quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dicas para Troquinhas e Mimos


Sou viuva mas...estou namorando penso em me casar ate o mes de julho...tenho tres filhos e um netinho lindo de 4 aninhos que é o principe da familia.....sou evangelica, trabalho no ministerio infantil de minha igreja.

Sou professora e supervisora escolar, amo meu trabalho sou

realmente fascinanda pela educaçao e nao saberia viver sem meus alunos, meus companheiros professores . NAo sou boa em artes trabalhos artisticos mas amo esses mimos tenho verdadeira paixao por trabalhos artisticos seje em que material for, mas....o EVA me incomoda um pouquinho vejo muita repetiçao e pouca criatividade nos trabalhos ...sou fascinada por coisas delicadas, coisinhas de casa, de escola ...

.Minhas cores????Todas e qualquer uma pq sou vidrada em cores todas elas....gosto de tudo colorido e nao tenho preferencia nem mesmo pra combinaçao acho toda combinaçao de cor perfeita ate pelo impacto quando alguem diz que nao ficou legal...rsrsrsrsSou meio assim...simples humilide e minha alegria em participar dessa troquinha é imensa.

domingo, 19 de abril de 2009

planeta terra

Dia da Mãe!

tilizando a técnica do papel machet.
http://recursosdoeducanaweb.blogspot.com/2009/04/minha-partilha-dia-da-mae.html

MEIO AMBIENTE

O QUE NOS TEMOS FEITO POR ELE ???

Planeta Azul - recurso ilustrado

tal fato deve-se à quantidade de imagens que contém.
Deverá então seleccionar guardar e abrir o ficheiro a partir do seu pc)



DEUS TE AMA......Oh! Gloria!!!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Africa -sociedade de desigualdades

Após 15 anos do fim do apartheid,
a África do Sul ainda é uma sociedade de desigualdades.
No interior do país falta tudo quando o assunto é educação.
As vilas não têm professores, recursos e até mesmo escolas.

http://tr.youtube.com/watch?v=NP6aOocTChQ

Click veja e ouça

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Aula: Tem muitas histórias do Brasil nas telas de Tarsila

O estudo do quadro Operários, de autoria da primeira-dama do modernismo, permite observar como o país ingressou no mundo industrializado, no início do século 20.
nome Brasil, musa radiante
que não queima, dália sobrevivente
no jardim desfolhado,
mas constante em serena
presença nacional fixada com doçura,
Tarsila amora amorável d'amaral
prazer dos olhos meus onde te encontres
azul e rosa e verde para sempre"(*) Trechos de BRASIL/TARSILA de Carlos Drummond de Andrade
Pintura onde Tarsila se retrata.O verso À tua passagem entre brincos alude aos brincos que Tarsila usava e com os quais, aliás, se auto-retratou (Auto-retrato I, 1924). Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, Sérgio Milliet lembra que Tarsila "estudava com André Lhote e a todos encantava, não só pelo talento como pela beleza. Porque era uma das mulheres mais bonitas de Paris, essa 'caipirinha' de Monte Serrat. Lembro-me de certa noite em que, no ballet des Champs Elysées, toda a platéia se voltou para vê-la entrar em seu camarote, com a negra cabeleira lisa descobrindo e valorizando o rosto e os brincos extravagantes quase tocando-lhe os ombros suavemente amorenados."
Auto-retrato ou Manteau Rouge - Em Paris, Tarsila foi a um jantar em homenagem a Santos Dumont com esta maravilhosa capa (Manteau Rouge, em francês, significa casaco, manto vermelho). Além de linda, usava roupas muito elegantes e exóticas, e sua presença era marcante em todos os lugares que freqüentava. Depois desse jantar, pintou este maravilhoso auto-retrato.
Introdução
O Ensino da arte lida com aptidões, dificuldades e limites dos participantes, tornando cada experiência única e pessoal. Dentro das variações do estudo da arte, o desenho é uma linguagem que a criança tem contato desde que aprende a manejar o lápis e a desenvolve gradativamente no decorrer dos processos de aprendizagem em que é submetida. Desenhar a figura humana faz parte desse aprendizado e, entre as variadas modalidades desse segmento, o auto-retrato (forma de representação em que o artista desenha ou pinta a si) é uma importante ferramenta no processo do desenvolvimento pessoal e de autoconhecimento.
Em duas aulas, o professor guiará os alunos em atividades focadas em suas representações, utilizando apenas papel, lápis e lápis de cor, para projetar uma profissão para o futuro. Os alunos ainda serão instigados a conhecer e analisar obras de conceituados artistas da História da Arte que tratam da mesma temática.
Objetivos -
Iniciação ao desenho da figura humana por meio do auto-retrato
- Ampliar a noção de espaço e proporção em relação ao suporte utilizado (papel sulfite)
- Analisar e contextualizar os trabalhos a partir das profissões escolhidas por cada aluno
- Apreciação e leitura de imagem
- Introdução à História da Arte
Conteúdos
- Reprodução de obras de artistas escolhidos pelo educador que têm no processo de trabalho o desenho da figura humana e auto-retrato
Materiais necessários -
Papel sulfite, lápis, borracha - Reproduções de auto-retratos de artistas como Van Gogh, Anita Malfatti, Francis Bacon, Albrecht Durer e Tarsila do Amaral.
Desenvolvimento das Atividades
1ª aula- Auto-retrato e profissão Propor aos alunos que façam um desenho de si mesmos, um auto-retrato que imaginem, e se coloquem em uma das profissões que almejam para o futuro. Antes da execução, o educador pode abordar temas como o tamanho do suporte e o do desenho, a proporção e a construção da figura humana.
Essa atividade deve ser feita sem uso de referências ou imagens para que os alunos não sejam influenciados por trabalhos de outros artistas e para que também consigam ter maior liberdade em suas escolhas.
No decorrer da aula, o educador vai observando e analisando os desenhos dos alunos em si e abordar questões sobre as escolhas profissionais de cada um. Assim, poderá orientar não só composição das figuras das profissões e na escolha de acessórios que complementem o entendimento dos desenhos.
Depois dos desenhos prontos, o educador pode ainda discutir com os alunos sobre os resultados e as projeções de cada um, fazer com que eles escolham os trabalhos que mais apreciaram e os motivos dessas escolhas. Outra opção é abordar as qualidades dos desenhos e fazer comparativos de proporção e tamanhos.
2ª aula- Contextualização No segundo momento, o educador pode esclarecer sobre os aspectos históricos de artistas que têm a temática do auto-retrato no processo de criação e, então, introduzir os alunos na análise de imagens, fazendo com que os estudantes percebam as diferenças entre obras de arte e comparem como cada artista aborda o mesmo assunto de acordo com suas realidades. Avaliação Verificar a qualidade das produções levando em conta as limitações e aptidões de cada aluno.
Aula: Tem muitas histórias do Brasil nas telas de Tarsila
O estudo do quadro Operários, de autoria da primeira-dama do modernismo, permite observar como o país ingressou no mundo industrializado, no início do século 20.


Operários: destaque da fase social da pintora, a tela mostra os vários rostos dos trabalhadores da recém-inaugurada indústria brasileira
Peça de teatro, minissérie de TV, exposições bem cuidadas e um site oficial jogaram luzes este ano sobre a obra e a vida privada de Tarsila do Amaral (1886-1973). Tamanho destaque se justifica pela produção da artista, considerada a primeira-dama do modernismo brasileiro e uma das responsáveis pela criação de uma arte genuinamente verde-amarela. O trabalho da pintora passa por várias fases, como a pau-brasil, a antropofágica e a social. Desta última, que contribuiu para solidificar no nosso imaginário o início da industrialização do país, a tela Operários se destaca.
O quadro pintado em 1933 é um verdadeiro painel da nossa gente, a mesma que veio dos quatro cantos do país e do mundo para pegar pesado nas fábricas, que na época começavam a transformar a paisagem brasileira. "Trata-se de um marco histórico na obra de Tarsila, pois, se ela já fora no Brasil a precursora do cubismo e do surrealismo nas artes plásticas, detém-se agora na pintura de assunto eminentemente social", escreve Nádia Battella Gotlib, autora de uma das mais completas biografias da pintora. Operários funciona como ponto de partida para você falar sobre o surgimento dos grandes centros urbanos brasileiros. Esse é o tema do roteiro indicado para turmas de 5ª a 8ª série que você verá a seguir. Ele contempla as disciplinas de Artes, História e Geografia e foi elaborado por Maria Lúcia Medeiros, professora da Escola Vera Cruz, em São Paulo; Roberto Giansanti, autor de livros didáticos de Geografia; e Marco Antônio Pasqualini, professor de Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Depois, confira sugestão de atividades de Artes para classes de 1ª a 4ª série.
A nossa revolução industrial
Mostre para a classe a reprodução da tela que ilustra a página ao lado e aborde, inicialmente, a temática social. Pergunte o que os estudantes sabem sobre o funcionamento de uma fábrica e os processos de transformação de matérias-primas. Quais os setores industriais que mais prosperaram no Brasil? Ouça as opiniões e ensine que o conceito de fábrica foi criado pela Revolução Industrial, na Inglaterra do final do século 18. Ele sugere a divisão social do trabalho e a incorporação de novas tecnologias de energia. A indústria, de forma geral, transforma elementos da natureza em objetos fabricados por máquinas operadas pela mão do homem.
Conte à turma que as primeiras fábricas brasileiras dedicavam-se à produção de bens não-duráveis, como tecidos e alimentos. A partir dos anos 1930 e, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o nosso parque industrial diversificou-se e passou a produzir os chamados bens duráveis automóveis e eletrodomésticos e produtos da indústria de base (cimento, petroquímica e siderurgia).
Instigue a curiosidade da garotada sobre outros aspectos históricos referentes a Operários: aponte os elementos de fundo e os detalhes sobre as figuras humanas. O que sugere o semblante das pessoas? Alguém arrisca dizer qual era a intenção da artista? O que a pintura está anunciando? Há nela alguma denúncia social? (Veja mais informações sobre a industrialização em São Paulo no quadro abaixo.) Hoje, como poderíamos retratar uma cena de trabalhadores?
Anote as hipóteses citadas, escolhendo as principais. Faça os esclarecimentos necessários e proponha uma pesquisa sobre urbanização, industrialização e imigração no início do século 20. Sugira que os alunos elaborem textos sobre o período eles podem ser ilustrados com fotos, gravuras e desenhos relativos à época.
De olho nos elementos visuais da tela
De início, incentive comentários sobre os aspectos visuais do quadro por meio de algumas questões.
Como os personagens estão organizados?
Há uma geometria que dá ordem aos elementos?
Os personagens se agrupam ou são mostrados de forma isolada?
Quais as cores usadas pela pintora?
O que são os cilindros verticais no canto superior da tela?
Que cidade é essa?
Quem são as pessoas representadas? Elas pertencem a diferentes raças ou classes sociais?
Os estudantes devem perceber que há negros, brancos, japoneses, mestiços, homens, mulheres e crianças de várias idades formando a cena. Ressalte a postura das pessoas: elas estão todas de frente, tendo apenas a cabeça e parte do colo aparecendo. Essa pose sugere padronização e anonimato, apesar dos acessórios individuais. Será que os alunos conseguem distinguir alguém famoso? Mário de Andrade (1893-1945), autor de Macunaíma, é o homem de óculos no meio das pessoas; Oswald de Andrade (1890-1954), o poeta que foi casado com Tarsila, está no canto superior da pintura. Mostre assim que há tanto pessoas humildes, do povo, quanto intelectuais e artistas naquela "multidão" representada.
Conte que Nádia Battella Gotlib aponta em seu livro que os rostos, surreais, levitam, suspensos, tal como o próprio rosto da artista no seu famoso Auto-Retrato. A mensagem, porém, não é mais de beleza radiante. É de miséria e dor. Cada um deles exibe, de modo marcante, a sua própria fisionomia. Algumas delas a artista constrói, inclusive, com base nos traços de pessoas conhecidas. Há força em cada uma dessas expressões que fitam, de frente e corajosamente, o espectador.
É hora de comparar as figuras
Depois dessa análise, teça comentários sobre a formação da pintora e contextualize sua produção. É hora então de aproveitar Operários para trabalhar semelhança e diferença com a garotada de 1ª a 4ª série. O aluno vai fazer composições próprias, no plano ou no espaço, e notar como cada elemento do conjunto possui um caráter especial, individual, único.
Peça às crianças que reúnam objetos variados (latinhas, tampinhas, roupas, canetas, folhas de árvores etc.). Ensine a turma a juntar o que é semelhante, ou seja, constituir uma série, e o que apresenta pequenas alterações (de cor, forma, tamanho, rótulo, características), formando subgrupos. Pergunte o que é igual e o que é diferente em cada grupo. Faça uma reflexão sobre o mundo industrial, a produção em série e a multiplicidade das coisas na natureza e na cultura. As crianças devem criar colagens ou objetos artísticos inspirados em figuras geométricas conhecidas, como triângulos, círculos, ou mesmo estrelas, figuras humanas etc. Observe a forma poligonal de Operários.
Proponha ainda a montagem de um painel com fotos dos alunos e de seus parentes, criando uma discussão sobre a diversidade e a convivência de tipos, comportamentos, características, sexos e raças. Volte a Operários. Procure construir o significado da pintura: a proposta de união e de construção social de vários tipos e classes, em que todos serão os "operários" de uma nova sociedade brasileira. Ajude as crianças a montar uma linha do tempo com as obras da artista, distinguindo o que caracteriza a geométrica fase pau-brasil e a surrealista antropofágica.
Retrato de uma paulicéia trabalhadora
Em 1933, quando Tarsila pintou Operários, São Paulo já havia se consolidado como o principal centro urbano e industrial do país. O acúmulo de riquezas originadas pelos negócios do café, as importações e exportações e a presença de imigrantes possibilitaram o crescimento da cidade.
O desenvolvimento industrial deu-se com a instalação de fábricas de tecidos, alimentos e vestuário. Até 1920, entre 6% e 10% da população morava em cidades. Nos 20 anos seguintes, esse porcentual aumentou para 31%. A maior parte dos trabalhadores que vieram de outros países e de regiões brasileiras chegava em São Paulo. Hoje, mais de 10 milhões de pessoas vivem em pouco mais de 1500 quilômetros quadrados na capital paulista, a maior cidade da América do Sul.
O QUE É O MODERNISMO Estudar a tela Operários é uma boa oportunidade para despertar a curiosidade da turma sobre o modernismo, movimento estético que sacudiu as artes plásticas, a literatura, a música e outras manifestações artísticas mundiais no final do século 19. Tudo começou na Europa, como resposta dos artistas de vários países às mudanças de comportamento trazidas pela industrialização. O movimento chegou ao Brasil somente nos anos 1920. Ironicamente, artistas brasileiros que haviam estudado na Europa perceberam, ao voltar, como os elementos de nossa terra (índios, frutas, culinária, danças etc.) eram ricos. Assim, renegaram os valores europeus até mesmo por meio de manifestos e reinventaram técnicas para criar o que muitos críticos consideram uma arte genuinamente brasileira. As telas de Anita Malfatti e Lasar Segall, as esculturas de Victor Brecheret, os textos de Mário e Oswald de Andrade e, finalmente, toda a efervescência cultural que foi a Semana de Arte Moderna de 1922 transformaram-se nos grandes ícones da produção modernista brasileira.

6- Livro sobre sua infância:

História lida em capítulos para os alunos. Ou fotocopiadas em partes.
Neste livro Carla Caruso apresenta Tarsila do Amaral de uma forma encantadora: Uma menina alegre que adorava brincar, ouvir música e histórias e que aos poucos vai descobrindo o desenho e a pintura. Junto com belas e importantes obras de Tarsila, esta narrativa nos mostra momentos mágicos de sua infância e nos aproxima de seu universo repleto de cores e imagens. Projeto gráfico Camila Mesquista.
Observação: Livro excelente para conhecer a vida da artista. Ricamente ilustrado, com uma linguagem fácil, apresentando uma forma lúdica e prazerosa de leitura.
ALGUNS SITES:
http://www.tarsiladoamaral.com.br/ site oficial
http://www.historiadaarte.com.br/tarsila.html vídeo
http://planetin.blogspot.com/2008/01/verdadeiras-obrasdearte-tarsilaamaral.html
http://www.latinartmuseum.com/amaral.htm
http://www.pitoresco.com.br/brasil/tarsila/tarsila.htm
http://www.artelivre.net/html/pintura/al_pintura_tarsila_do_amaral.htm
http://www.pinturabrasileira.com/artistas.asp?cod=32
http://en.wikipedia.org/wiki/Tarsila_do_Amaral
http://www.canalkids.com.br/arte/galeria/amaral.htm excelente site infantil
http://www.youtube.com/watch?v=QLbMnQBMO4c vídeo
http://acvieira.arteblog.com.br/1645/Tarsila-do-Amaral-Abaporu-1928-OST/
http://www.tarsiladoamaral.com.br/historia.htm história das obras
http://www.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-02205-6.pdf livro Mestres das artes
http://www.edukbr.com.br/estudioweb/ativ_antigas/tarsila/arte_brasil2.htm Jogo de memória
http://www.tarsiladoamaral.com.br/tarsilaforkids.htm em construção
FONTE:http://projetoseideias.zip.net/arch2009-01-25_2009-01-31.html

4- Uma das principais artistas brasileiras:

Tarsila do Amaral nasceu em 1890, na cidade de Capivari, no interior de São Paulo. Começou a estudar pintura em 1917, com o pintor Pedro Alexandrino. Três anos depois, viajou para estudar arte na França. Foi lá que entrou em contato com técnicas de desenho e pintura diferentes do que se fazia no Brasil naquela época. Ao retornar ao país, uniu-se a artistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade para defender novas formas de arte no Brasil, participando da Semana de Arte Moderna, que aconteceu em fevereiro de 1922. Em 1926, se casou com o escritor Oswald de Andrade e fez sua primeira exposição individual em Paris, na França. Sua tela mais conhecida é o Abaporu, que mostra um ser de enormes pés e uma cabeça pequena. A partir de 1933, Tarsila passou a pintar telas com temas sociais, como os quadros Operários e Segunda Classe. Morreu em São Paulo, em 1973.

5-No começo do século 20, as pessoas que moravam no Brasil ainda não tinham descoberto que ser brasileiro era uma coisa especial. Naquela época, o quente era copiar as coisas que vinham da Europa. A música, a pintura e a literatura feitas aqui, de brasileiras, só tinham o nome, porque pareciam mais traduções das artes europeias.
Algumas pessoas se juntaram e deram início a um movimento chamado de Modernismo. Acontece que a Tarsila era uma dessas pessoas! Ela, que tinha nascido (no ano de 1886) e crescido em uma fazenda do interior de São Paulo, sabia muito bem que beleza que era o Brasil.
Mas, sabe como é, as vezes a gente demora um pouco para notar as coisas que estão bem debaixo do nosso nariz... Tarsila passou um bom tempo morando na Europa, estudando artes plásticas com grandes mestres e pintando quadros muito bonitos.

TARSILA DO AMARAL



SUGESTÕES DE LEITURAS:
1- Quando nasceu a pintura?
O homem sempre sentiu necessidade de reproduzir a realidade e as coisas que povoam sua imaginação.Não se sabe exatamente quando o primeiro homem registrou com as próprias mãos, nas paredes das cavernas onde morava, aquilo que via e desejava.
As obras que esses artistas fizeram há milhares de anos são as primeiras pinturas de que se tem notícia.Naquela época, nenhuma mãe reclamava quando as crianças riscavam a parede! Bons tempos!

2- No começo do século 20, as pessoas que moravam no Brasil ainda não tinham descoberto que ser brasileiro era uma coisa especial. Naquela época, o quente era copiar as coisas que vinham da Europa. A música, a pintura e a literatura feitas aqui, de brasileiras, só tinham o nome, porque pareciam mais traduções das artes europeias.
Até que um grupo de pessoas parou para pensar: "poxa, nosso país é tão bonito, tem uma cultura tão rica! A gente tem que aprender a fazer as coisas do nosso modo! A gente não é europeu, nossa
língua é diferente, nossas comidas são diferentes, então nossa arte também tem que ser diferente da deles!"
Então, essas pessoas se juntaram e deram início a um movimento chamado de Modernismo. Esse movimento começou de verdade em 1922, quando aconteceu a Semana de Arte Moderna, um evento em que a turminha de artistas mostrou ao mundo suas idéias.
- Ah, tudo bem, mas onde é que a tal Tarsila do Amaral entra nessa história?Acontece que a Tarsila era uma dessas pessoas! Ela, que tinha nascido (no ano de 1886) e crescido em uma fazenda do interior de São Paulo, sabia muito bem que beleza que era o Brasil.
Mas, sabe como é, às vezes a gente demora um pouco para notar as coisas que estão bem debaixo do nosso nariz. Por isso, depois de se divorciar do seu primeiro marido, com quem ela se casou quando tinha 20 anos, a Tarsila passou um bom tempo morando na Europa, estudando artes plásticas com grandes mestres e pintando quadros muito bonitos.
Quando voltou para o Brasil, Tarsila conheceu a turma dos modernistas e se apaixonou por aqueles artistas cheios de ideias novas... e em especial por um deles, o escritor Oswald de Andrade. E é claro que o Oswald, vendo aquela pintora linda e talentosa, não resistiu, se apaixonou também e em 1926, os dois pombinhos estavam casados! E foi para o maridão que, em 1928, a Tarsila pintou seu quadro mais famoso, o "Abaporu". Quando Oswald viu aquela figura maluca e linda, toda colorida, ficou de queixo caído: mas aquilo era a tradução do movimento modernista!
E, por causa do quadro, ele escreveu um dos textos modernistas mais importantes, o "Manifesto Antropófago".- Ué, mas antropófago não é quem come gente? Esse tal de Oswald era meio esquisitão, hein?
Bom, é claro que o antropofagismo que ele estava propondo não era de verdade, era um jeito de simbolizar um pensamento! A ideia era mais ou menos assim; quando a gente come alguma coisa, a comida não sai exatamente como entrou, né? Dentro da gente ela se transforma em partículas menores, que se transformam em energia para a gente viver (e as coisas ruins se transformamem cocô e xixi).O que o Oswald pensava era que a cultura europeia tinha que ser digerida pelo "organismo" brasileiro, as coisas boas tinham que se transformar em um novo jeito de fazer arte, e as coisas ruins tinham que ser jogadas fora!

3- Curiosidades:
1- "Abaporu" foi o quadro brasileiro de maior valor vendido até hoje. Seu preço alcançou US$1.500.000, e foi comprado pelo banqueiro argentino Eduardo Costantini.
2- Tarsila anulou seu casamento com o primeiro marido em 1925 para casar-se com Oswald de Andrade em 1926. O então presidente eleito Washington Luís foi o padrinho de Oswald e Júlio Prestes (na época governador do Estado de São Paulo) o padrinho de Tarsila.
3- Depois de 1929, com a crise do café no Brasil, o pai de Tarsila perdeu grande parte de sua fortuna e ela trabalhou como colunista nos Diários Associados de seu amigo Assis Chateaubriand.
4- Tarsila gostava muito de anotar novas receitas detalhadamente, porém nunca chegava a fazê-las. - A tela "O Pescador" foi vendida ao governo russo durante sua estada por lá em 1931. O dinheiro obtido teve de ser gasto no próprio país, uma vez que não podia ser convertido em outra moeda.

TARSILA DO AMARAL

JUSTIFICATIVA:
O mundo em que vivemos constitui-se de um conjunto de fenômenos naturais e sociais, diante do qual as crianças se mostram curiosas e investigativas, fazendo perguntas e procurando respostas. Torna-se imprescindível o trabalho com projetos para que a criança identifique e torne consciente sua leitura de mundo. A produção artística registra a natureza, o meio ambiente e os acontecimentos sociais. Por meio de obras de arte, com simplicidade e ludicidade os alunos compreenderão a natureza como um meio dinâmico e o ser humano, por ser um ser social, como agente transformador desse meio, considerando sua relação essencial com os demais seres vivos e outros componentes do ambiente.O projeto pretende tornar compreensível aos alunos a herança cultural a partir do estudo das obras de arte da artista plástica Tarsila do Amaral, bem como despertar e desenvolver o interesse pela Arte. Procurando estabelecer com os alunos um diálogo sobre o material que será apresentado e ensinando-as a observarem despertar-se-á o gosto pelas obras de arte.
A criança será desafiada a interpretar as obras de arte observando os elementos utilizados como: cores, formas, traços e idéias e com liberdade poderá criar, representar e construir seus conceitos.



OBJETIVOS:
Conhecer a biografia da artista plástica;
Desenvolver o hábito de observação e apreciação, atentando para detalhes como: cor, forma e textura;
Interpretar obras de arte, compreendendo sua função comunicativa;
Estabelecer relações entre obras de arte e os conteúdos propostos em sala;
Participar de atividades envolvendo a pesquisa para conhecermos a vida e algumas obras de Tarsila do Amaral;
Representar por meio de desenho a releitura de algumas obras da artista;
Despertar o gosto pela leitura, especialmente pela arte;
Desenvolver o senso crítico;
Estimular a criatividade e a imaginação;
Valorizar e respeitar a nossa cultura artística

BIOGRAFIA:
TARSILA DO AMARAL
Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886 na fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo.
Filha de José Estanislau do Amaral e Lydia Dias de Aguiar do Amaral.
Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência.
Estuda em São Paulo no colégio Sion e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, "Sagrado Coração de Jesus", aos 16 anos.
Casa-se em 1906 com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce.
Separa-se dele e começa a estudar escultura em 1916.
Em 1926 expõe em Paris, obtendo grande sucesso.
Casa-se no mesmo ano com Oswald de Andrade.
Em 1928 pinta o "Abaporu" para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela
.
Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.
Separa-se de Oswald em 1930.
Em 1933 pinta o quadro "Operários" . No ano seguinte participa do I Salão Paulista de Belas Artes.
Passa a viver com o escritor Luís Martins por quase vinte anos, de meados dos anos 30 a meados dos anos 50.
De 1936 à 1952, trabalha como colunista nos Diários Associados.
Nos anos 50 volta ao tema "Pau Brasil". Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na Bienal de Veneza.
Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

fonte:http://projetoseideias.zip.net/arch2009-01-25_2009-01-31.html

Sugestoes atividades de portugues

Sugestão para o ciclo I
Uso do dicionário

Objetivos:
Saber escrever corretamente, identificando os erros ortográficos
nas revisões por meio de ferramentas de correção;
Realizar atividades que facilitem a compreensão das regras ortográficas
ou gramaticais;
Fazer uso da leitura como ferramenta para escrever bem;
Saber utilizar dicionários, enciclopédias, jornais e revistas como
fontes de pesquisa ortográfica e reconhecer a importância desses recursos.
Material:
Dicionários, enciclopédias, livros infantis, jornais e revistas;
Cartolinas, canetas, lápis de cor e folhas de papel sulfite;
Textos interessantes com dificuldades ortográficas;

1ª Aula:
Pedir aos alunos para trazerem um dicionário para a classe.Para trabalhar com o dicionário como um recurso de decisão ortográfica,
inicialmente junto com os alunos explore a função para a qual ele serve,
qual é a organização das palavras (ordem alfabética), pedir para que eles
procurem determinadas palavras, etc.A seguir, realize a seguinte atividade:Vamos organizar um dicionário?Pegue as folhas de papel sulfite e distribua, mais ou menos,
15 folhas para cada aluno.Peça-lhes que dobrem-nas ao meio, formando um livro.
Na primeira folha, organizar uma capa para o dicionário.
Nas demais folhas, numerá-las e escrever uma letra em cada folha,
na ordem alfabética, de A a Z.No decorrer das atividades, ao encontrar uma palavra desconhecida,
anotar na folha correspondente a primeira letra da palavra, formar
uma frase em que apareça o termo e ilustrá-la.Depois, é só deixar o dicionário sempre à mão para fazer suas anotações.

2ª Aula:
Confeccionar em cartolina para deixar exposto no
mural da classe os “Registros Ortográficos”.A cada regra de ortografia descoberta no decorrer do ano, anotar
as palavras em faixas de cartolina e colá-las no Registro, como o uso
do M antes de P e B (campo, bomba, tampa, etc.).Uma das melhores maneiras de memorização é através da visualização
da escrita correta das palavras, como na leitura. Se o aluno observa várias
vezes a grafia da palavra no mural, acaba memorizando a escrita correta.

3ª Aula:
Forneça aos alunos um bom material de consulta para a produção
de textos (livros, textos interessantes, artigos de revistas e jornais, etc.).Explorar junto com os alunos os caminhos que eles devem utilizar
para a criação de uma redação (preferências, dificuldades e alternativas
para chegar ao final). Assim os alunos produzirão redações cada vez melhores.Combine também os tipos de ferramentas de correção que serão
utilizadas, como por exemplo, flechinha indicando o lugar da correção.

4ª Aula:
Os alunos lerão o texto observando onde estão as flechinhas para
fazer a correção.As palavras que oferecerem maior dificuldade ao aluno deverão ser
escritas no dicionário confeccionado.A professora fará um levantamento das palavras que encontrou com
maior índice de erros e anotará no Registro Ortográfico.Após a revisão dos textos, os alunos poderão reescrevê-los em um
programa de texto no computador e ilustrá-lo.

Atividades Complementares:
1-Recorte de palavras com determinadas dificuldades ortográficas;2- Identificar palavras com determinada dificuldade ortográfica
em textos e pintá-las.3- Jogo do Stop: Cada criança desenhará em uma folha cinco linhas verticais formando
colunas. Traçar outras linhas na horizontal.
Na primeira linha horizontal, em cada coluna,escrever a ordem que
deverá ser seguida para completar a coluna com a palavra correspondente
à letra escolhida. Exemplo: palavras com ss, s, j, g.Ao sinal da professora, um aluno começa a pensar nas letras do alfabeto,
seguindo a sua ordem.
Quando ela disser stop o aluno diz a última letra que pensou.
Esta será a letra escolhida para começar cada palavra e completar todas as
colunas de acordo com a ordem de cada uma, da segunda linha horizontal.
Quem terminar de completar primeiro, grita STOP e confere-se os pontos.Jogar quantas vezes quiser, completando cada linha do quadro.Regras:
Quem escrever uma palavra que ninguém escreveu, ganha 10 pontos.
Se for palavra repetida, 5 pontos para cada aluno.
Se houver erro de grafia, não ganha ponto. Ganha quem fizer mais pontos no total!4 - Bingo Ortográfico:Cada aluno desenhará uma tabela com quatro colunas na vertical e
quatro na horizontal.O aluno deverá escrever na tabela dezesseis palavras que escolher
entre as vinte e cinco palavras que a professora escreverá na lousa.
Ela sorteará e ditará as palavras e cada aluno marcará as que coincidirem
com as escolhidas. Vence o aluno que primeiro marcar todas as palavras de sua tabela.5 - Cruzadinhas:Palavras cruzadas com dificuldades ortográficas com desenhos ou legendas.Colaboração: Professora Elza Miguel

Sugestoes de atividades de Portugues


Retirado da Comunidade de Atividades de Português
1 - Monte e remonte:
Escreva no quadro ou em folha uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado.
Obs.: Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário.
Exemplo: Palavra escolhida - PERNAMBUCO
( atividade igual a palavra ACONTECIMENTO, postada anteriormente)
Exemplos de palavras encontradas:
Perna - barco- compra boca- nabo- banco- copa- ano- rapé
Ópera - amor – cor –pé -comer- peru- perca- bem- não- rena
buraco - mar- muro- pano.
2 - Palavra puxa palavra:
Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os
alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira.
Exemplo: Palavra escolhida: FOGO.
Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância
feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza
medo- fogão- comida- queimadura.
3 - Memória auditiva:
O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno.
Exemplo:
Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante...
Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso...
Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa...
4 - Dizer duas palavras:
O aluno deverá separar a primeira sílaba de cada uma e formar outra:
Exemplo:
Pedal à Rato = Pêra
Figura à Tapete = Fita
Panela à Novelo = Pano
Usando a mesma técnica, aumentar o número de palavras, criando dificuldades crescentes.
Exemplo:
Toalha à Pedra à Tela = Topete
Cigarro à Galho à Nabo = Cigana
Cabelo à Nevada à Tapa = Caneta
Trio à Antes à Guia à Loto = Triângulo
Agora à Poste à Tina à Laço = Apostila
Cama à Ramo à Muda à Jogo = Caramujo
5 - Invente e conte:
Espalhar sobre as mesmas várias gravuras que retratem ambientes e personagens.
Cada aluno deverá selecionar uma delas e criar uma narrativa oral em que
a figura sirva de cenário para a história vivida pela personagem da gravura.
Chamar a atenção dos alunos para a seqüência lógica dos fatos narrados.
6 - Brincando de poeta:
O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma
palavra, sendo que as palavras rimam entre si.
Exemplo: pato - mato – gato / coelho - espelho – joelho / abelha - orelha - ovelha
Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas
aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua.
Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem
com as que já possuem.
7 - Viagem ao espaço infinito da imaginação:Distribuir papel e caneta hidrográfica para a turma e colocar no fundo musical. Pedir aos alunos que coloquem a ponta da caneta sobre o papel e, de olhos fechados, acompanhem o ritmo da música desenhando sobre o papel.Desligar a música e, imediatamente, todos devem parar de desenhar e abrir os olhos para ver o desenho que fizeram.A partir das linhas traçadas, colorindo os espaços vazios, os alunos vão criar um espaço mágico, um novo universo, e nele um novo planeta também. Assim, como o autor do texto, Ziraldo, (Flicts) cada aluno criará seu planeta. Os alunos vão também batizar o planeta com um nome bem sugestivo. Para isso, cada um escreverá cinco letras, sendo pelo menos uma vogal, e cada letra em um pedaço de papel.Cada aluno ficará com uma vogal e as demais letras serão colocadas numa caixa, misturadas, e cada letra um deverá retirar dela quatro novas letras.De posse das letras sorteadas e da vogal, cada um criará um nome para batizar o planeta.

sábado, 11 de abril de 2009

Mensagem bem apropriada para a Semana Santa.


Queridos:
Recebi esses desenhos e fiquei impressionada pela capacidade dos artistas em combinar perspectivas distintas, mas, integradas, do sofrimento de Jesus.
Na primeira figura vemos no seu rosto e no corpo inteiro o sofrimento da crucificação. No segundo desenho vemos no sentido horário do rosto, os anjos que proclamam o seu nascimento, o nascimento propriamente, a sua crucificação e ressurreição.
Trata-se de mensagem bem apropriada para a Semana Santa.
Um abraço a todos e Feliz Páscoa de Jesus

menina princesa (poesia linda..verdadeiramente linda....)

ali, naquela viela
existe uma princesinha triste
ela está chorando
porque estão chamando seu cabelo
de palha de aço.

ali, naquela viela
a princesinha chora
por não querer ir pra escola
ela diz não ter amiguinhos
e que a professora
sempre a deixa de castigo.

e ali, mais uma vez
a princesinha vai chorar
ela pede a Deus
que lhe dê cabelos lisos,
olhos azuis e pele branca
seria igualzinha as "lindas princesas brancas"
dos contos de farsas

oh, menina princesa!
enxergo em você tanta beleza
seu cabelo trançado é realeza
sua pele cor da noite
é linda, tenha certeza
seu sorriso é luz
contagia minha alma
seus olhos, que não são azuis
me transmitem calma

oh menina princesa!
sim, você é princesinha
nossas histórias encantadas
foram apagadas
mas você relatará um dia
bela menina dos olhos de jabuticaba
não ligue para quem te faz chorar
são pessoas que ainda não sabem
que somos realeza

menina negra
de linda beleza
você sim
é uma princesa.
**
raquel almeida é escritora e dedicou às suas sobrinhas essa poesia, que foi publicada no livro duas gerações sobrevivendo no gueto

O Faraó, a princesa e o Estado

Marco Davi de Oliveira
“Naquela mesma noite o faraó mandou chamar a Moisés e Arão e lhes disse: “Saiam imediatamente do meio do meu povo, vocês e os israelitas! Vão prestar culto ao Senhor, como vocês pediram. Levem os seus rebanhos, como tinham dito, e abençoem a mim também”. Os egípcios pressionavam o povo para que se apressasse em sair do país, dizendo: “Todos nós morreremos!”. Então o povo tomou a massa de pão ainda sem fermento e a carregou nos ombros, nas amassadeiras embrulhadas em suas roupas. Os israelitas obedecerem á ordem de Moises e pediram aos egípcios objetos de prata e de ouro, bem como roupas. O Senhor concedeu ao povo uma disposição favorável da parte dos egípcios, de modo que lhes davam o que pediam; assim eles despojaram os egípcios. Os israelitas foram de Ramassés até Sucote. Havia cerca de seiscentos mil homens a pé, além de mulheres e crianças. Grande multidão de estrangeiros de todo tipo seguiu com eles, além de grandes rebanhos, tanto de bois como de ovelhas e cabras.” (Êxodo 12:31 – 38)A saga da libertação dos escravos hebreus do Egito nos dá algumas possibilidades de refletirmos sobre as políticas de ações afirmativas que precisam de implantação urgente do Brasil. Aprendemos com esta história qual devia ter sido a postura dos governantes após a libertação dos escravos e também como deve ser a postura do Estado brasileiro junto aos que experimentam a conseqüência de uma “libertação” sem estrutura e sem respeito aos que estavam sendo libertos.Aqui no Brasil a chamada abolição que se transformou num ato de protesto, foi feita sem consciência alguma. Sem a percepção da necessidade de se construir condições adequadas para que toda a população negra não sofresse com os anos posteriores. Aqui a princesa Isabel agiu com se quisesse mostrar que também tinha força e, acompanhada por um bando de gente que não tinham a devida visão do futuro, promulga a abolição sem que antes aja um planejamento adequado que visasse o bem – estar dos negros e negras.Como seria bom se a princesa, que não experimentara nenhuma praga, tivesse lido com atenção e aprendido as lições com o faraó!No contexto da história que lemos Deus chama Moisés para que fosse o líder do povo hebreu e, em nome Dele, libertasse o povo da escravidão egípcia. Os judeus ficaram cerca de quatrocentos e trinta anos escravos no Egito. Através das dez pragas que foram a maneira de Deus manifestar o seu juízo, o povo foi liberto. O coração de faraó estava endurecido e ele não reconhecia a necessidade de libertar os escravizados. Isso é ponto singular nos opressores. Eles não reconhecem o mal que estão fazendo. Foi assim com os governantes da época da escravidão no Brasil. Pena que não tivemos as pragas aqui para apressar o processo de libertação.O que quero ressaltar aqui, não é, propriamente, a história do êxodo hebreu, mas, sim, o seu final. Pois a história da libertação do povo hebreu sob o comando do negro Moisés nos ajuda a compreender a nossa realidade histórica e também o nosso futuro como povo negro neste país.O texto que lemos mostra a postura de Moisés em relação a maneira que o povo devia sair do Egito. Parte do texto diz: ”os israelitas obedeceram á ordem de Moisés e pediram os egípcios objetos de prata e ouro, bem como roupas...”. Notamos a preocupação do líder Moisés com o futuro do povo. Pois ele orienta aos Hebreus pedirem, e nesse caso, ordenarem aos egípcios que dessem condições para que o povo pudesse continuar a sua história.Outra coisa interessante no texto é que os egípcios já estavam dispostos a salvaguardarem os direitos dos israelitas. E isso foi uma intervenção de Deus nas mentes e nos corações daquela gente. Os israelitas tinham o favor dos egípcios. Vemos que Deus age na História do seu povo como também já está agindo em favor do povo negro do Brasil.As políticas de ações afirmativas precisam ter mão dupla. Devem atingir o povo negro que foi a parte da população brasileira mais sacrificada no país, mas também devem atingir aos “estrangeiros”. O texto bíblico mostra que junto dos israelitas estavam muitos estrangeiros “de todo o tipo”, ou seja, de várias nações que acompanhavam o povo de Deus.Gosto muito da palavra do faraó quando diz: “Vão prestar culto ao Senhor, como vocês pediram. Levem os seus rebanhos, como tinham dito, e abençoem a mim também”. Aqui notamos que o povo ficou livre para prestar culto a Deus. O povo estava sendo liberto para adorar aquele que era e é o Senhor do universo, o Senhor da história, o Deus dos deuses.Interessante que o povo estava livre para cultuar, para ter a sua religiosidade sem que fosse oprimido por isto. É óbvio que não sou adepto de religiões chamadas, e sempre vou chamá-las assim, de religiões de matizes africanas. Mas, no Brasil ainda falta, não incentivo, pois nenhuma religião por mais “cultural” que possa parecer deve ter incentivo seja fiscal, econômico ou governamental para existir, liberdade para que o povo se expresse em sua religiosidade. Para os negros de matizes africanas falta, talvez, reconhecimento como religiões brasileiras e mais liberdade de culto. Já para os negros que fizeram opção pelo cristianismo de matiz, também, africana, falta o respeito por parte dos adeptos das chamadas religiões de matizes africanas para com a opção por Cristo ressureto que reina para sempre.As políticas de ações afirmativas são caminhos para que o governo brasileiro tenha uma postura mais favorável em relação ao povo negro da nação. Ter a postura de faraó é melhor que ter a postura da princesa. Espero que isso ocorra o mais rápido possível, pois sei que Deus age na história e creio que está agindo na história deste país. Portanto, o quanto antes a justiça através das reparações forem colocadas em prática no Brasil, mais longe o país fica distante das manifestações que evidenciem a exigência divina. Quanto mais rápido os negros e negras forem incluídos no processo social, político e econômico, mas o Brasil estará sob a misericórdia de Deus e não sob o juízo dele. Pois, como diz a bíblia: “Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. (Hebreus 10:31).

Candido Portinari- Artes














A imagem que temos de Cândido Torquato Portinari (1903-1962) é de um artista plástico genial, provavelmente o maior que o Brasil já teve. Filho de imigrantes italianos originarios de Chiampo na Província de Vicenza, foi menino pobre no interior paulista e revelou talento precoce. Nasceu em Brodósqui. As reminiscências da infância aparecem em muitas obras de Portinari. Aos 8 anos, lançou-se no ofício auxiliando uma equipe de artesãos forasteiros, pintando estrelas no teto da igreja matriz. Aos 15, mudou-se para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola de Belas-Artes, onde se radicou para sempre, exceto de 1928 a 1930, quando estagiou na Europa, desfrutando um prêmio de viagem para o exterior. Quando voltou, introduziu no Brasil tendências e idéias da pintura moderna. A seguir, inspirado pelo cubismo e pelo Pablo Picasso, Portinari surpreendeu o Brasil ao decompor e geometrizar de maneira inusitada por aqui as formas naturais. Portinari deixou mais de 4 600 trabalhos, embora tenha vivido apenas 58 anos. O tema básico de todo o seu trabalho foi a questão social, a situação do povo e o seu tipo de vida. Portinari mostrou essa preocupação da juventude até a morte. Em inúmeros murais espalhados por diversos lugares, no Brasil e exterior, esse foi um tema recorrente e característico. Os temas históricos também ocupam uma parte importante da obra de Portinari mas a retratação do povo permanece como sua marca maior: a tragédia da seca nordestina, os campos estéreis, as favelas miseráveis, os adultos e as crianças de olhos esbugalhados, os esqueletos humanos barrigudos, os trabalhadores de mãos calejadas e pés desproporcionais, as lavadeiras de mãos ossudas... Portinari pintou também muitos retratos e embora declarasse que não gostava de pintar retratos, ficava inteiramente a vontade nesse trabalho. Assumidamente e declaradamente comunista, foi quase um retratista do governo Vergas, longe dos preceitos comunistas. Com um estilo clássico, foi um moderno. Foi perseguido por ser comunista, numa época em que isso era considerado terrível. O Arcebispo de Belo Horizonte negou-se a consagrar a Igreja da Pampulha por conta dos murais de Portinari. O artista foi para o Uruguai mas voltou a tempo de ver o seu partido comunista ser declarado ilegal. Mais tarde, o mesmo governo brasileiro o convidaria para pintar dois murais na sede da ONU. A guerra e a Paz. Idas e vindas na vida de Portinari. Foi pintando esses dois murais que adoeceu gravemente. O diagnóstico foi o pior possível: envenenamento por conta do uso de tintas. Teve que parar de pintar mas continuou desenhando. Anos depois voltou a pintar, resistindo a pressão dos médicos para que parasse. Um novo envenenamento o encontrou mais velho e mais frágil e o levou a morte. Morreu vitimado pela mesma coisa que lhe deu vida: a pintura.
http://negreirosurbanos.blogspot.com/2007/10/100-anos-de-portinari.html