nos personagens, fazendo um balanço de sua personalidade.Para registrar esses dados, faça, junto com os alunos, uma lista contendo o nome da revista, personagens e características.
3. Leitura oral: A leitura compartilhada é um ótimo recurso para o avanço do domínio da escrita. Divida a classe em pequenos grupos ou pares de alunos e providencie um gibi do mesmo exemplar para cada grupo. Escolha um episódio e leia-o para a classe, em voz alta e com ênfase na entoação das falas. Em determinado ponto, pare e peça que um aluno continue a leitura. A tarefa é passada para a próxima criança, até que todos tenham lido. 4. Criação de diálogos: Selecione algumas HQs, cubra a frase nos balõezinhos com sulfite e xerocopie-as. Proponha a classe que criem falas para os personagens, a partir da observação da imagem.Conhecendo a estrutura do texto: Explique às crianças que os quadrinhos também são do gênero narrativo, pois “contam” uma história inventada, com começo, meio e fim. No entanto, tem sua estrutura própria. Por isso, vamos estudar a estrutura do texto em quadrinhos e compará-la com a de outros textos narrativos.
1.Marcadores do discurso direto: Nos quadrinhos os marcadores das falas dos personagens são os balõezinhos. Use as revistas trazidas pelos alunos para que identifiquem e localizem a fala do narrador e a fala de personagem. Espera-se que percebam que a fala dos personagens está nos balões e a do narrador, no canto do texto. Registre as conclusões na lousa, com exemplos.Após, apresente um texto narrativo em outro subgênero, como uma fábula, por exemplo. Faça a leitura expressiva: leia para os alunos, ou leia com os alunos, cada um representando um personagem. Faça-lhes perceber a pontuação que marca o discurso direto no texto. Registre as conclusões conceituais na lousa, podendo citar exemplos do texto.
2.Mudança dos marcadores de discurso: Desafie-os a escolher uma HQ e a transformar o texto usando a estruturação comum das narrativas. Apresente exemplos da mudança na lousa.Caso os alunos tenham dificuldade, podem mudar apenas alguns quadrinhos.
3. Expressão Escrita: Ortografia: Selecione, ou peça para os alunos trazerem, em data estipulada, gibis do Chico Bento, de Mauricio de Souza. Permita que leiam e se divirtam com a simpatia e a simplicidade do personagem. Incentive os alunos a contarem o que acharam engraçado na história. Desafie-os a identificar as palavras que Chico Bento “fala” errado. Diga-lhes que nas falas do personagem há muitos registros da linguagem oral e regional. Quanto à linguagem regional, peça que identifiquem marcas da região rural. Após, em relação aos erros ortográficos na escrita, explique-lhes que a escrita depende de uma convenção, que é a ortografia, criada para unificá-la e facilitar o entendimento do que se lê.Num trabalho em duplas, desafie-os a localizar e corrigir os erros ortográficos. Podem consultar o dicionário, se necessário. Sugerimos a elaboração de uma tabela em cartolina e expô-la para a classe.
Exemplo:
Chico Bento Regra ortográfica: Sem-vregonhera /Sem-vergonhice /Aminhã /amanhã
Produção de HQs:
Agora que os alunos já conhecem as características estruturais da HQs, sugira que produzam histórias em quadrinhos. Os professores de Português, Matemática e Arte podem trabalhar juntos neste projeto e aproveitar para ensinar conteúdos de suas disciplinas como produção de texto, medidas e criação de desenhos, por exemplos.Os professores de Geografia, Ciências e História podem solicitar que os alunos produzam HQs a respeito de fatos científicos, geográficos e históricos de sua disciplina. A atividade também pode contribuir com a abordagem de Temas transversais e constituir um acervo sobre valores humanos e questões da nossa época. Para tanto, recorra às orientações descritas na obra.
1. Mudando o final da história: Selecione algumas histórias e tire cópias apenas do seu inicio até a instalação do conflito. Peça aos alunos que desenhem e criem sua seqüência até o desfecho.
2.Atividades para os diferentes níveis de aprendizagem: Nas séries iniciais, podem recortar gibis e montar novas histórias com seus personagens favoritos; nas demais, podem copiar a imagem de seus personagens favoritos na criação de histórias ou até mesmo, criar novos personagens.
Lembre-os de dar um título atraente para sua história.
Produto final: A coletânea das HQs criadas pela turma podem ser organizadas em forma de gibis e disponibilizadas na sala de leitura ou gibiteca escolar.
Roda de GibitecaSugira que os alunos tragam gibis de casa, para trocarem. Permita que eles mesmos escolham e recomendem as melhores HQs para os outros. Cada aluno poderá levar uma quantidade estipulada de gibis para a casa. Em outro dia, reúna a roda novamente para que comentem suas leituras. Ninguém deve ser obrigado a ler, e nem a leitura cobrada, mas com certeza, o movimento em torno da Roda da Gibiteca atrairá cada vez mais alunos. Sugerimos o que o controle de retiradas seja feito nas aulas de Matemática.
Matemática
1. Contagem do acervo da Gibiteca:
Distribua, entre os alunos, responsabilidades no controle do acervo da gibiteca. Um grupo pode catalogar o acervo, por coleções.Para organizar todo o material, podem criar uma tabela para registrar cada nova aquisição na coluna correspondente ( Turma da Mônica, Disney, Super- Heróis e outros).2. Controle de Retiradas: Dois grupos podem controlar esse item: um para a entrada e outro para a saída de exemplares. Para isso, podem elaborar carteirinhas de empréstimos e estipular, em comum acordo com a classe, as regras de empréstimo. Ao final da semana e do mês, deverão contar o número de exemplares, o número de coleções, a quantidade de entradas e saídas no mês. 3. Levantamento de dados: A cada mês podem fazer um levantamento do percentual de cada item. Após, deverão criar um gráfico dos mais lidos, alunos que leram mais. Ao final do bimestre podem criar um gráfico estatístico comparativo entre os itens dos dois meses. 4. leitura de gráficos e tabelas: Poderão expor a leitura do gráfico para a classe, citando se houve queda ou aumento dos itens citados. A classe deverá emitir sua opinião sobre os resultados.5. Problemas práticos (adaptação de atividades da revista Nova Escola on line)
Se alguém levasse sete dos nossos ____ (número maior) gibis, quantos sobrariam?
Já temos treze exemplares em nossa gibiteca. Somos ___ (número de alunos) em classe. Quantos gibis faltam para que cada aluno possa pegar um emprestado sem sobrar nenhum?
Temos ___ revistinhas da Turma da Mônica e ___ da Disney. Quantas mais da Disney precisamos arranjar para ter a mesma quantidade nas duas colunas?
Se na próxima contagem verificarmos que, em vez de ___, temos ___ (número maior) gibis, o que terá acontecido?
E se acontecer o contrário, em vez de ____, temos ___ (número menor) gibis, o que terá acontecido?
“Aquele que admira a arte, é aquele que mais tem sentimento.”
(Mago Inir)
Sugestao cedida pela colega: Elisangela M. Mulker Bridi

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pedagogia do Afeto- selinho lindo......especial


COM O OBJETIVO DE HOMENAGEAR TODOS QUE CONTRIBUEM COM A EDUCAÇÃO, A Bruna criou DESAFIO:
*Ao receber este TROFÉU deve-se oferecê-lo para para 10 BLOGS que tenham compromisso com a EDUCAÇÃO
*Deve-se exibir a imagem do selo em seu blog;
*Deve-se linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
*Deixar um comentário nos blogs selecionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
*O BLOG QUE RECEBER 5 VEZES O TROFÉU PEDAGOGIA DO AFETO DEVE IR ATÉ A PÁGINA http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ DEIXAR UM COMENTÁRIO COM OE-MAIL PARA RECEBER MAIS UMA HOMENAGEM.

domingo, 17 de maio de 2009

A Orlando ......Meu grande amor.....


Voe de Volta para Mim ....Sempre


-Se por acaso eu magoar você, e você precisar ir embora um pouquinho, só para descansar um tantinho de minhas tristezas, não demore muito, retorne na primeira aurora, por favor,
Voe de volta para mim!

-Energias contrárias se chocam mesmo, não sou muito fácil de lidar. Tenho saudades, nódoas, amarguras, infelicidades e ressentimentos no coração partido.
Por favor, tenha paciência comigo...

-Se por acaso você quiser ir passear no seu ninhal, ver poentes, os verdes campos de sua terra, não me esqueça nunca, quando a saudade bater,
Voe de volta pra mim!

-À vezes temos que dar um tempo pra nós, sair passear, ouvir estrelas, curtir flores e auroras, para que nosso espírito respire luz limpa.
Eu compreendo você...``

-Quando eu estiver chata, resmunguenta e reclamona, não me deixe muito tempo sozinho, só vá arejar a cabeça um pouco por aí, mas quando tudo passar,
Voe de volta pra mim!

-A sua asa é tudo o que tenho. Sem você, me restará a solidão de um quarto escuro, uma angústia na parede da memória, e então os lastros que estou perdendo vivendo com você, para, num futuro distante adquirir angelicais técnicas de vôo, todas essas experiências e aprendizados evolutivos se perderão, terão sido em vão, terão sido inúteis...

-Quando você quiser ir passear na Terra do Nunca, dar um tempo pra nós, esperar serenar os ânimos exaltados, por favor, não me deixe muito tempo sozinho,
Voe de volta pra mim!

-Sei que você terá que usar de sua santa paciência, sei que você tem que recarregar sua bateria, sei que eu desgasto muito qualquer relação ou vivência, mas eu sou assim, um rio parado em margens o que oprimem...

-Nem sempre estamos bem. Um dia não é como outro. Num dia chove, num outro o sol brilha intensamente, portanto, se eu estiver fechado, amargo ou meio pegajento de amargura, por favor, não se distancie muito, quando meu coração chamar o nosso código secreto, por favor,
Voe de volta pra mim!

-Tem dias que eu acordo diferente. Tem dia que todas as sofrências voltam como um tambor socando memórias. Tem dias que sinto que tudo está perdido, mas, tenho a sua asa, o seu amparo, o seu mimo, e é isso o que me mantém vivo...

-Nem sempre somos os mesmos todos os dias, a cada dia temos um novo olhar sobre todas as coisas, os momentos e as pessoas, por isso, se você precisar sair tomar sol um dia qualquer, por favor, não me abandone nunca, não me deixe para sempre,
Voe de volta pra mim!

-Não quero magoar você, quando coloco minhas neuras pra fora. Não quero que você vá embora, quando meu lamento sai duro de dentro mim. Não quero que você veja minhas palavras como pedras. Eu só estou tentando me limpar, mas não sei lidar direito com isso tudo, para ser ainda mais seu, para sempre...

-Sabe, não sou muito doce. Mas estou tentando mudar. Você me melhorou muito. O pouco de terno que sou, de prazer que tenho, foi por você existir na minha vida. Eu renasci no dia que você entrou no meu coração, como um sol num quarto escuro. Por favor, não me deixe só,
Voe de volta pra mim!

-Sem você eu não viverei muito. Sem você eu estarei perdido. O galo já cantou muitas vezes, tive várias vezes as chamadas tentativas de abismo, mas, a sua luz clareou meu caminho, e eu venci a dor, eu venci à mim mesmo, eu venho sobrevivendo página após página de cada dia, mas não está fácil...

-Sabe, você me completa como arroz e feijão, como Romeu e Julieta. Sem você tudo seria um deserto pra mim. Você colocou um lirial na minha alma de poeta. Quando você quiser fazer um vôo panorâmico para esquecer minhas amarguras que podem contagiar situações indevidas, por favor, dê um tempo, mas, depois, Voe de volta pra mim!

-Sem você eu não sou nada. Procure compreender isso. Não me deixe nunca mais. Apenas, tenha paciência, vou procurar mudar, vou traduzir meu choro em poemas, por favor, não me abandone agora que estou passando uma situação muito difícil...

-Meu anjo-da-guarda, VOE DE VOLTA PRA MIM!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

" A Escravidão até os nossos dias"

- O que é preconceito e como se forma
- E como é a escravidão hoje?
Sugestão: Pode fazer uma linha do tempo

1530 - Chegam ao Brasil os primeiros escravos africanos. Vendidos em escala crescente por traficantes portugueses, eles tornam-se a grande massa trabalhadora na economia colonial.
1568 - É oficializada pelo Governador Geral de Salvador Correia de Sá o tráfico de escravos negros. Cada senhor de engenho de açúcar fica autorizado a comprar até 120 escravos por ano.
1590 - Começa a ser formado o quilombo dos Palmares na região do atual Estado de Alagoas.
1694 - Após resistir a constantes ataques de 1687 a 1694 os quilombos dos Palmares é destruído em fevereiro por tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Zumbi o último líder sobreviveu a destruição do quilombo.
1695 - Traído por um companheiro no dia 20 de novembro o principal símbolo da resistência negra à escravidão foi capturado e morto e teve seu corpo esquartejado e sua cabeça exposta para colocar medo nos outros escravos.
( hoje no dia 20 de novembro é comemorada o Dia da Consciência Negra em todo Brasil)
1850 - Lei Eusébio de Queirós que determinou o fim do tráfico de escravos para o Brasil. Essa lei proibiu o desembarque de negros africanos nos portos brasileiros. Os últimos 200 escravos trazidos para o país desembarcaram em Pernambuco, em 1855.
1871 - Lei do Ventre Livre, no qual declarava livre os filhos das escravas nascidos a partir da aprovação da lei, porém essa lei, teve pouco efeito prático, já que dava liberdade aos filhos de escravos, mas os mantinha sob a tutela dos donos das mães até completarem 21 anos.
1885 - Lei dos Sexagenários, também chamada Lei Saraiva-Cotegipe, libertava os escravos com mais de 65 anos . Essa lei também não ajudou quase nada, pois poucos escravos conseguiam viver mais de 40 anos devido as condições de vida que levavam.
1888 - Em 13 de Maio a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão dos negros no Brasil. O brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão negra.
O preconceito contra os negros é constante, as pessoas negam que sejam preconceituosas, mas não admitem ( principalmente os ricos) o casamento de seus filhos com negros, ou dizem frases como: "É serviço de preto"; "Só podia ser preto", etc.
A Lei Áurea libertou os escravos, mas não previa menhum tipo de apoio ou de assistência aos negros, que, de repente, ficavam sem ter para onde ir ou trabalhar e ganhar o seu sustento. Com isso muitos tinham que submeter a continuar a trabalhando nas fazendas e residências ganhando quase nada.
Um século após a abolição da escravatura no Brasil, os negros continuam marginalizados e injustiçados, principalmente no mercado de trabalho, mas são discriminados também nos clubes, na religião, na política, na educação. Os descendentes dos escravos ficaram desde a abolição, nas camadas mias humildes da sociedade brasileira. Foi constatado que cerca de 45% dos brasileiros são negros e pardos. No entanto, quase não vemos negros nas universidades, nos postos de chefia das empresas, do governo e na Igreja. São raros padres negros e mais raros ainda bispos negros.
Segundo pesquisa da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( FIBGE) órgão do governo, que a renda média do chefe de família era de 4,8 salários mínimos entre os brancos e de 1,7 salário mínimo entre os negros. Entre os trabalhadores brancos 7l,8% tinham carteira profissional assinada, contra apenas 51,9% dos trabalhadores negros.
No campo da educação, a injustiça contra os negros ainda é maior. São poucos os que sonseguem chegar ao fim do segundo grau e numerosos os analfabetos. Enquanto 9,1% dos brancos conseguiam terminar o segundo grau, apenas 1,1% dos negros conseguiam fazê-lo. Entre os brancos com mais de 10 anos, os analfabetos eram 15,5%; já entre os negros, eram 42,4%.
A Constituição brasileira de 1988 considera a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão. Porém continuam ocorrendo em muitas regiões brasileiras, como atestam freqüentes denúncias feitas através da imprensa. Um relatório do Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário, relatou ocorrência de trabalho escravo em 12 estados brasileiros (principalmente no Pará e São Paulo).
Nos últimos anos, o despertar da consciência negra tem levado os próprios negros a lutar contra o preconceito. É o que mostra o Movimento Negro Unificado (MNU), que reúne as diversas organizações negras, Todas elas lutam contra a marginalização, pela valorização do negro em todos os campos das vida social e pelo reconhecimento de sua dignidade como ser humano. Em 20 de novembro se comemora o "Dia da Consciência
Negra" .

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ser Mãe é Padecer no Paraíso?

Desde pequena ouço minha mãe citar esse ditado " que ser mãe é padecer no paraíso". Que paraíso, hein? Pois é, agora sou mãe e sei que o maior desafio dos pais têm sido a maneira de educar seus filhos, sendo estes bebês, crianças ou adolescentes. Realmente ainda não foi inventado uma fórmula para criar e educar os filhos, mas Deus nos deixou um conselho através do rei Salomão, que foi o homem mais sábio de toda a terra:“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho não se desviará dele.” Pv.22.6Quem ensina é aquele que direciona, por conseqüência ao ensinar é necessário ter paciência e respeitar o limite daquele que está aprendendo. Os pais não devem se sentir culpados em disciplinar seus filhos, só não podem esquecer que o amor é o vínculo da perfeição, e nem sempre a disciplina é sinônimo de uma educação severa.A questão está em querer satisfazer todas as vontades, não dando espaço para que seu filho aprenda o valor das coisas, que tudo requer um esforço por parte daquele que a deseja, isso é algo que ajuda no crescimento e na construção do caráter de um ser humano para o futuro. Querer evitar o sofrimento, superprotegendo seu filho é muito prejudicial, ninguém precisa deixar que o filho sofra, mas é preciso ter consciência que não somos super heróis para atender todos os pedidos e exigências de nossos filhos.Os filhos por ainda serem imaturos, não entendem o lado bom ou ruim da vida, por isso cabe aos pais dar o limite ao qual eles necessitam, o diálogo é fundamental e também ajuda a estabelecer uma boa relação. Lembre-se de colocar a vida de seus filhos nas mãos do Senhor Jesus!
Lindo blog vale a pena conhecer.Bjsss carinhosos

Abolição da escravatura ou Dia da Consciência Negra ???

Comemora-se no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares. A escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "Os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".( Flávio Gomes )

Pela Lei nº10.639 toda instituição de ensino fundamental e médio, pública e particular, deve incluir o assunto Cultura Negra no currículo. Contudo, em muitos lugares, após quatro anos de sua aprovação, a lei é ainda ignorada. Muitas vezes simplesmente por falta de capacitação de professores. As mudanças não estão ocorrendo apenas na parte estrutural, mas também são sentidas na pele por alunos e professores. Estes, agora, têm de buscar atualizações, cursos de extensão e etc; aqueles, terão que se acostumar a conhecer novas culturas e histórias diferentes das quais estamos expostos todos os dias.


NAS ESCOLAS: MUITA PROPOSTA E POUCA MUDANÇA

No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. "A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid". Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área - a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas". Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.

"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais".

DICAS: A cultura africana oferece elementos relacionados a todas as áreas do conhecimento. Se a escola não inclui esses conteúdos no planejamento, cada professor pode colocar um pouco de África em seu plano de ensino:

Língua Portuguesa: - Para mostrar a influência dos falares africanos no Brasil, você pode usar as palavras de origem banta já incorporadas ao nosso vocabulário. - Leve para sala de aula lendas africanas e histórias que tratem de diversidade. - Use livros como Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, O Pássaro-da-Chuva, de Kersti Chaplet, e o gibi Zumbi dos Palmares (produzido em 2001 pela Editora Lake é distribuído gratuitamente) para atividades de leitura e escrita. - Familiares dos alunos afro-descendentes podem ser convidados para contar histórias de sua vida, informações que serão transformadas em texto.

Artes: - Podem ser trabalhados conceitos de arte abstrata e geometrismo, danças, mitos e adereços e máscaras, relacionando essas produções às manifestações artísticas do continente europeu. O desafio é não resvalar no preconceito nem cair no encantamento do exótico.

Educação Física: - Usar o iitop, o mbube-mbube (ou o tigre e o impala) e a mamba, e jogos como o yote e a mancala. Iniciar contando a história do jogo e os valores da cultura africana presentes em cada um.

Língua Estrangeira: - Mesmo quando o idioma a ser aprendido é o inglês ou o espanhol, é possível inserir a cultura africana e afro-descendente.Uma boa idéia é levar para suas turmas letras de músicas do afro-descendente jamaicano Bob Marley e de outros cantores negros e textos em inglês sobre a vida de lideranças como os americanos Malcom X e Martin Luther King.

Ciências: - Mencionar a evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todos os seres humanos são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade intelectual.

História: - É fundamental fazer a comparação com o modo de vida do negro no nosso país, na época da escravidão, nos quilombos e nos dias de hoje.

Atualidade: - Miséria, epidemias e guerras civis existem hoje nos diversos países da África.Mas também estão presentes em outros lugares. Usando notícias de jornal e livros, dicutir com as turmas as guerras civis em Angola e em Ruanda, a fome e a epidemia de Aids.

Geografia: - Localize em mapas os diversos povos que vieram para o Brasil e as riquezas de cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes, para a turma entender os motivos da exploração. - Ao falar sobre os diversos povos, é possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil Colônia.

Educação Infantil:

- Pesquisa em jornais e revistas das palavras: Trabalho, escravo, Brasil, Portugal e África. - Identificação de palavras pesquisadas através de caça-palavras -

Leitura do texto “Zumbi pensava diferente” -

Observação do mapa mundi para localização do Brasil, África, Portugal.

- Decomposição da palavra PALMARES para formação de novas palavras. - Roda de conserva enfocando a diferença entre o dia 13 de maio e o dia 20 de novembro

- Tentativa de escrita de palavras - Registro de numerais comparando quantidades - Exploração do calendário mensal

- Exploração do calendário anual com observação de datas que marcam a história de negro - Construção de um glossário com palavra de origem africana

- Rodas de conversa enfocando a irmandade dos homens, que todos somos iguais. - Exposição de ervas presentes principalmente na cultura afro

- Contagem de número de letras das palavras

- Localização identificando distâncias: Perto longe a partir da fala do narrador ao afirmar que os negros cativos vinham de muito longe.

- Pesquisa de gravuras ou fotos que demonstrem atos fraternos entre brancos e negros. - Audição da música “O conto das três Raças” (Clara Nunes) entre outras.

- Exploração de sons afros: tambor, atabaque, berimbau. - Ilustração da História Tempo de Escravidão (através de pintura com guache)

- Confecção de fantoches com perfil afro;

- Construção de retrato étnico da turma: produção de mural com fotos e frases que traduzem as características étnicas e culturais das crianças;

- Formação de painel coletivo com personalidades negras que alcançaram a fama;

- Construção de maquete de um quilombo; - Confecção de chocalhos, atabaque e berimbau. Literatura: Sugerimos as histórias: O ratinho branco e o grilo sem Asas; Menina bonita do laço de fita e a lenda Negrinho do Pastoreio. "A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei".

Para saber mais: - Adquira o Projeto Cultura Negra PPD com mais dicas e sugestões elaboradas por Paty Fonte. Maiores informações e encomendas através do e-mail: encomendas@projetospedagogicosdinamicos.com

Visite também o site PPD: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com Indico também: - A África na Sala de Aula, Leila Leite Hernandez, 679 págs., Ed. Selo Negro, tel. (11) 3872-3322, 88,80 reais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O beijo verde da mata que meus olhos podem ver

O que pode significar o verbo amar? Amar o quê?Seria ele a ação e a percepção dos meus sentidosO amor está na alma da gente, bem lá no fundinho... Ele nos leva a interpretar a natureza, aquela mata verde que meus olhos podem ver, agora, neste exato momento em que me permito parar a rotina e escrever. O amor me mata a sede, aquela que me corre nas veias e da terra também, de tantos irmãos sedentos, carentes, sós... gente que a gente nem vê quando passa...O amor me traz amigos... amigos verdadeiros. Estes me fazem perceber as coisas do mundo dos homens, de forma diferente, com um novo olhar.O amor me faz sentir Vinicius dentro de mim. É como se ele, carinhosamente, pegasse em minhas mãos e escrevesse, tocasse as teclas do meu micro, transformasse meus sentimentos em frases e nelas, o retrato pura e fiel da minha alma.O amor me faz sentir mulher, significado de força e de conquistas!O amor me faz sentir mãe...não teria signos para explicitar tal significado e eles, presentes em minha vida, com tanta importância!Ele comunica.. com frases, com gestos,com encantos. Ah... como entendo o poeta e o significado do verbo amar.Amar é perceber a natureza a nossa volta, dar valor às coisas simples. É um estado de paz, exatamente como tenho tentado fazer - escrever e falar das coisas com amor.

Heloisa Helena - entendendo o amor

Qualidades do Professor

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.
Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.
É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado - como todos somos - da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.
E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.
E ter imaginação para sugerir.
E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.
E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.
Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!
Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!
E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

Texto de Cecília Meireles, extraído do livro Crônicas de Educação 3, ilustrado por Laurabeatriz
Revista Nova EscolaEdição N.º 156Outubro 2002

Poema da Biblioteca: todas as Histórias do Mundo

- Sou cheia de cavidades,
conteúdos, somas
Tábuas paralelas segurando sonhos
Sou alta, larga, profunda - com glórias
Carrego das vidas todas as histórias

- Sou aquela que registra a própria civilização
Sou mais importante do que o pão
Sou forte, plena, cortejada e vaidosa
Sou cheia de luz em verso e prosa

- Tenho brilho por ter romance de alguém
Sou altamente cultural também
Sou a que guarda os tesouros da terra
O Reino das Palavras, na paz e na guerra

- Sou a que só se desfaz por acidente
Por incêndio - ou demente
Tenho páginas de rostos no meu Ser
Em belo acervo de aventura e prazer

- Sou a que é certa por linhas certas
O mundo mágico dos Poetas
SOU A MARAVILHOSA BIBLIOTECA
REINO DA FANTASIA PARA MENTES ABERTAS.

Silas Corrêa Leite - De Itararé-SP
www.itarare.com.br/silas.htm poesilas@terra.com.br

POEMA DE EDUCADOR


CONVIVÊNCIA
" ...somos todos anjos de uma Asa sóPrecisamos da asa de um outro para voar"
1:

-Aceitamo-nos, uns aos outrosAssim como somos.Com nossos defeitos, traumas, frustrações ouesperanças com renúncias.Aceitamo-nos, e convivemos como num templopois ninguém é de si mesmo cem por cento.
2:

-Há os que se aparentamHá os que se disfarçam, camuflam ou envernizammáscaras por dentro.Cada um tem sua fuga-IlhaComo eu tenho meu pássaro-flor de poetar o alumbramento.
3:

- Aceitamo-nos, e convivemosMultiplicando pães, peixes e fermento.

No amor e na dor dividindo erranças, azenhas íntimase exemplos

.....................................................................................................
Há os que saem inteiros desse Conviver

( Há o que sai mártir, herói; construtor de um outro novo

Sonho ou enfrentamento)

mas a melhor vingança é ser FELIZ

Já que não há sensações no esquecimento.


Poeta Silas Corrêa Leite - de Itararé - SP

Membro da UBE-União Brasileira de Escritores

Reunião Pedagógica: que espaço é esse?

*Marcelo Cunha Bueno
Deve ser um espaço coletivo, individualizado, ou ambos? Deve ser um espaço de reflexões ou de ações? Um espaço onde o pedagógico prevalece, ou o administrativo? Um espaço apressado ou vagaroso, generoso ou autoritário, burocrático ou dinâmico, de diferenças ou igualdades, de consenso ou de dissenso, de professores ou de "tios e tias", de formação e cultura ou de saberes técnicos? Que espaço é esse, afinal? Questões que rondam as cabeças de muitos educadores pelas escolas a fora de nosso país. Não restam dúvidas de que a escola deve ser um espaço de formação. Uma formação que amplie o compromisso de atender aos segmentos de ensino propostos, mas também atinja a formação continuada de professores. Professores precisam de orientação! São muitas funções e responsabilidades que lhes competem: estudantes, conteúdos, pais, MÃES, parceiros de trabalho, sem falar em planejamento, avaliação, registros e reuniões com os pais e mães. Ações que exigem um pensar mais vagaroso, um olhar compartilhado e companheiro. Falar da prática em escola não é somente contar da rotina ou oferecer algumas ilustrações, é falar sobre o currículo ou proposta da escola. Nesse sentido, as reuniões pedagógicas são excelentes instrumentos de discussão sobre os diferentes discursos "falados" pela escola. Durantes as reuniões de grupo, fala-se demasiadamente das práticas, pensa-se muito no fazer, mas pouco se pensa sobre o pensar. A reunião pedagógica é a cara que a escola resolveu mostrar aos professores. Nela, devem ser discutidas questões que reflitam os conteúdos e papel que a mesma desempenha para as famílias que atende. A reunião é espaço de encontro, de escuta, de trocas e de transformação. Informações que viram conhecimentos, palavras que viram documento, vivências que viram experiências, e planos que se concretizam. As reuniões pedagógicas são responsáveis por formar um professor que fale com propriedade do que a escola pensa. Devem ser um espaço de debate e articulação clara entre as questões administrativas e as pedagógicas. É fundamental esclarecer quais são os aspectos que podem ser influenciados pelos dois campos para que se evitem discursos trocados e argumentos atravessados.Devemos transformar o espaço de reunião pedagógica em, efetivamente, pedagógico, ou seja, transformador, de educação. Devemos perseguir a formação, a transformação, o grupo, a indagação e os desafios colocados por nossa profissão. Sejam quais forem as caras que a sua reunião pedagógica tenha, uma coisa não se deve abrir mão: da generosidade de falar aos ouvidos daqueles que escutam as suas palavras, pois, no mínimo, o que se ganha com esses espaços é o tempo, que constrói uma cultura coletivizada de um grupo de educadores. Reunião pedagógica é espaço de implicação!
*Marcelo Cunha Bueno é diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender.

Para significar a leitura e a escrita


*Marcelo Cunha Bueno
Lembro-me do filme lindíssimo de Walter Salles, "Abril despedaçado", em que o menino lia seu livro de ponta-cabeça... Lembro-me também do poeta Manoel de Barros dizer que sua neta, ao ler o livro de ponta-cabeça, estava deslendo! Coisa linda!Alfabetização me causa dois sentimentos. O primeiro é bem chato, já que se trata de uma luta. As escolas podem caminhar por muitas possibilidades no que diz respeito à alfabetização. Há um debate entre duas concepções de alfabetização que estão deixando familiares, professores e crianças totalmente perdidos. É uma luta por poder, por validade quase que científica que não ajuda em nada, pois sabemos que, ao final do caminho, o que importa é que as crianças leiam e escrevam, mas, principalmente, tenham acesso a livros, a bons livros!O caminho da alfabetização começa com as crianças ainda pequenas. Nomes, placas, jornais, revistas e tudo o que tiver letras é importante para que entrem em contato com mais essa possibilidade de expressão e comunicação. Isso é fundamental, por exemplo, para que a criança perceba que sua escrita ou a escrita dos outros possuem alguma finalidade, para comunicar coisas... Se não tiver isso, provavelmente escreverá por obrigação, para prestar contas, e será incapaz de entender o próprio texto.Mas também dentro desse caminho das letras, temos a "decifração" do código. Decifrar o código da língua é entender essa melodia das letras formando palavras e poesias...Bem, para essa etapa, cada escola começa quando julgar melhor. Geralmente, as crianças são alfabetizadas até os seis anos de idade, no que antes chamávamos de pré e, hoje, é conhecido como primeiro ano do Ensino Fundamental.Alfabetizar-se não é fácil. Nem pode ser... pois entramos em um outro mundo. Imaginem: as crianças acabaram de começar a se comunicar oralmente, a representar o que sentem e querem por meio de desenhos e, de repente, vem essa cobrança da escrita. É muito duro para elas! Por isso, a escola deve ir com calma, procurando sempre individualizar a coisa. Não adianta fazer um plano de alfabetização para a sala. Não vai funcionar! Cada um aprende de uma forma, em um momento. O que não pode significar que a escola deva ficar esperando ter vontade ou esperar o trem das letras passar. A escola deve desafiar sempre e ajudar a criança a superar essas etapas. Isso é seriedade: singularizar e desafiar!Ler e escrever não se aprende da noite para o dia. Leva um tempo do tamanho do Ensino Fundamental. Nesse caminho, dúvidas, medos, escrever espelhado, de ponta-cabeça, com letras trocadas, faz parte da aquisição da escrita. Quem não se lembra de quando falava as palavras faltando letras, ou quando falava pato ao invés de prato? Pois é, com a escrita, acontece a mesma coisa! As escolas precisam se lembrar disso também! É muito fácil, diante das dificuldades de escrita e leitura das crianças, a escola dizer que há um problema de aprendizagem. Procuro enxergar as coisas como um problema de "ensinagem", de ensino. Como sempre digo, é muito fácil colocar toda a responsabilidade na criança e na família. A escola está totalmente envolvida e é totalmente responsável também por caminhar por essa estrada.Mas há um lado bom, contrário daquela sensação chata de alfabetização. Um lado de descobertas, de desafios, de re-apropriações dos espaços, de re-significações do mundo. A criança descobre e acessa um novo mundo. Dá nomes, inventa palavras, faz o outro ler suas invenções. Poetiza a escrita com suas letras invertidas e seus aglutinamentos... Diria que essa alfabetização se dá por trans-palavras. Arriscar-se pelo universo da escrita é um desafio enorme. Significar sensações, emoções, idéias por palavras é sinal de que a criança quer ter o mundo para si. Quando é podada desse direito, com correções excessivas, com trocas absurdas (do tipo "se você não terminar de copiar, vai ficar sem lanche"), a criança deixa de tentar e passa a reagir à escrita... escrever por escrever. Gosto de ver as crianças tentando formar palavras, frases, tentando ler suas idéias. É muito gostoso para os professores participarem desse momento. Criança aprende a escrever quando as letras deixam de ter o peso das palavras que querem significar!!!Conteúdo se ensina com conversas, com discussões, com outros e muitos registros que não precisam ser somente escritos. Saber ler e escrever tem relação também com interpretar, sentir, relacionar, ampliar o repertório e o mundo da escrita. Aprende-se a ler e a escrever quando a criança lê ou folheia um livro, quando a criança escuta uma história do professor, quando reconhece os nomes dos produtos em suas caixas e pacotes. Ensinar a ler e a escrever, decifrar o código, é obrigação da escola. A família deve se interar da forma como a escola trabalha essas questões. Alfabetizar é um trabalho conjunto entre casa e escola. Escrever e ler é um caminho cultural, é produção e incorporação de culturas, não um processo de ordem científica... não nesse caso. Afinal, mais difícil do que produzir leituras e escritas culturais é desler o que as palavras querem dizer. Esse é o bom leitor e escritor, alguém que vá além do que dizem as palavras...
*Marcelo Cunha Bueno é diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender, em São Paulo

TEORIA

*Carla Nettonetto.carla@gmail.com
Há um tempo atrás, li um livro chamado "A Segunda Vida das Mulheres". Em resumo, o livro abordava a questão da expectativa de vida ser maior nos dias atuais e, em decorrência disso, a preocupação com o que fazer com tantos anos a mais que estamos tendo direito a usufruir. Antigamente, a expectativa de vida era muito baixa e chegar aos 50 anos era praticamente ter entrado na velhice. Hoje em dia, ao completar 50 anos é preciso que a pessoa tenha em mente o que fazer com os próximos 50 que estarão por vir.
Que horror! Que tristeza! É muito tempo! Nem quero viver tanto!
Eu tenho uma teoria. [triste, talvez] Eu acho que a vida termina nos 40 anos. É vero! Eu acho isso! Não que as pessoas irão morrer ao completar 40 anos. Não, não é isso! O que acaba nos 40 anos são 'todos' os ideais de construção de uma vida. Não sei se me faço entender. Não sei se consigo explicar.
Penso que a gente tem 40 anos para construir a nossa vida: sonhar e colocar em prática tudo que a gente almejou um dia. [Sim, 40 anos] Depois disso, é época de colheita, a gente colhe os frutos. Sim, eu sei que a gente pode ainda sonhar com 40 anos e colocar em prática também, mas não é a mesma coisa, não são os mesmos sonhos. [não deveriam ser]
A mulher que sonhou em ter um filho, não vai esperar chegar nos 50 anos para tê-lo. Pode esperar até os 40 anos, mas não deve passar disso. Os óvulos já estarão envelhecidos e os riscos serão cada vez maiores. Uma pessoa pode esperar até os 50 anos para escolher uma profissão, mas não deveria. Essa é uma idade para se consolidar profissionalmente e não para dar o primeiro passo.
Eu sei que é meio radical esse meu pensamento, até um pouco preconceituoso e desatualizado. [já ouvi isso em rodas de amigos] "Hoje a tecnologia nos permite tudo". Quase tudo, eu diria. Os que dizem isso devem ser os amantes da Dercy Gonçalves, que acham que sempre é tempo de recomeçar e que a gente nunca deve sair de cena.
E aproveitando a deixa, eu acho que a Xuxa devia se aposentar. Chega! Vai colher os frutos do que plantou! [Risos] Tem coisas que não combinam mais depois dos 40! É ou não é? É mais ou menos como querer usar piercing no umbigo e minissaia nessa idade. Ah! Não!!! Eu sou preconceituosa sim!
E como levo a sério essa minha teoria, eu já entrei na contagem regressiva dos meus últimos 10 anos. Isso é desesperador ! Ao mesmo tempo é um alento, pois ainda tenho alguns anos. Nem tudo está perdido! Ainda dá tempo de trocar de profissão, ter mais filhos... 'y otras cositas más'!
Ainda dá tempo para muita coisa!
*Carla Netto é pedagoga