sábado, 26 de dezembro de 2009

TOC,TOC,TOC - ALGUÉM BATE ÀPORTA



TOC, TÓC, TÓC, ALGUÉM BATE À PORTA.
Uma meditação de natal






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Agradecimentos

Agradeço a Deus, que nos deu o maior dos presentes.

Um presente que é exatamente o que mais nós homens precisamos, o seu único filho Jesus Cristo.

Ele foi enviado a esse mundo cheio de ódio, trevas espirituais e maldades, a fim de expiar os pecados dos homens como sacrifício único e suficientemente capaz de reconciliar novamente com o Criador a humanidade perdida. Nas Sagradas Escrituras aprendemos que o homem afastado de Deus pode novamente se reconciliar mediante crer nesse presente que graciosamente o Pai nos deu (João 1.12). Agradeço o apoio e companhia daqueles que se deixaram conduzir pelo amor de Deus e me ajudaram em muitas coisas.

Agradeço a Jesus que além de ser nosso presente maior nos deu o Espírito Santo para nos ensinar e inspirar.


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“Se, na tua noite de Natal batesse à tua porta um casal pedindo abrigo da noite fria. O homem com um ar cansado, ansioso, porém com esperança. A mulher, relativamente jovem, grávida de nove meses, com as mãos delicadas segurando a barriga, os olhos brilhantes pela expectativa de logo dar a luz e também ansiosa por tua resposta. Qual seria a tua atitude?”



Toc, tóc, tóc - alguém bate à porta.


Se, na tua noite de Natal batesse à tua porta um casal pedindo abrigo da noite fria. O homem com um ar cansado, ansioso, porém com esperança. A mulher, relativamente jovem, grávida de nove meses, com as mãos delicadas segurando a barriga, os olhos brilhantes pela expectativa de logo dar a luz e também ansiosa por tua resposta... Foi assim que aconteceu a mais de 2000 anos com determinado casal.


"Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem." ( Lucas 2.6).

Segundo o nosso calendário, dezembro é o mês do nascimento do filho daquela mulher dos olhos brilhantes e que segurava a barriga. Embora aquela cidade para onde eles tinham ido afim se alistarem ou participarem de um recenseamento, fosse a cidade de um antigo antecedente deles o famoso rei Davi, que vivera cerca de 500 anos antes, eles não tinham ali conhecidos, por isso procuraram a estalagem, um tipo de pousada e que pena! O dono da estalagem disse-lhes que não havia vagas para eles. Como último recurso, se abrigaram numa manjedoura, um tipo de estrebaria onde o gado se recolhe e come sua ração.


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Quem era aquele casal? Quem seria aquela criança que nasceria numa situação tão humilde? Será que o dono da estalagem não tinha mesmo como acomodá-los? Será que se eles chegassem numa carruagem, com cocheiros e algum escravo a carregar-lhes as suas malas, ouviriam: - Pois não? Em que posso servir-los?

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Quantas vezes nós nos preocupamos em saber sobre as pessoas, a situação dos menos favorecidos? Porque elas estão sofrendo? Porque precisam de ajuda? Será que aquele quarto de hóspede vazio da nossa casa não serviria para eles? A nossa ceia poderia ser dividida para mais um, ou dois? Será que não daria para darmos um jeito? Será que o jeitinho brasileiro não cairia bem nesta hora?

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De repente a nossa conversa aqui passou para um tom de crítica a maneira como a sociedade age nesta área social tão delicada, o nível de pobreza. Que bom seria se fosse de apenas alguns, mas é terrível a realidade, porque trata-se da maioria.

Pois é, o Natal que comemoramos neste ano, iniciou daquela forma, com aquelas pessoas. Um homem, uma mulher e logo depois uma criança. Uma família necessitada de um abrigo decente e aproximando de outra para ficarem juntas na noite que viria ser chamada de Natal.



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Outra pergunta faço, pensando no dono da estalagem, qual terá sido a reação do dono da pousada mais tarde ao saber quem era aquele casal e quem nasceu naquela noite? Da mesma forma, qual seria a nossa atitude após sabermos quem eram os que bateram em nossa porta pedindo ajuda e não lhe atendemos?



Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.( Hebreus 13. 2)


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O relato bíblico nos mostra que Deus preparou aquele momento com antecedência, aliás, com muita antecedência. Se você abrir a sua Bíblia no livro dos inícios, o Gênesis, poderá ver uma menção sobre o futuro, sobre o descendente de Adão e Eva que nasceria. Mas com um pouco de dedicação à leitura dos livros seguintes, pode-se observar que Deus desenhou um plano maravilhoso, tanto quanto será chamado de Maravilhoso aquele recém–nascido. No livro do profeta Isaías pode-se observar várias citações, a respeito. Vejamos algumas passagens




Isaías 7.14: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
Isaías 9.2 -O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.
Isaías 9.6 -Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.
Isaías 9.7: Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso".

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O que estava acontecendo naquela cidade? O que ocupava a atenção dos moradores dali. Belém a cidade do Rei Davi, como tantas outras, estava repleta de pessoas que voltaram para se alistarem e isso tinha que ser feito na cidade de origem de cada cidadão judeu.

Vemos porém, que ninguém estava apercebido das profecias a respeito do nascimento de uma criança que mudaria a história do mundo. Profecias, ora, algum dia se cumprirão, quem sabe quando?

Quando eu era criança se alguém me prometesse alguma coisa eu realmente ficava esperando e se não viesse eu cobrava. Todos nós cobramos de alguma forma algo de bom que nos prometem. Se aquilo for muito bom ficamos contando o dia de acontecer. Hoje com o folclore natalino sabe-se que as crianças acordam cedo para irem em busca do seu presente na árvore de Natal, porém o dono da estalagem não sabia quem estava batendo em sua porta.

Tudo bem. Aquelas profecias a respeito do menino salvador, o Messias, eram antigas, já havia passado muito tempo. Até mesmo os últimos profetas que se manifestavam da parte de Deus, já ia para quatrocentos anos que ninguém falava nada. Mas saiba de uma coisa, se você me prometer algo, meu amigo, eu vou ficar esperando, eu vou sonhar com isso e vou acordar cada manhã me perguntando, será hoje o dia? Será o hoje o dia de receber a minha benção prometida?

Na verdade Deus, de alguma forma, já estava batendo nos corações de algumas pessoas. Estava chegando o tempo do cumprimento do que Ele prometera. O povo de Israel já tinha passado por tantas dificuldades ao longo se sua historia foram escravizados, perseguidos,levados como escravos para outras nações, tempos de altos e baixos e justamente naquela época o Império Romano dominava Jerusalém e toda região ao redor de Israel. Herodes era o rei romano sobre os judeus. Eles viviam sob um domínio estrangeiro em sua própria terra. Quem não desejaria querer uma libertação, voltar a ser uma nação. Os judeus dos dias de Jesus viviam na expectativa de grandes acontecimentos. Os romanos os oprimiam , mas eles estavam seguramente convictos de que o Messias viria em breve;. Os variados grupos retratavam diferentemente o Messias, certamente a maioria esperava a vinda de um Messias político, alguém que lembrasse Moisés, um libertador, era difícil, naquele tempo, encontrar um judeu que vivesse sem alguma forma de esperança. Alguns tinham verdadeira verdadeira fé e aguardavam ansiosos a vinda do Messias como salvador espiritual .


Zacarias e Isabel, Simeão, Ana, José e Maria ( Lucas 1.5; Mateus 1;8ss.) a corações tão fiéis vieram as primeiras ações estimulantes do Espírito assim preparando-os para o nascimento do verdadeiro Messias de Deus, Jesus Cristo (Lucas 2.27,36).
Livro: O mundo do Novo Testamento, Ed. Vida, pág, 103

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Observe que o verdadeiro natal tinha um significado diferente. O pano de fundo do natal, embora pareça ser político, era muito mais profundo. Era algo que dizia respeito às necessidades básicas da alma, dos sentimentos, da restituição de algo perdido, da reconciliação, e que é essencial para o ser humano criado a semelhança e imagem de Deus. Pode-se olhar o natal pelo lado da carência social, pelo lado humanista onde o ser humano passa a ser o centro dos esforços sociais e tudo até é válido, mas o verdadeiro Natal veio e se estabeleceu em nosso meio para reavivar em nossos corações a chama de um amor e comunhão com Deus que aos poucos vai se apagando.

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Um dos ornamentos usados para se criar um clima de natal é a vela. É verdade que hoje usa-se muito as pequeninas e multicoloridas lâmpadas ligadas pela energia elétrica, mas de qualquer forma, ao término do tempo das festividades, não há mais motivos para que fiquem ligadas. A pagam-se as velas, desmonta-se as árvores, guarda-se os enfeites, que a cada ano ficam mais bonitos e práticos, limpa-se o local e tudo volta a sua rotina. Já passado o evento da semana seguinte que praticamente é um seguimento das festividades, acabam-se também os sorrisos, abraços e cumprimentos efusivos. Implanta-se novamente as diferenças entre o seres humanos, tudo volta a rotina. Com certeza não é esse o verdadeiro sentido do Natal.

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A importância do Natal foi primeiramente entendida por, pessoas simples que, como a tudo nesta vida, se aguarda com uma esperança renovada. Cada dia torna-se um dia em potencial para acontecer o que se espera. Ainda hoje esses corações muitas vezes já cansados de tanta necessidade, não perdem a esperança de que de algum lugar uma “luz” irá surgir.

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Já no mês de Novembro, as campanhas publicitarias invadem as telas de tvs, as rádios, jornais e revistas, todas anunciam facilidades e os melhores locais para se comprar presentes. Passam a ideia de que qualquer um poderá adquirir aquele produto que tanto desejou. A pouco vi uma reportagem sobre brasileiros que vão ver o clima de natal na cidade de New York, suas vitrinas glamurosamente enfeitadas deixam os olhares extasiados dos que gastaram suas economias do ano todo, para pelo menos tirar uma foto ao lado da majestosa árvore de natal, presente há vários anos em ponto estratégico da cidade


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Não sei por que razão, mas parece-me que o natal caiu justamente num mês estratégico, o último mês do ano, por isso é a oportunidade daqueles que passam a maior parte do ano trabalhando, de sonhar comprar algo bom, seja de uma forma ou de outra. Se surgir possibilidade de férias do trabalho será ótimo, pois geralmente recebe-se o adiantamento da primeira parte do décimo terceiro, só de pensar nisso parece que os sonhos se tornam realidades.

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Mas quantos, simplesmente, nem sabem alguma coisa do natal para sonhar. Os bebês abortados, os bebês que mal nascem e são abandonados à sua própria sorte. Nesse caso, este ano foi marcado por tantas ocorrências, quase que como uma cadeia acontecendo em vários lugares e situações. Outras crianças crescem de uma forma que jamais aceitaríamos que nossos filhos vivessem. Certamente que nesta época surgirá alguma reportagem de documentário falando, pelo menos de parte da situação, da pobreza de nosso país e mostrando o que esta sendo feito por esta ou aquela entidade, trazendo benefícios que só aparecem nos lugares onde estão os repórteres e nenhum esforço para alcançar aqueles que já nem sabem mais sair do lugar onde foram parar... a sarjeta.

Enfim, são tantas as discrepâncias na área social, que talvez você mesmo que me lê agora sabe que está em alguma parte desta estatística, e seu caso pode ser um ou mais destes: educação, saúde, desemprego, problemas no relacionamento familiar, violência, ou outras categorias de níveis de pobreza, etc.

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O primeiro Natal aconteceu para todos, mas desde aquele tempo Deus viu que era o povo mais simples que poderia entender e vivenciar este acontecimento. Eu creio não ser somente para atender as diferentes áreas de necessidades humanas que Jesus nasceu, mas principalmente, para trazer à humanidade a oportunidade de renascer novamente. Renascer com o menino em Belém para uma nova e maravilhosa maneira de vida. Isto quer dizer cada dia ser um novo natal. Começando por se reaproximar de Deus.

Mais tarde, o próprio Jesus falando de sua missão aqui na terra afirmou: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14.6. Deus o Pai Celestial não faz acepção de pessoas, sendo que sua mensagem de restauração, socorro, libertação chega a todos, mas é fato que mais facilmente os menos providos de condições sociais e culturais são os que recebem os graciosos presentes de Deus. Terá isso a ver com o orgulho enraizado no ser humano? A falta de humildade para reconhecer que depende da Graça de Deus para todas coisas?

Hoje, para ajudar nessa independência, aliada às várias filosofias de que o ser humano é o ser central da terra, que tudo gira em torno dele e que até mesmo, não precisa que o "homem lá de cima" se preocupe conosco, existem os livros de auto-ajuda, tipo “faça você mesmo” ou “você é um líder em potencial” e “o sucesso está na sua mente”, assim por diante. Na história da humanidade não faltam exemplos dos líderes que se acharam ser “os tais,” mas que mais marcaram a história com seus atos desastrosos do que com feitos que ficassem para exemplo a serem seguidos em qualquer tempo.


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Foi citado atrás os nomes de pessoas que foram escolhidos como personagens dos dias que antecederam ao Natal e outros que atuaram no desenrolar da cortina para o grande e maravilhoso acontecimento. Inicialmente o sacerdote Zacarías e sua esposa:.-


Lucas 1. 5 a 25
5 Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias; e sua mulher era descendente de Arão, e chamava-se Isabel.
6 Ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.
7 Mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos avançados em idade.
8 Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma,
9 segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso;
10 e toda a multidão do povo orava da parte de fora, à hora do incenso.
11 Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso.
12 E Zacarias, vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou.
13 Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;
14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;
15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe;
16 converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus;
17 irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, afim de preparar para o Senhor um povo apercebido.
18 Disse então Zacarias ao anjo: Como terei certeza disso? pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade.
19 Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas;
20 e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo hão de cumprir-se.
21 O povo estava esperando Zacarias, e se admirava da sua demora no santuário.
22 Quando saiu, porém, não lhes podia falar, e perceberam que tivera uma visão no santuário. E falava-lhes por acenos, mas permanecia mudo.
23 E, terminados os dias do seu ministério, voltou para casa.
24 Depois desses dias Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor nos dias em que atentou para mim, a fim de acabar com o meu opróbrio diante dos homens.

Observe que Isabel era prima de Maria e assim Deus preparava seis meses antes o nascimento de João Batista que mais tarde, quando adulto, sairia a anunciar que o Cristo, o Messias já estava entre o povo.

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Vejamos a seguir Maria como a personagem mãe entra na sua parte e a partir da visita do personagem angelical Gabriel.
Lucas 1. 26 – 26


26 Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 E, entrando o anjo onde ela estava disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito e pôs-se a pensar que saudação seria essa.
30 Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai;
33 e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
34 Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão?
35 Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
36 Eis que também Isabel, tua parenta concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
37 porque para Deus nada será impossível.
38 Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.


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Maria visita sua prima Isabel e juntas se alegram, Lucas 1. 39 – 56.


39 Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
40 entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel.
41 Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
42 e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!
43 E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
44 Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria dentro de mim.
45 Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
46 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;
48 porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço manifestou poder; dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações;
52 depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
53 Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos.
54 Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e a sua descendência para sempre.
56 E Maria ficou com ela cerca de três meses; e depois voltou para sua casa.

Em seguida, entra em cena o ato do nascimento de João Batista e seu pai, Zacarias, fica feliz da vida por sua família fazer parte daquele maravilhoso plano de Deus para a humanidade.


Lucas 1.67– 80.
67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:
68 Bendito, seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo,
69 e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo;
70 assim como desde os tempos antigos tem anunciado pela boca dos seus santos profetas;
71 para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam;
72 para usar de misericórdia com nossos pais, e lembrar-se do seu santo pacto
73 e do juramento que fez a Abrão, nosso pai,
74 de conceder-nos que, libertados da mão de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,
75 em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.
76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos;
77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,
78 graças à entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos há de visitar a aurora lá do alto,
79 para alumiar aos que jazem nas trevas e na sombra da morte, a fim de dirigir os nossos pés no caminho da paz.
80 Ora, o menino crescia, e se robustecia em espírito; e habitava nos desertos até o dia da sua manifestação a Israel.

*
Chegou a hora dos personagens anônimos, os trabalhadores.


Lucas2.8- Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho.

Agora um anjo aparece a eles e os prepara tranqüilizando-os para a notícia de primeira mão sobre o nascimento do Messias tão aguardado e fecha-se as cortinas para aquele ato, após a apresentação do que realmente se pode dizer: um coral de anjos. Lucas 2. 9-14.


9 E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou deresplendor; pelo que se encheram de grande temor.
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:
11 É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
12 E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura.
13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.

Estas citações de beleza sobrenatural, porque me falta melhor palavra para descrever a magnitude dessas apresentações. Não são elas dignas de
reis e de acontecerem nos mais belos e amplos palácios? De uma assistência seleta de pessoas da elite ou como falamos hoje da alta roda?

Mas quem sabe estes apenas veriam tudo como sendo uma ótima apresentação e bateriam palmas após o término, mas como foi escrito antes, Deus sabe quem pode melhor receber e entender a sua mensagem. Vejam a seguir o que aqueles simples cidadãos judeus fizeram: Lucas. 2. 15-20.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.
16 Foram, pois, a toda a pressa, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura;
17 e, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;
18 e todos os que a ouviram se admiravam do que os pastores lhes diziam.
19 Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração.
20 E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora dito.



Atitudes simples, mas que compõem o plano de Deus e vemos nos seus corações a alegria de serem testemunhas e portadores de uma mensagem dessa grandeza. Acho que suas vidas nunca mais foram as mesmas.

*
O espetáculo celestial ainda não terminou. Abre-se novamente as
cortinas, agora para uma breve apresentação do texto citado por Mateus
onde aparecem os reis magos, a estrela do oriente e um personagem cruel que é o rei Herodes.



Mateus 2. 1 – 12.
MT 2:1 - E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
MT 2:2 - Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
MT 2:3 - E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
MT 2:4 - E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
MT 2:5 - E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
MT 2:6 - E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.
MT 2:7 - Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.
MT 2:8 - E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.
MT 2:9 - E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
MT 2:10 - E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria.
MT 2:11 - E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
MT 2:12 - E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.

*
Tinha Jesus ainda poucos dias de vida e como todo judeu deveria passar pelo ritual da apresentação da criança ao Senhor no templo e outra ordenança da lei de Moisés, chamada circuncisão, ali encontraram dois personagens cujos testemunhos são dignos de relatos e que fazem parte daqueles que viviam a forte convicção de Deus cumpriria suas promessas sobre a vinda do Messias ainda em seu tempo.


Lucas 2.25 –40.
25 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 E lhe fora revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Assim pelo Espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram omenino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei,
28 Simeão o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
29 Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30 pois os meus olhos já viram a tua salvação,
31 a qual tu preparaste ante a face de todos os povos;
32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel.
33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que deles se diziam.
34 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição,
35 sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
39 Assim que cumpriram tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para sua cidade de Nazaré.
40 E o menino ia crescendo e fortalecendo-se, ficando cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

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As citações de textos bíblicos nos evangelhos de Lucas e Mateus são necessárias para que por si mesmo mostrem de maneira mais rica e genuína como aconteceu o natal. Até hoje ainda se constrói nessa época presépios na tentativa de lembrar um pouco daqueles acontecimentos.

Mas a questão que fica é, será que este natal tradição é o suficiente para que a humanidade alcance uma melhor estrutura espiritual e social?
Não. Já vimos que não, pois após as festividades tudo volta a velha vida cotidiana com seus problemas, suas guerras e suas tristezas.

O natal é apenas o inicio de uma reflexão que devemos ter para daí tomarmos atitudes. A criança do natal cresceu e aos trinta anos iniciou o seu ministério. Passou a ensinar, pregou a mensagem que falava do amor de Deus e do Seu interesse em resgatar ao homem e transformá-lo num ser que verdadeiramente pudesse viver em paz. Uma paz que não seria resultados de acordos diplomáticos e nem a custas de guerras, mas que nasce do interior do ser humano, uma vez restaurada a sua comunhão com o Criador, por isso o profeta Isaías se refere a ele como o “príncipe da paz”, pois veio aqui na terra constituir com os homens indistintamente e de boa vontade o Reino de Deus.

*
Agora podemos entender que o natal simplesmente, é bonito, nos traz uma sensação de festa e ao mesmo tempo de algo singelo, nos inspira com melodias lindas e suscita em nós passarmos mensagens de bem, de esperança, pois é algo que tem uma história verdadeira, mas que para muitos tem data marcada para acabar.


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O nosso natal tem que ser aquele que nos mostra e ensina que Jesus nasceu, cresceu e viveu dando exemplo de como todos nós devemos também viver.

O clímax da sua existência foi justamente a sua morte. Portanto um natal que apenas anuncia um nascimento não nos trás todo o sentido da questão. Porque Jesus nasceu em nosso meio? Porque Deus se tornou um homem como nós na pessoa do seu único Filho? É certamente esta a grande revelação que muitos não querem entender e que somente os corações mais simples e desprovidos de grandezas próprias podem assimilar. Assim como o pobre precisa de alguém para ajudá-lo naquilo que ele não pode realizar para o bem de si mesmo, o natal passa a ser verdade quando o homem, em qualquer lugar, situação e condição de vida, confessa que Jesus foi o melhor presente que recebeu de Deus.

Como um verdadeiro presente não se acaba, a história da vida de Jesus não se acabou na sua crucificação e morte no calvário. Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Na sua morte Jesus cumpriu o que lá no passado os profetas anunciam como sendo uma providência de Deus para a salvação da humanidade, separada espiritualmente do Criador, então a morte de Jesus, que no passado era simbolizado pelo sacrifício de um cordeiro para perdão dos pecados, foi uma substituição, sofreu o nosso sofrimento, morreu no nosso lugar. A grandeza deste presente de Deus está em que nunca mais será necessário fazer-se qualquer sacrifício para quem quer se reaproximar de Deus, simplesmente se confessa pela fé que o sacrifício de Jesus é suficiente por sua vida.

Agora está vivo novamente, e assentado a direita do PAI. Jesus recebe a adoração de todos os que vão crendo no valor e necessidade de sua morte e os apresenta ao PAI como sendo os resgatados para uma nova vida.


- Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do varão, mas de Deus. (João 1.11 – 13)

Nos textos citados vimos referências à missão do Senhor Jesus, então se queremos que algo novo, que revolucione a nossa vida aconteça, temos que admitir que precisamos da ajuda de Jesus na nossa vida. Assim é que vemos o próprio Jesus dizendo: "O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." (João 10.10).

*
O natal deveria acontecer mais vezes no ano. Talvez fosse necessário acontecer a cada dia, mas o tóc, tóc, tóc, todos dias se repetem na sua porta. A porta do seu coração.




Jesus diz em Apocalipse 3.20,

"Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo".

Existe um cântico que a multidão canta e fala desse desejo de nossa alma “ entra na minha casa, entra na minha vida...” porém com o tempo parece ser que tornou-se um hábito cantar, porque tem uma letra e uma melodia bonita e sensibilizadora, mas já não reflete uma certeza.

Se você quer sinceramente que o verdadeiro natal aconteça na sua vida e no seu coração de uma vez por todas, abra a porta do seu coração para Jesus entrar na sua vida. Receba em sua casa o Príncipe da Paz e ali Ele ficará para sempre.

Se não abrir e não O receber, o próximo natal já tem data marcada, acontecerá novamente em, 25 de dezembro do próximo ano. Até lá! . Porém, pense bem, você pode ter em sua vida em cada dia não mais o menino da manjedoura, mas o Príncipe da Paz!

-*-
Nos encontraremos novamente se Deus nos permitir.

No amor de Jesus

Por . pr. Orlando S. Cirqueira
- - - - - - - --*-- - - - - - - -




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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Viajando pelos caminhos do inconsciente

Autor:(José Renato Coan)

Qual viajante que percorre caminhos sem fim
Vou viajando pelas veredas do inconsciente
Vou fazendo minhas trilhas, meus atalhos, meus caminhos
Vou compondo nova rota em minha mente
Ora apressado, ora mais calmo, ora irriquieto.

Deixo me levar pelo sabor das paisagens
Vou descobrindo através delas um novo universo
Vou construindo em meu eu, minhas viagens

Não levo comigo bagagem, mochila.
Transporto apenas aquilo que me seja essencial
Amor, felicidade, alegria, tranquilidade
Paz e tudo aquilo que possa me afastar do mal

Viajante que sou vou buscando incansável
Novos destinos, desafios, em cada amanhecer
São muitas as encruzilhadas e atalhos
Dificeis as vezes de se escolher

Mas tenho certeza de que chegarei onde quero
Viajar é preciso, mesmo que do rumo não se tenha noção
Mas apenas ter como companheiro de viajem o amor
E deixar-se levar pela bússola da emoção!

sábado, 14 de novembro de 2009

Selinhoooooo

Este selinho recebi da minha amiga Elisabety Vieira , um Blog voltado para o crescimento cristão, que tem me proporcionado sugestoes para o meu trabalho. Obrigada por lembrar de mim com um selinho tão maravilhosos !!!!!!Bençãos de Deus, muito obrigada!!!
Regrinhas:1ºExibir a imagem do Selo que acabou de ganhar!2ºPostar o nome do Blog de quem te presenteou!
3ºIndicar 10 Blog's de sua preferência!
4ºAvisar os indicados e publicar as regras!
5ºEscrever porque seu Blog Vicia!Porque meu Blog Vicia?Meu blog vicia porque tem sempre novidades em todas as areas da educação, estou sempre postando sugestoes de trabalhos que realizamos nas escolas que trabalho e que encontro na net, e faço tudo sempre com muito amor.
E vai para ...
http:// Rompendoemfe.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Religiosidade sem religião

Como pode o mestre ajudar o discípulo a viver a religiosidade sem religião?

Esta é a coisa mais simples do mundo.
O inverso é o mais difícil: é quase impossível ser religioso e fazer parte de uma religião organizada. Mas, apenas ser religioso, sem fazer parte de qualquer religião é a coisa mais simples.
Você tem que entender o que religiosidade significa para mim. Para mim, religiosidade significa uma gratidão para com a existência. Ela lhe deu tanto que não há como você reembolsá-la. Ouvi contar...
Um homem ia cometer suicídio e um mestre estava sentado à beira do rio onde ele ia se jogar. O mestre disse: ‘Espere um pouco! Espere! Você vai cometer suicídio?’
O homem disse, ‘Quem é você para me impedir?’ O mestre lhe disse, ‘Eu não estou impedindo você. Na verdade, eu gostaria de vê-lo cometendo suicídio, mas antes de fazê-lo, se você puder doar os seus dois olhos, porque o rei deste país ficou cego e os médicos disseram que se alguém puder doar-lhe os olhos, eles poderão ser transplantados e o rei poderá enxergar novamente. Mas tem que ser olhos de uma pessoa viva, não de um morto. E o que você quiser como recompensa, como prêmio, é só dizer e será seu. Assim, antes de suicidar, por que não fazer um pequeno negócio?’
O homem disse, ‘Quanto ele pagará?’ Ele já havia esquecido o suicídio. As pessoas estão sempre pensando em negócios.
O mestre disse, ‘O quanto você pedir, é só dizer.’
Ele disse, ‘Eu sou um pobre homem, não posso pedir muito. Dê-me uma sugestão. Eu vou cometer suicídio.’ Então o mestre disse, ‘Pense alto. Que tal, vinte mil rúpias?’ O homem disse, ‘Vinte mil rúpias? Meu Deus, eu nunca pensei que poderia ter vinte mil rúpias.’ Mas o mestre disse, ‘Você ainda pode pensar. Eu posso até mesmo dizer ao rei que você precisa de vinte milhões. Tudo depende de você, pois o rei quer os olhos e paga qualquer preço.’
O homem disse, ‘Vinte milhões? Mas então, por que eu deveria cometer suicídio?’
O mestre disse, ‘Isto é com você. Mas, viver uma vida sem os olhos, mesmo tendo vinte milhões de rúpias, não será muito agradável.’
Já estavam a caminho do palácio, quando o homem começou a dizer ao mestre, ‘Eu estou pensando outra coisa.’ Ele disse, ‘Que outra coisa? Você já subiu o seu preço de novo?’
Ele respondeu, ‘O preço não é a questão. Eu estou pensando: só por dois olhos, vinte milhões? E quanto às duas orelhas, o nariz, os dentes, todo o meu corpo? Qual o preço de todo o meu corpo?’
O mestre disse, ‘Você pode calcular, pois se são vinte milhões por apenas dois olhos...’ O homem disse, ‘Eu não vou vender. Eu vou para a minha casa.’ O mestre disse, ‘E quanto ao suicídio?’ Ele disse, ‘Eu pensava que você era um homem religioso. Você é um assassino! Você quer que eu cometa suicídio? Agora que pela primeira vez eu pude reconhecer o que a existência me deu, e eu não tive que pagar nem um tostão. Estes dois olhos que têm visto todo tipo de beleza, estas duas orelhas que têm ouvido todo tipo de música, esta vida que tem experienciado tanta coisa... E eu nada paguei por isto, nem mesmo disse muito obrigado. E o suicídio nada mais é que a última reclamação, a mais feia reclamação contra a existência: ela me deu tanto e eu estou destruindo tudo. Ao invés de estar agradecido, eu estou traindo. Não, eu não posso cometer suicídio e não posso vender os meus olhos, eles não têm preço. Você pode dizer isto ao rei. Nem mesmo por todo o seu reino eu não posso doar os meus olhos, mesmo sendo eu um mendigo.’

Você já percebeu o quanto a existência tem dado a você?
Não, você tem isto como certo, como se você tivesse feito por merecer, como se tivesse sido uma conquista sua. Você não fez por merecer. Não foi algo que você conquistou. É um presente, é uma bênção, é simplesmente um ato de amor da existência ter-lhe dado tanto. E ela está pronta para lhe dar muito mais. Você é que não está pronto para receber.
A religião o impede de ser religioso. Ela o envia para os mosteiros, para os templos, para as igrejas. Ela ensina você a rezar para um deus hipotético com o qual você nunca encontrou, com o qual ninguém jamais encontrou.
O verdadeiro templo está por toda a sua volta, sob as estrelas, sob a verde folhagem das árvores, ao lado do oceano. O verdadeiro templo está por toda a volta e o verdadeiro deus nada mais é que o fenômeno vivo e consciente dentro de você. Existence - Osho Zen Tarot
Onde houver vida, onde houver consciência, ali está deus.
E quando você chegar à experiência máxima de consciência, você se torna um deus. É direito natural de todo mundo tornar-se um deus, não adorar Deus, mas tornar-se um deus. Todas as religiões estão impedindo você. Elas não lhe ensinam a ser sem ambição. Elas lhe ensinam a ambição, como se tornar virtuoso para que consiga alcançar o paraíso. Elas não lhe ensinam a não ter medo. Elas lhe ensinam a ter medo, pois se você não fizer certas coisas, será lançado ao inferno e irá sofrer pela eternidade. Todas as religiões são basicamente uma exploração da humanidade. Elas escravizam você, elas o humilham, elas o chamam de pecador e destroem o seu auto-respeito.
Religiosidade é uma humilde gratidão para com a existência.
E porque a existência tem dado tanto a você, existe um humilde auto-respeito; humilde, não egoísta. Você não se vangloria disto.
Ela ensina-o a amar, a estar mais vivo, a brincar mais, a celebrar mais. A sua vida deve ser uma canção, uma dança e uma festividade.
Qual a necessidade de pertencer a um aglomerado? Todas essas coisas são suas experiências individuais, elas nada têm a ver com qualquer aglomerado. Você não precisa ir a uma igreja, você não precisa adorar um deus, você não precisa adorar um livro que está morto e cheio de toda espécie de tolices, estupidez e superstições.
Religiosidade é um fenômeno absolutamente individual. Ele não é algo relacionado a coletividade, você não vai brigar com alguém... ‘Assim, estejam unidos.’ Os muçulmanos têm que estar unidos contra os hindus; os hindus têm que estar unidos contra os cristãos; os cristãos têm que estar unidos contra os judeus. Estas coisas não são religiões. Elas são multidões insanas que querem praticar violência em nome da religião, em nome de Deus.
Eu tenho visto algumas revoltas e nem posso acreditar... Pessoas muito amáveis, de repente, se tornam como animais.
Eu conheci uma pessoa que era um professor na mesma universidade onde eu lecionava. Eu o tinha como uma das mais amáveis pessoas. Mas ele era muçulmano e quando houve um levante entre muçulmanos e hindus, eu vi aquele professor estuprando uma mulher. Eu não pude acreditar no que vi. Eu arrastei o professor para fora e lhe disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele recuperou seus sentidos, como se estivesse fazendo algo num estado de sono.
Ele disse, ‘Sinto muito, perdoe-me. Toda a multidão estava fazendo aquilo e eu simplesmente tornei-me parte da multidão. Eu esqueci a minha individualidade completamente e o animal dentro de mim começou a fazer coisas. Primeiro eu comecei a tremer e pensei - Eu não devo fazer isto, o que eu vou fazer não é certo -. Mas o animal interno é muito forte e está ali há muito tempo. Quando toda a multidão começou a fazer aquilo...’
Eu tenho segurado pessoas queimando templos, queimando mosteiros; pessoas que eu conhecia e eu tive que puxá-las para fora e lhes perguntar ‘O que vocês estão fazendo? Vocês conseguiriam fazer isto se estivessem sozinhas? Se não estivesse ali uma multidão, você conseguiria queimar este mosteiro? O que este mosteiro tem a ver com você?

Religiosidade sem religião

Como pode o mestre ajudar o discípulo a viver a religiosidade sem religião?

Esta é a coisa mais simples do mundo.
O inverso é o mais difícil: é quase impossível ser religioso e fazer parte de uma religião organizada. Mas, apenas ser religioso, sem fazer parte de qualquer religião é a coisa mais simples.
Você tem que entender o que religiosidade significa para mim. Para mim, religiosidade significa uma gratidão para com a existência. Ela lhe deu tanto que não há como você reembolsá-la. Ouvi contar...
Um homem ia cometer suicídio e um mestre estava sentado à beira do rio onde ele ia se jogar. O mestre disse: ‘Espere um pouco! Espere! Você vai cometer suicídio?’
O homem disse, ‘Quem é você para me impedir?’ O mestre lhe disse, ‘Eu não estou impedindo você. Na verdade, eu gostaria de vê-lo cometendo suicídio, mas antes de fazê-lo, se você puder doar os seus dois olhos, porque o rei deste país ficou cego e os médicos disseram que se alguém puder doar-lhe os olhos, eles poderão ser transplantados e o rei poderá enxergar novamente. Mas tem que ser olhos de uma pessoa viva, não de um morto. E o que você quiser como recompensa, como prêmio, é só dizer e será seu. Assim, antes de suicidar, por que não fazer um pequeno negócio?’
O homem disse, ‘Quanto ele pagará?’ Ele já havia esquecido o suicídio. As pessoas estão sempre pensando em negócios.
O mestre disse, ‘O quanto você pedir, é só dizer.’
Ele disse, ‘Eu sou um pobre homem, não posso pedir muito. Dê-me uma sugestão. Eu vou cometer suicídio.’ Então o mestre disse, ‘Pense alto. Que tal, vinte mil rúpias?’ O homem disse, ‘Vinte mil rúpias? Meu Deus, eu nunca pensei que poderia ter vinte mil rúpias.’ Mas o mestre disse, ‘Você ainda pode pensar. Eu posso até mesmo dizer ao rei que você precisa de vinte milhões. Tudo depende de você, pois o rei quer os olhos e paga qualquer preço.’
O homem disse, ‘Vinte milhões? Mas então, por que eu deveria cometer suicídio?’
O mestre disse, ‘Isto é com você. Mas, viver uma vida sem os olhos, mesmo tendo vinte milhões de rúpias, não será muito agradável.’
Já estavam a caminho do palácio, quando o homem começou a dizer ao mestre, ‘Eu estou pensando outra coisa.’ Ele disse, ‘Que outra coisa? Você já subiu o seu preço de novo?’
Ele respondeu, ‘O preço não é a questão. Eu estou pensando: só por dois olhos, vinte milhões? E quanto às duas orelhas, o nariz, os dentes, todo o meu corpo? Qual o preço de todo o meu corpo?’
O mestre disse, ‘Você pode calcular, pois se são vinte milhões por apenas dois olhos...’ O homem disse, ‘Eu não vou vender. Eu vou para a minha casa.’ O mestre disse, ‘E quanto ao suicídio?’ Ele disse, ‘Eu pensava que você era um homem religioso. Você é um assassino! Você quer que eu cometa suicídio? Agora que pela primeira vez eu pude reconhecer o que a existência me deu, e eu não tive que pagar nem um tostão. Estes dois olhos que têm visto todo tipo de beleza, estas duas orelhas que têm ouvido todo tipo de música, esta vida que tem experienciado tanta coisa... E eu nada paguei por isto, nem mesmo disse muito obrigado. E o suicídio nada mais é que a última reclamação, a mais feia reclamação contra a existência: ela me deu tanto e eu estou destruindo tudo. Ao invés de estar agradecido, eu estou traindo. Não, eu não posso cometer suicídio e não posso vender os meus olhos, eles não têm preço. Você pode dizer isto ao rei. Nem mesmo por todo o seu reino eu não posso doar os meus olhos, mesmo sendo eu um mendigo.’

Você já percebeu o quanto a existência tem dado a você?
Não, você tem isto como certo, como se você tivesse feito por merecer, como se tivesse sido uma conquista sua. Você não fez por merecer. Não foi algo que você conquistou. É um presente, é uma bênção, é simplesmente um ato de amor da existência ter-lhe dado tanto. E ela está pronta para lhe dar muito mais. Você é que não está pronto para receber.
A religião o impede de ser religioso. Ela o envia para os mosteiros, para os templos, para as igrejas. Ela ensina você a rezar para um deus hipotético com o qual você nunca encontrou, com o qual ninguém jamais encontrou.
O verdadeiro templo está por toda a sua volta, sob as estrelas, sob a verde folhagem das árvores, ao lado do oceano. O verdadeiro templo está por toda a volta e o verdadeiro deus nada mais é que o fenômeno vivo e consciente dentro de você. Existence - Osho Zen Tarot
Onde houver vida, onde houver consciência, ali está deus.
E quando você chegar à experiência máxima de consciência, você se torna um deus. É direito natural de todo mundo tornar-se um deus, não adorar Deus, mas tornar-se um deus. Todas as religiões estão impedindo você. Elas não lhe ensinam a ser sem ambição. Elas lhe ensinam a ambição, como se tornar virtuoso para que consiga alcançar o paraíso. Elas não lhe ensinam a não ter medo. Elas lhe ensinam a ter medo, pois se você não fizer certas coisas, será lançado ao inferno e irá sofrer pela eternidade. Todas as religiões são basicamente uma exploração da humanidade. Elas escravizam você, elas o humilham, elas o chamam de pecador e destroem o seu auto-respeito.
Religiosidade é uma humilde gratidão para com a existência.
E porque a existência tem dado tanto a você, existe um humilde auto-respeito; humilde, não egoísta. Você não se vangloria disto.
Ela ensina-o a amar, a estar mais vivo, a brincar mais, a celebrar mais. A sua vida deve ser uma canção, uma dança e uma festividade.
Qual a necessidade de pertencer a um aglomerado? Todas essas coisas são suas experiências individuais, elas nada têm a ver com qualquer aglomerado. Você não precisa ir a uma igreja, você não precisa adorar um deus, você não precisa adorar um livro que está morto e cheio de toda espécie de tolices, estupidez e superstições.
Religiosidade é um fenômeno absolutamente individual. Ele não é algo relacionado a coletividade, você não vai brigar com alguém... ‘Assim, estejam unidos.’ Os muçulmanos têm que estar unidos contra os hindus; os hindus têm que estar unidos contra os cristãos; os cristãos têm que estar unidos contra os judeus. Estas coisas não são religiões. Elas são multidões insanas que querem praticar violência em nome da religião, em nome de Deus.
Eu tenho visto algumas revoltas e nem posso acreditar... Pessoas muito amáveis, de repente, se tornam como animais.
Eu conheci uma pessoa que era um professor na mesma universidade onde eu lecionava. Eu o tinha como uma das mais amáveis pessoas. Mas ele era muçulmano e quando houve um levante entre muçulmanos e hindus, eu vi aquele professor estuprando uma mulher. Eu não pude acreditar no que vi. Eu arrastei o professor para fora e lhe disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele recuperou seus sentidos, como se estivesse fazendo algo num estado de sono.
Ele disse, ‘Sinto muito, perdoe-me. Toda a multidão estava fazendo aquilo e eu simplesmente tornei-me parte da multidão. Eu esqueci a minha individualidade completamente e o animal dentro de mim começou a fazer coisas. Primeiro eu comecei a tremer e pensei - Eu não devo fazer isto, o que eu vou fazer não é certo -. Mas o animal interno é muito forte e está ali há muito tempo. Quando toda a multidão começou a fazer aquilo...’
Eu tenho segurado pessoas queimando templos, queimando mosteiros; pessoas que eu conhecia e eu tive que puxá-las para fora e lhes perguntar ‘O que vocês estão fazendo? Vocês conseguiriam fazer isto se estivessem sozinhas? Se não estivesse ali uma multidão, você conseguiria queimar este mosteiro? O que este mosteiro tem a ver com você?

Continuaçao: RELIGIOSADE SEM RELIGIÃO

Ele é uma bela peça de arquitetura. Por que você o está destruindo? Ele não faz mal a ninguém.’
E a pessoa diz, ‘Sozinha? Não, sozinha eu não conseguiria fazer isto, mas todo mundo está fazendo. E eu também sou um hindu e os hindus têm que estar unidos.’ Unidos para que? Para matar e queimar pessoas vivas? Por milhares de anos, as religiões nada mais têm sido senão matar, assassinar e queimar. E toda a estratégia delas é que a multidão tem sua própria psicologia. Simplesmente não deixe que o indivíduo esteja separado, caso contrário você não conseguirá fazer com que ele estupre uma mulher, queime uma casa ou mate uma criança. Basta mantê-lo dentro da multidão e quando todo mundo estiver fazendo alguma coisa ele começará a fazer também, o seu animal saltará para a superfície. Certa vez eu estava sentado numa livraria e de repente ocorreu um levante. Do outro lado da rua havia uma loja muito bonita cheia de relógios. E as pessoas começaram a tirar os relógios. E um velho homem estava gritando bem alto, ‘Isto não é correto! Se hindus e muçulmanos estão em luta, vocês podem lutar. Mas tirar as coisas das lojas... Eu não vejo nenhuma religião nisto.’ Eu estava na livraria e o ouvia, mas ninguém estava ouvindo o velho homem. Eu conhecia aquele velho homem; nós costumávamos nos encontrar de vez em quando em nossas caminhadas matinais e conversávamos sobre alguns assuntos. Ele era um homem muito bom e tinha uma abordagem muito filosófica a respeito da vida. Ele era muçulmano e era uma multidão de muçulmanos que estava destruindo uma loja de um hindu. Quando terminaram com toda a loja, ficou restando apenas um grande relógio de parede. Ele era muito grande e ninguém quis levá-lo porque seria facilmente visto. Por onde a pessoa fosse, ele seria visto. Ele teria que ser carregado nas costas.
Mesmo assim o velho homem pegou o grande relógio.
Eu não pude acreditar naquilo. Eu me aproximei da loja e disse, ‘Espere! O que você está fazendo?’
Ele disse, ‘O que mais eu poderia fazer? Eles tinham levado tudo e somente restou este relógio. Assim, eu disse para mim mesmo, agora, o que fazer? Eles não me ouviram. Eu tentei de tudo para salvar a loja. Mas quando eu vi que todos os relógios já tinham sido levados, de repente um desejo cresceu em mim - O que você está fazendo aqui, de pé, como um tolo? Pegue este que sobrou e leve para casa -. E eu estou indo.’ Eu disse, Você está perfeitamente certo. Você ganhou isto. Você gritou, você fez o que pode. Você não está roubando, eu sou testemunha. Se surgir algum problema, você pode me chamar. Você fez o seu trabalho, o trabalho religioso de ensinar as pessoas. Ninguém ouviu você e o dono da loja fugiu com medo de ser morto. Agora isto é puro ganho. Você, com sua idade avançada, desperdiçou todo o seu dia. Eu posso ajudá-lo?’
Ele disse, ‘Não me faça sentir vergonha. Este relógio é tão grande e minha casa é tão distante.’
Eu disse, ‘Deixe-me ajudá-lo, do contrário você, sendo um muçulmano, pode ser pego por algum hindu. E ninguém acreditará que você comprou este relógio, numa hora desta em que as pessoas estão levando tudo da relojoaria.’
Ele disse, ‘Você está certo. Então faça uma coisa: chame um táxi, se puder. Ele é muito pesado.’
Eu disse, ‘Eu chamarei um táxi.’ Chamei um táxi. Enquanto estávamos em pé na beira da calçada, muitas pessoas se reuniram para ver o que estava acontecendo. Eu disse, ‘Não há problema algum. Ele ganhou o relógio, ele mereceu.’
Ele se sentiu tão envergonhado quando o táxi chegou e disse, ‘Não, isto não é correto. Ponha o relógio de volta, deixe-o no passeio. Alguma outra pessoa irá levá-lo.’
Eu disse, ‘Alguma outra pessoa irá leva-lo, não importa quem seja.
Simplesmente sente-se no táxi e leve-o consigo.’ No dia seguinte, quando eu o vi na praça, disse-lhe, ‘Como vai o relógio?’ Ele disse, ‘Eu não consegui dormir por toda a noite. Ele fazia um tick-tack, tick-tack que me lembrava, - Meu Deus, eu roubei este relógio, contrariamente a toda minha filosofia e todos os meus ensinamentos religiosos -. E eu estava advertindo as pessoas. Isto não é um prêmio, isto é uma punição. E minha esposa ficou brava e disse, ‘Você ficou velho, mas na verdade é um idiota. Enquanto as pessoas estavam levando lindos relógios de pulso, você me trouxe esse tick-tack. Você não consegue nem dormir. Jogue ele fora.’ Minha esposa colocou-o na garagem e eu estou pensando de que maneira posso devolvê-lo.’
Eu disse, ‘Esta é uma boa idéia. Eu devo chamar um táxi? Mas, você não deve ir lá devolvê-lo. Eu irei, senão você será pego.’
Assim, eu fui devolver o relógio. E o homem disse, ‘Como você se envolveu nisto?’
Eu disse, ‘Esta é uma longa história. Mas nós pudemos recuperar pelo menos um: este grande relógio. Quanto aos outros, eu sei quem os levou, eu estava observando. Eu posso lhe dar alguns nomes, mas será muito difícil encontrá-los. Este aqui foi levado por um velho homem, mas a sua esposa não conseguiu agüentar esse ‘tick-tack’. Ele próprio viria trazê-lo de volta, mas eu lhe disse, ‘Isto é perigoso, ainda existe uma tensão no ar.’ Assim, apenas aceite-o de volta. Mas quando a tensão se acalmar, lembre-se que aquele velho homem tentou de tudo, mas por fim o animal saltou à superfície e quando ele viu que ninguém o estava ouvindo, ele pensou, ‘Somente eu estou perdendo, todo mundo está ganhando alguma coisa.’ Pura economia apenas.
As religiões nada mais são que psicologia de massas, psicologia de multidão, e as massas ainda estão em seu estado animal. Elas ainda não são seres humanos. Existem seres humanos individuais, mas não existem multidões que sejam humanas. As multidões imediatamente escorregam, retornam e se tornam inconscientes. Assim, não existe problema para o indivíduo se tornar religioso. Você só precisa entender o que significa religiosidade: Seja agradecido à existência e curta a bela vida que o circunda. Ame, porque o amanhã não é certo. Não adie qualquer coisa bela para amanhã. Viva intensamente, viva totalmente, aqui e agora. E não há necessidade alguma de ser um muçulmano ou um hindu. E você descobrirá um tremendo êxtase crescendo. É o seu paraíso.
O paraíso não está em algum lugar, onde quer que seja. O paraíso é um espaço dentro de você.”
OSHO – The Osho Upanishad- Disc. 35 – pergunta n° 2
Tradução: Sw. Bodhi Champak Copyright © 2006
OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Texto para ser usado em aulas com tópicos sobre a variação lingüística

.Serve bem à exemplificação das variações da língua.
Drama verídico e gerado por virgulazinhas mal postas, cúmplices de tantas reticências.Praxedes é gramático. Aristarco também.
Com esses nomes não poderiam ser cantores de rock. Os dois trabalham num jornal. Praxedes despacha as questiúnculas à tarde. Aristarco, à noite.
Um jamais concordou com uma vírgula sequer do outro, e é lógico que seja assim.
Seguem correntes diversas.
A gramática tem isso: é democrática. Permitindo mil versões, dá a quem sustenta uma delas o prazer de vencer.Praxedes é um santo homem. Aristarco também. Assinam listas, compram rifas, ajudam quem precisa. E são educados. A voz dos dois é mansa, quase um sussurro. Mas que ninguém se atreva a discordar de um pronome colocado por Praxedes. Ou de uma crase posta por Aristarco.
Se a conversa ameaça escorregar para os verbos defectivos ou para as partículas apassivadoras, melhor escapar enquanto dá. Porque aí cada um deles desanda a bramir como um leão. [...]Para que os dois não se matem, o chefe pôs cada um num horário. Praxedes, mais liberal (vendilhão, segundo Aristarco), trabalha nos suplementos do jornal, que admitem uma linguagem mais solta. Aristarco, ortodoxo (quadradão, segundo Praxedes) assume as vírgulas dos editoriais e das páginas de política e economia. [...]Sempre estiveram a um passo do quebra-pau. Hoje, para festa dos ignorantes e dos mutiladores do idioma, parece que finalmente vão dar esse passo. É dia de pagamento e eles se encontram na fila do banco.
Um intrigante vem pondo fogo nos dois há já um mês e agora ninguém duvida: nunca saberemos quem é o melhor gramático, mas hoje vamos descobrir quem é o mais eficiente no braço.Aristarco toma a iniciativa. Avança e despeja:- Seu patife, biltre, poltrão, pusilânime.
Praxedes responde à altura:- Seu panaca, almofadinha, calhorda, caguincha.Aristarco mete o dedo no nariz de Praxedes:- É a vossa progenitora!Praxedes toca o dedo no nariz de Aristarco:- É a sua mãe!Engalfinham-se, rolam pelo chão, esmurram-se.Quando o segurança do banco chega para apartar, é tarde, Praxedes e Aristarco estão desmaiados um sobre o outro, abraçados, como amigos depois de uma bebedeira.O guarda pergunta à torcida o que aconteceu. Um boy que viu tudo desde o início explica:- Pra mim, esses caras não é bom de bola. Eles começaram a falá em estrangeiro, um estranhô o outro, os dois foram se esquentando, esquentando, e aí aquele ali, ó, que também fala brasileiro, pôs a mãe no meio. Levô uma bolacha e ficô doido: enfiô o braço no focinho do outro. Aí os dois rolô no chão.Para a sorte do boy, Aristarco e Praxedes continuavam desacordados.
(DREWNICK, Raul.O Estado de São Paulo,Caderno 2, p. 2, 1998)______________________________________

Texto: A Língua Portuguesa agradece... Nossos ouvidos também.

O texto oferece uma maneira simples de verificar várias palavras que são pronunciadas pelas pessoas de forma incorreta, segundo a variante padrão da linguagem. Com algumas pequenas adaptações é possível utilizá-lo em sala de aula. Certamente renderá uma aula leve e até divertida. Pode-se também distribuir aos alunos a título de curiosidade. Certamente eles aprenderão a pronuncia correta de algumas palavras.
Não diga:
-Menas (sempre menos)-
Iorgute (iogurte)-
(mortadela)-
Mendingo (mendigo)-
Trabisseiro (travesseiro)-
Trezentas gramas (é O grama e não A grama)-
Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade)-
Cardaço (cadarço)-
Asterístico (asterisco)-
Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)-
Meia cansada (meio cansada) A forma correta de pronunciar é a que está entre parênteses.
Lembre-se também:
- Mal - Bem- Mau - Bom-
A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar-
O certo é CUSPIR e não GOSPIR.-
certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha
Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino!-
peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.
-Homens dizem OBRIGADO e mulheres, OBRIGADA;-
O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO;
-“FAZ dois anos que não o vejo" e não "FAZEM dois anos";
-POR ISSO e não PORISSO;
-"HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM
PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...";
-PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA;
-A PARTIR e não À PARTIR;
-Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles");
-Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc etc.);
-As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A.
Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc).
ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura;
é RÓL não RAU, nem AU;
E, agora, o horror divulgado pelo pessoal do
TELEMARKETING: Não é "eu vou estar mandando", "vou estar passando", vou estar verificando e sim eu vou MANDAR , vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO).
-Da mesma forma, é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?
Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?
-Ao telefone não use: “Quem gostaria?” É de lascar...-Não é elegante você tratar por telefone pessoas que não conhece utilizando termos como:
querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)...
o nome da pessoa ou Senhor, Senhora.
Por último, e talvez a pior de todas: por favor, arranquem os benditos SEJE eESTEJE do seu vocabulário (estas palavras não existem).
Mande aos seus amigos: se circula tanta bobagem pela internet, por que não circular coisa útil? A Língua Portuguesa agradece.
Texto anônimo encontrado na Internet.

sábado, 26 de setembro de 2009

PARA SE PENSAR...RELATO DE UMA PROFESSORA

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar 50 centavos de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda .Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço devenda ou R$ 80,00.Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.O lucro é de R$ 20,00.Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00.O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

Fonte:www.escoladepastor.com.br

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

GINÁSTICA HISTORIADA

Cada criança deve dramatizar a história, na medida em que a professora vai narrando, alguns podem ser a menina, outros a sementinha, outros a chuva e outros o solzinho, ou as crianças podem ser a sementinha, enquanto a educadora dramatiza os personagens restantes.Era uma vez uma menina que se preocupava muito com as plantinhas, certo dia ela cavou um buraquinho na areia bem fofa, dentro dele colocou uma linda sementinha, (agora as crianças serão a sementinha).
A sementinha era bem pequenina e estava toda encolhidinha, como que se estivesse sentindo muito, muito frio, mas ficou paradinha ali na terra fofinha como se estivesse dormindo. De repente começou a sentir uma sensação muito agradável, a sementinha então, se sentia protegida. Logo pela manhã o sol chegou seus raiozinhos aos poucos penetraram a terra e aqueceram a sementinha, que acordou com o calorzinho. Quando veio a chuva suas gotinhas fininhas penetraram a areia fofinha e deram um gostoso beijinho na sementinha, feliz, a sementinha começou a erguer seus bracinhos, procurando pelas gotinhas de chuva e pelo calorzinho do sol. Aos poucos a plantinha começa a ganhar folhinhas.
A noite chega e a lua prateada joga o orvalho para a plantinha, que logo estica suas folhinhas para recebê-lo e é saudada pelas estrelas. Cada dia que passava, a plantinha crescia mais, mais e mais. Suas raízes ficaram profundas, bem dentro da terra, seu caule estava grande e forte e sustentava muitas folhas, toda vez que ventava ela segurava as folhinhas para lá e para cá... (Utilizar a música a sementinha, Beto Hermann)

SEM O AMOR...

"A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz ávaro.
A docilidade sem amor, te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz fútil.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido e sem propósito.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor, te deixa fanático.
A cruz sem amor, se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido!"
Autor desconhecido.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Primavera

Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.Saiba tudo sobre a vida e a obra de Cecília Meireles visitando "Biografias".

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Por profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. - Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei. E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma'?

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixam de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo faz parte da natureza dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves
fonte:http://gentequeaprende.blogspot.com

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Oração da leitura


Em Nome da Leitura
Livro nosso, que
estais em nossas mãos,
Abençoada seja
a vossa leitura,
Venha a nós a vossa magia,
Sede lido por
muitas pessoas,
Na rua, no transporte,
em casa,
Nas escolas, presídios
e feiras...
A leitura nossa de cada dia
nos dai hoje,
Perdoai aqueles que
não lêem,
Fazei-os ficar encantados
e contar o que leram,
Assim como doarem
livros para
que todos possam ler.
Deixai-nos sempre cair em tentação por livros como: Romances, contos, poemas, mitos e outros...
Ensinai a todos o caminho de livrarias e bibliotecas,
Onde a leitura ajudará a construir um mundo melhor para sempre.
Fonte:http://vivendodehistorias.blogspot.com

http://linguagemeafins.blogspot.com/

CATIVA- ME

Recebi esse selinho da amiga blogueira que muito admiro, dona de uma criatividade e potencial incrivel!!!!!!
Visitem seu blog, terá oportunidade de deliciar-se com material riquissimo!!!!!!
Bjsssssssssss Krika