terça-feira, 24 de maio de 2011

A alma...



de uma mulher é antiga, infinita e
cheia de segredos...
Sorve-as aos poucos, como vinho...
E não queira decifrá-la toda, em
todos os seus gestos e sensações.
Deixe um pouco para amanhã... e
surpreenda-se, sempre...


(Carolina Salcides).


Fonte da imagem:

http://www.google.com.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Rubem Alves e Saint- Exupéry


Então você está confusa com seus sentimentos. Ele apareceu tão de repente na sua vida, com aquele brilho manso no olhar, com aquela meiguice na voz, sem pedir coisa alguma, meio como um Pequeno Príncipe caído de um asteróide. A princípio você nada percebeu de diferente. O susto veio quando você se lembrou das palavras da raposa, explicando ao Pequeno Príncipe o que era ficar cativo:É assim. A princípio você senta lá e eu aqui. Depois a gente vai ficando cada vez mais perto. Os passos de todos os homens me fazem entrar dentro da minha toca. Mas os seus passos me fazem sair...

"Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

ttp://morangoeestrelas.blogspot.com/2010/04/rubem-alves-e-saint-exupery_2181.html

terça-feira, 17 de maio de 2011

DENTIMENTOS

Saudades

“Aquela era uma saudade feita de um punhado de sorrisos viçosos floridos no jardim da memória. Era pássaro que cantava macio na árvore mais frondosa da minha gratidão. Era mar que estendia ondas suaves de ternura por toda a orla dos meus olhos. Aquela era dessas saudades que toda vez que dizem acendem um mundaréu de estrelas no céu do coração. Era uma certeza de que a vida sempre arruma maneiras para aproximar as almas irmãs, esses anjos vestidos de gente que tornam mais fácil e mais feliz a nossa temporada de aulas e recreios nesse mundo.”

Lindooooooooooooooooooooooo

A verdade é que...


nada, e nem ninguém, vai ocupar o espaço que somente você poderia preencher!... ♥

Famosos


"Um poeta chinês observou há muitos séculos que recriar algo com palavras equivale a viver duas vezes. No fundo, a procura da mudança está provavelmente relacionada ao desejo de ampliar o lugar psíquico em que se vive."

(Frances Mayes, em: Sob o sol da Toscana, editora L&PM editores - pocket, página 13)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A RAPOSA E AS UVAS

A Raposa e as uvas


Como trabalhar a fábula "A Raposa e as Uvas"
com alunos de séries iniciais.
Algumas sugestões:

1- Monte o cenário na sala de aula com algumas uvas no alto, fantasie-se de raposa e represente a cena, ou faça a representação usando teatrinho de fantoches. Aquele que é montado numa caixa de papelão e o professor se esconde atrás para dramatizar o texto;

3- Após isso, faça perguntas orais para os alunos, sobre o que entenderam. Aproveite também para explicar os significados algumas palavras do texto;

4- Se os alunos já escrevem, ensine-os a escrever algumas palavras do texto.

5- Através de figuras, ensine antônimos: Ex: bom e mau, em cima e embaixo, verde e maduro, doce a azedo...

6- Os alunos podem colorir um desenho da raposa ou fazer uma colagem de um cacho de uvas.

7- Para encerrar, distribua algumas uvas maduras para os alunos, peça que as comam sem pressa. Após isso, pergunte sobre a sensação de saboreá-las e essa fábula nunca mais será esquecida.

8- Outras sugestões para trabalhar a fábula.

A MOÇA TECELÃ - TEXTO COM ATIVIDADES

A Moça Tecelã




Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo se sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao seu lado.
Não esperou o dia seguinte. Com o capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
- Uma casa melhor é necessária, - disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. – Para que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo se sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao seu lado.
Não esperou o dia seguinte. Com o capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
- Uma casa melhor é necessária, - disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. – Para que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.


Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
- É para que ninguém saiba do tapete, - disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: - Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer o seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Conto de Marina Colassanti

ATIVIDADE:
1- Nesse texto conta-se:
a- um fato real, que aconteceu
b- um fato inventado pela imaginação da escritora.
c- Indique fatos do texto que justifiquem suas respostas

2- Qual era a fantástica habilidade da tecelã?

3- Identifique as cores dos fios utilizados pela tecelã em cada uma das seguintes tarefas:
a- produzir raios de sol;
b- suavizar a luz solar;
c- produzir luz solar para acalmar a natureza
d- produzir chuva

4- “A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol”. Nessa época ela não teve oportunidade de utilizar os fios
a- cinzentos
b- prateados
c- dourados

5- Identifique no trecho seguinte, a causa e a conseqüência contidos nas frases:
“... ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter o marido ao lado”.

6- Como a tecelã concretizou seu maior desejo?

7- Por que o comportamento do marido decepcionou a tecelã?

8- No antepenúltimo parágrafo do texto afirma-se: “Desta vez não precisou escolher linha nenhuma”. Por que?

9- Neste texto há muitas palavras e expressões empregadas em sentido figurado. Copie as frases equivalentes às seguintes idéias, nos parágrafos indicados no texto:
a- O sol chegando ao fim da noite (parágrafo 1)
b- A claridade da manhã iluminava o céu. (parágrafo 2)
c- A chuvinha começava a cair e ela observava da janela (parágrafo 4)
d- Tecia um lindo peixe, não se esquecendo dos detalhes da escama (parágrafo 7).
e- Depois de bordar a noite, dormia tranqüila (parágrafo 7).
f- ... e pressa para a casa ficar pronta (parágrafo 14)
g- A noite chegava e ela não tinha tempo de concluir o dia (parágrafo 16)
h- Rápido, seu corpo se desmanchava (parágrafo 23).

10- Quando se atribui qualidades de seres animados a seres inanimados ocorre uma personificação. Veja exemplos?
a- As paredes ouviram nossa conversa
b- O rio chorava na noite
c- As estrelas piscavam para mim

11- Copie uma personificação?
a- do 2º. Parágrafo do texto
b- do 4º. Parágrafo do texto
c- Escreva uma frase em que ocorra personificação

12- Escreva mais uma palavra empregando o mesmo prefixo identificado?
rebordava
entremear
desfazer
desteceu
desaparecendo
emplumado


13- No texto lido
a- predomina a narracão
b- predomina a descricão
c- predomina a dissertação

14- Copie do 10º. Parágrafo um trecho puramente narrativo

15- O texto pode ser dividido em três partes
a- 1ª. Parte – a situação da tecelã e equilibrada – ela não enfrenta problemas
b- 2ª. Parte – um fato vem perturbar o sossego da tecelã
c- 3ª. Parte – a tecelã resolve o problema e retorna a sua situação anterior

4- Indique o começo e o fim de cada uma dessas parte

PEQUENA FABULA DIAMANTINA COM SUGESTÃO DE ATIVIDADES

Pequena fábula de Diamantina



Tendo herdado a casa do avô na cidade distante, para lá mudou-se com toda família, contente de retomar o contato com suas origens. Em poucos dias, já trocava dedos de prosa com o farmacêutico, o tabelião, o juiz. E por eles ficou sabendo, entre uma conversa e outra, que as casas daquela região eram construídas com areia de aluvião, onde não raro se encontravam pequenos diamantes.
A notícia incrustou-se em sua mente. Olhava os garimpeiros que à beira de rios e córregos ondulavam suas bateias, olhava os meninos que cavucavam os montes de areia já explorada onde, ainda assim, talvez fosse possível descobrir o brilho amarelado de pedra bruta. Ouvia as estórias de fantásticos achados.
Por fim, uma tarde, alegando cansaço após o almoço farto, trancou-se no quarto e, afastando o armário, começou com a ajuda de uma faca a raspar a parede por trás deste. Raspava, examinava a cavidade, os resíduos que tinha na mão e que cuidadoso despejava num saco de papel. E recomeçava. Assim, durante mais de hora. Assim, a partir daí, todas as tardes.
Já estava quase transparente a parede atrás do armário, e ele se preparava para agir atrás da cômoda quando, tendo esquecido de trancar a porta, foi surpreendido pela mulher. Outro remédio não teve senão explicar-lhe o porquê de sua estranha atividade. Ao que ela, armada por sua vez de faca e reclamando posse territorial, partiu para a parede da despensa. Onde, dali a pouco, foi descoberta pela empregada. A qual reivindicou direito às paredes da cozinha. Tão evidentes, que rapidamente as crianças perceberam, atacando cada uma lado do corredor.
De dia e de noite, raspam e raspam os familiares, álacres como ratos, abrindo vãos, esburacando entre as estruturas, roendo com suas facas na procura cada vez mais excitada. Abre-se aos poucos a casa descarnada, recortadas em renda suas paredes. Geme o telhado, cedem as estruturas. Até que tudo vem abaixo numa grande nuvem de pó.
Agora com as unhas, raspam os familiares o monte de entulho. Quem sabe, sob os escombros espera, escondido, o diamante.
(Marina Colasanti)

http://maps.google.com.br/

VOCABULÁRIO
álacre – alegre, jovial
areia de aluvião – areia depositada pelas águas dos rios ou chuvas
incrustar-se – imbutir, inserir
bateia – vasilha de madeira usada para lavrar cascalho onde existe diamante
alegar – dizer alguma coisa como desculpa
reivindicar – exigir, reclamar
estrutura – parte que sustenta o peso de uma construção
escombro – entulho, destroços de demolição, ruína


1- NUMERE AS FRASES CLASSIFICANDO-AS QUANTO À IDÉIA:
(1) ideia de causa
(2) ideia de consequência
(_) Tendo herdado a casa do avô numa cidade distante.
(_) Para lá mudou-se com toda a família.


2- NUMERE AS COLUNAS DE ACORDO COM O LUGAR EM QUE AS PERSONAGENS RASPAVAM
(1) o marido
(2) a esposa
(3) a empregada
(4) as crianças
(_) Reivindicou as paredes da cozinha.
(_) Trancou-se no quarto para raspar as paredes.
(_) Reivindicou as paredes da despensa.
(_) Alegou cansaço e foi raspar as paredes escondido.
(_) Quis uma das paredes do corredor.


3- COMPLETE COM (V) PARA VERDADEIRO OU COM (F) PARA FALSO:
(_) As histórias que ajudaram a reforçar a ambição do homem eram reais.
(_) Naquela região, realmente aconteceram fantásticos achados.
(_) A empregada surpreendeu o homem raspando as paredes do quarto.
(_) O meninos cavucavam os montes de areia em busca de diamantes.
(_) O homem mudou-se para Diamantina pensando em enriquecer facilmente.
(_) Os moradores da casa não usaram ferramentas apropriadas na caça aos diamantes.
(_) Os meninos trabalhavam em igualdade de condições aos garimpeiros.
(_) O marido explicou espontaneamente à esposa o porquê de sua atividade.


4- INDIQUE O CERTO COM UM X
O texto lido é uma narrativa na qual o narrador:
(_) É apenas um observador dos fatos que nos contam o que aconteceu.
(_) O narrador participa dos acontecimentos como uma personagem.


5- O narrador comparou as personagens a ratos, essacomparação transmite à frase um significado:
(_) positivo
(_) negativo


6- O estado de espírito do homem quando se mudou para a cidadezinha era:
(_) contente
(_) infeliz
(_) indiferente
(_) irritado
(_) ganancioso


7- A notícia incrustou-se em sua mente. A notícia era
(_) Que a casa do avô tinha diamantes nas paredes.
(_) Que herdara a casa de seu avô.
(_) Que as casa da região tinham paredes construídas com areias de aluvião.
(_) Que muitas pessoas encontraram diamantes nas paredes de suas casa.


8- Ele observou dois fatos que reforçaram o conteúdo da notícia. Quais?
(_) Pessoas que raspavam as paredes de suas casas e o hábito de descansar após o almoço.
(_) As unhas das pessoas estava sempre gastas e havia muitos sacos de papel espalhados pelas ruas.
(_) O farmacêutico, e o juiz trocavam dedos de prosa sobre o assunto e as histórias de achados fantásticos.
(_) O trabalho dos garimpeiros e a atividade dos meninos.


9- O sentimento que tomou conta das pessoas foi de
(_) covardia
(_) medo
(_) preguiça
(_) ambição
(_) ódio


10- CLASSIFIQUE O PREDICADO EM:
(1) verbal
(2) nominal
(3) verbo-nominal
(_) Considero você inteligente.
(_) O homem herdou a casa do avô.
(_) As casas eram construídas com areia de aluvião.
(_) A mulher raspou contente as paredes.
(_) As paredes já estavam quase totalmente transparentes.


11- CLASSIFIQUE O PREDICATIVO SENDO:
(1) predicativo do sujeito
(2) predicativo do objeto
(_) Ficamos preocupados com as paredes da casa.
(_) As paredes da casa nos deixaram preocupados.
(_) A fidelidade é necessária ao namoro.
(_) Os jovens consideram a fidelidade necessária.


12- ESCREVA A PALAVRA QUE É O PREDICATIVO DO SUJEITO OU O PREDICATIVO DO OBJETO
O homem ficou alegre quando viu seu emprego seguro.
Predicativo do sujeito: …...................................................
Predicativo do objeto: …...................................................
A mãe, orgulhosa, achou o filho lindo com aquele terno.
Predicativo do sujeito: …..................................................
Predicativo do objeto: …...................................................
Dizei-me se há alguém mais confusa do que eu.
Predicativo do sujeito: …..................................................
Predicativo do objeto: …...................................................


13- A QUE CLASSE GRAMATICAL PERTENCE A PALAVRA “CONFUSA” NA FRASE:
Dizei-me se há alguém mais confusa do que eu?”
…....................................................................................
Qual é o objeto direto de há? ….......................................
Qual o predicativo do sujeito? ….....................................


14- COMPLETE AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS COM PRONOMES RELATIVOS:
Olhava para os garimpeiros ......... ondulavam suas bateias.
Aquela é a casa ......... paredes foram raspadas.
A casa ......... moravam ficava em Diamantina.
Foi uma casa herdada do avô ......... moraram até destruí-la.


15- LEIA A FRASE ABAIXO E RESPONDA:
Foi a casa que pedi para Papai Noel
Quantos verbos há? .........
Quantas orações? .........
Que palavra é o pronome relativo? .........
Que palavra é o termo antecedente do pronome relativo? .........


16- COMPLETE COM ONDE OU AONDE?
Eu gostaria de saber ......... vamos raspar hoje?
Sempre me perguntam ......... vim?
Ela foi logo cedo .........



17- DESENHE A CASA DOS SEUS SONHOS.