quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Ovelhinha que veio para jantar



- Oh não! OUTRA VEZ sopa de legumes!
- queixou-se o lobo, que já era velhinho.
- Quem me dera ter uma ovelhinha aqui à mesa. Fazia já um belo ensopado de borrego!
Eis senão quando… TRUZ! TRUZ!
Quem batia à porta era uma linda ovelhinha!
- Posso entrar? - perguntou ela. - Claro, minha querida! A casa é tua! Vieste mesmo à hora do jantar - disse o lobo que, para além de ser velhinho, também era muito matreiro…
A ovelhinha estava cheia de frio. - BRRRR! BRRRR! - fazia ela a tremer. - Mas que azar o meu! - sussurrou o lobo. - Logo me calhou uma ovelhinha congelada! Não gosto de comida assim!... Então, o lobo lembrou-se de pôr a ovelhinha ao pé da lareira para ela se aquecer e, todo apressado, foi procurar a sua receita preferida de ensopado de borrego. Mnham mnham!... Já lhe crescia água na boca só de pensar no seu delicioso repasto. Mas não era só o lobo que estava com fome.
A barriga da ovelhinha também já estava a dar horas…
- Mas que azar o meu! - pensou o lobo. - Não posso comer uma ovelhinha toda esfomeada! Até me podia fazer mal ao estômago! Então o lobo ofereceu à ovelhinha uma cenoura. - Assim, já tenho borrego recheado!
A ovelhinha devorou a cenoura tão depressa que ficou com soluços. - HIC, HIC, HIC! - fazia ela sem parar.
- Ai, ai! Que azar o meu! - lamentou-se o lobo. - Quem é que come uma ovelhinha cheia de soluços? Até pode ser contagioso! O problema é que o lobo não percebia nada de soluços. Como é que se acabava com eles? - E se eu atirasse a ovelhinha ao ar? - HIC! Mas não resultou. - E se eu a virasse ao contrário? - HIC! Mas não resultou.
- E se eu a abanasse de um lado para o outro? Mas também não resultou. Então o lobo pegou na ovelha ao colo e começou a dar-lhe palmadinhas nas costas com a sua pata enorme coberta de pêlos!
Os soluços da ovelhinha não tardaram a passar e ela adormeceu num instante, enroscada no pescoço do lobo. O lobo, que já era velhinho, ficou muito embaraçado porque nunca tinha sido abraçado pelo seu futuro jantar. E como seria de esperar, a fome, afinal, já nem era tanta…
A ovelhinha ressonava baixinho encostada às orelhas do lobo.
- RRRROOONCHHH! RRRROOONCHHH! - fazia ela.
- Que azar o meu! - queixou-se o lobo.
- Como é que vou comer uma ovelha que está a ressonar? O lobo sentou-se na cadeira de balouço ao pé da lareira, com a ovelhinha nos braços.
- Já nem me lembro da última vez que alguém me fez uns mimos!
- reconheceu o lobo. Mas assim que o lobo começou a cheirar a ovelhinha, ficou deliciado com o seu perfume!
- OHHH! - suspirou o lobo. - Se eu a comesse depressa ela nem sequer dava por isso. E quando o lobo se preparava para engolir a ovelhinha… ela acordou e deu-lhe um grande beijinho!

CHUAC! - NAÃOOO! - gritou ele. - Isso não vale! Eu sou um lobo mau e tu és um ensopado! - Um enlatado? - perguntou a ovelhinha a sorrir. E confessou: - Eu sei lá o que é isso!
- Que é que eu faço à minha vida?! - exclamou o lobo. - Bom, vais mesmo ter de te ir embora! Muito decidido, o lobo pôs a ovelhinha na rua, mas primeiro deu-lhe um agasalho.
- SOME-TE DAQUI!!! - gritou. - Se ficares, como-te e depois já não te podes arrepender. E com um grande estrondo fechou a porta. BANG! Lá fora, a noite era escura e fria. E a ovelhinha não parava de bater à porta. - Oh, Loobo! Looobo? - suplicava ela. - Deixa-me entrar! Mas o lobo, que já era velhinho, tapou as orelhas com as patas e pôs-se a cantar "LA, LA, LA, LA, LA, LA, LA!" até a ovelhinha se calar.
Finalmente, tudo estava em silêncio. - Ainda bem que ela já se foi embora! - suspirou o lobo aliviado. - Aqui ela não estava em segurança. Um lobo velho e esfomeado como eu é sempre capaz do pior! Mas pouco depois, o lobo começou a pensar na ovelhinha, sozinha e desamparada na escuridão da floresta. - Talvez ela se perca… - Talvez morra de frio…. - Talvez caia nas garras de um bicho…
- OH, NÃO! O QUE É QUE EU FUI FAZER? - perguntou ele arrependido. Sem querer perder tempo, o lobo pôs-se de pé e abriu a porta. Mas infelizmente não havia sinal da ovelhinha. O lobo, que já era velhinho, correu aos berros pela floresta fora:
- Ovelhinha, ovelhinha, volta, não tenhas medo! Prometo que não te como! Passado muito, muito tempo, o velho lobo, triste e encharcado, regressou sozinho à sua quinta. Estava mesmo desanimado. Abriu a porta e, qual não foi o seu espanto, quando viu a ovelhinha ao pé da lareira!
- VOLTASTE! És mesmo tu? Não tens outro sítio para onde ir? - perguntou o lobo muito eufórico. E a ovelhinha abanou a cabeça, dizendo que não. - Que… que… queres ficar aqui co… comigo? - convidou o lobo a gaguejar.
A ovelhinha olhou para ele, olhos nos olhos. - E tu prometes que não me comes? - quis saber ela. - NÃO! CLARO QUE NÃO! - afirmou ele.
Como é que eu podia comer uma ovelhinha que precisa de mim? Até podia ficar com o coração partido… A ovelhinha sorriu e atirou-se para os braços do lobo, que já era velhinho. - Estás com fome, enlatado? - perguntou ele. - Que tal uma sopinha de legumes?
Steve SmallmanA ovelhinha que veio para o jantarLisboa, Dinalivro, 2006

domingo, 18 de abril de 2010

Projetos de leitura e escrita

Disciplina: Língua Portuguesa/Literatura
Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Projetos de leitura e escrita

Tipo: Metodologias

Conforme a dica , em Turbine sua aula, os projetos de leitura, escrita e produção de discursos
em linguagem oral são importantes ferramentas para trabalhar com a Língua
Portuguesa. Apresentamos, a seguir, alguns exemplos de projetos que podem ser
desenvolvidos nos anos iniciais de escolaridade:
1. De escrita Produzir uma coletânea de contos de fadas recontados pela classe.
Produzir uma coletânea de contos reescritos a partir da visão de um dos personagens da narrativa.
Produzir fábulas a respeito de preocupações mais atuais das pessoas, ou fábulas humorísticas. Produzir um capítulo a mais, a ser inserido em um determinado conto de aventuras lido pela classe ou escolhido pelo aluno.
Produzir uma coletânea de contos policiais e detetivescos elaborados pela classe.
Produzir encartes que contenham instruções para jogos criados pela classe.2. De leitura
Produzir um jornal mural temático (por exemplo, sobre clonagem, transgênicos, pesquisas a respeito do genoma humano, perdas que a biosfera vem sofrendo, candidatos da próxima eleição e suas plataformas de governo etc.).
Produzir uma coletânea dos melhores contos de ficção científica (ou outro gênero) escolhidos pela classe.
Produzir uma coletânea das diversas versões já produzidas sobre determinado conto de fadas (ou outro gênero).
2-Organizar um sarau literário sobre a obra de determinado autor.
Gravar uma fita cassete — ou de vídeo — em que sejam lidos contos ou poemas, para enviar a escolas de portadores de deficiência visual.
3. De leitura e escrita
Produzir um suplemento de resenhas críticas.
Produzir um fichário de resenhas das obras que constam da biblioteca e que foram lidas pela classe.
Organizar um jornal mural em que se elaborem comentários críticos sobre as principais polêmicas do mês.
4. De linguagem oral
Organizar um seminário sobre tema de interesse da classe.
Organizar uma mesa-redonda para debater determinada questão polêmica.
Realizar uma apresentação expositiva sobre o estande da classe na Mostra de Trabalhos organizada na escola.
Organizar e participar de um debate sobre determinado tema de relevância social (como preconceito racial, internacionalização da Amazônia, trabalho infantil, entre outros).
Texto original: Kátia Lomba Bräkling
Edição: Equipe EducaRede

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SUPER HEROIS

Recentemente recebi um e-mail, com alguns questionamentos sobre o que é ser ídolo no Brasil. Havia até um tom de ironia, pois questionava como se tornar ídolo em solo brasileiro da noite para dia, desde participantes do Big Brother Brasil a grandes nomes do cinema nacional. Hoje, qualquer pessoa sem grandes referências ou exemplo para a nossa sociedade, pode ou está se tornando ídolo. Nos últimos meses, o cinema nacional tem me chamado a atenção com a quantidade de ídolos pré-moldados que por ora são “fabricados” no cenário nacional.
Por sinal, de uns tempos para cá, uma pergunta não consegue sair da minha mente: por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para conceder, verdadeiros exemplos para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá audiência, não rende bilheteria?
Lembro de ter ido ao cinema assistir ao filme Cazuza, pois aprecio suas canções. Por sinal, concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciá-lo como um ídolo, foi, no mínimo, inadmissível. Aliás, como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
Neste filme parece que é hiper comum usar drogas, participar de orgias sexuais, beber até cair e como se essas coisas fossem certas, já que foi isso que o filme abordou.
Recordo-me que Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos de uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou de trabalhar para conseguir alguma coisa, que já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
Na verdade, Cazuza era um traficante e, como sua própria mãe Lucinha Araújo revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Maré é que um nasceu na zona sul e outro não. Melhor dizendo, um é rico e o outro não.
Depois, fui assistir ao filme Meu nome não é Johnny, baseado no livro homônimo de Guilherme Fiúza, que conta a história de João Guilherme Estrella, carismático carioca de classe média que se tornou o maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro, mesmo sem jamais pisar uma favela e depois lidou com o sistema carcerário do país. Esse é mais um ídolo que ganha as principais salas de cinema do nosso país. Qual é o modelo de exemplo que temos de dar à nossa sociedade? Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para mostrar?
Não é de hoje que venho comentando as produções cinematográficas brasileiras sobre a violência urbana e a falta de valores éticos e morais. Não se assuste, caro leitor, se em breve chegarem às nossas salas de cinema filmes sobre Fernandinho Beira-Mar, Batman, o bilionário traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, o “Chupeta”, preso no Brasil, entre outros.
Os meus questionamentos sobre essa idolatria e exibicionismo desnecessários é que nossa sociedade perdeu os valores verdadeiros. Nossa sociedade fabrica falsos ídolos que nos deixam carentes e frustrados o tempo todo. Nossos ídolos são os acessórios e roupas de grife, os carros importados, as jóias caras, o dinheiro e o poder! Mas onde estão os valores como a honestidade, a perseverança, a bondade, a tolerância, a caridade, e ainda mais, onde estão aquelas virtudes que norteavam as vidas de nossos pais e avós?
A mídia enaltece e alardeia os fatos de bandidos e os coloca na capa das maiores revistas deste país! Para quê? Para que eu e você tenhamos de saber que cara tem um bandido que mata sem escrúpulos? Que rouba? Que consome drogas?
Por que o cinema enaltecem as pessoas que se dão bem na vida manipulando a vida dos outros, roubando e consumindo drogas? Por que não existem filmes que mostrem as pessoas de bem?
É porque essas pessoas de bem não ‘vendem’ marcas famosas e não podem se tornar ídolos nem com o melhor marketing! Essas pessoas de bem, são pessoas comuns, como eu e você, que não poderiam servir de exemplo para ninguém e que não podem ser personagens de filmes ou quiçá novelas.
O povo é facilmente manipulável porque está carente de exemplos melhores. Carente mesmo dentro de casa, onde os pais pobres não conseguem vencer o apelo das TVs que estimulam o consumo desenfreado de seus filhos e que gera mais e mais frustração e raiva! Que deságua em violência e revolta.
Pelos vistos, amigo leitor, tudo muda. E muda bem rápido. Mas não percam as esperanças. O Brasil precisa de gente consciente que respeite os verdadeiros valores morais e éticos e que crie as possibilidades para que surjam outros exemplos para serem admirados nos cinemas.
Ainda acredito que a vida está cheia de bons exemplos e basta procurá-los. Não são muitos, mas eles existem, perto e longe de nós: na vida privada, no nosso círculo de amigos, entre nossos familiares, basta procurar. Na vida pública são poucos, é verdade, mas alguns existem, no Brasil e lá fora.
Gilney Tosta
O Brasileirinho – Julho/2009Adaptado

sábado, 10 de abril de 2010

Só no Altar .....

Existem angustias secretas na alma do homem.
Existem dissabores,que não dá pra dividir com ninguém.
Mesmo o amigo mais próximo não compreenderia.
Mesmo um pai,uma mãe,um amor,um irmão.
Os poetas tentam desabafar escrevendo..
Os músicos tentam desabafar cantando,tocando...
O irreverente,faz da dor uma piada...
O alcólatra,desconta tudo em copos
O iracundo,explode em alguém...
Eu?
Só no altar,hoje posso me esvaziar
Só no altar,posso me fazer entender,
Só no altar reencontro esperança,
quando te conto de mim, volto a crer na solução.
Cada pedacinho de mim,entendes,
cada gemido meu,sentes,
Oh Deus,só no altar .
Eis-me aqui,vim trocar meu fardo pelo teu.
Toca-me,põe remédio em minha dor
Estanca-me...não deixe a vida se esvair de mim
Aos teus pés,aos teus pés Senhor
Eis-me aqui.
(poesias e reflexões,Alessandra Barcelos)
Salmos 102:2 Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

Lamentações e Gemidos da Criação

Autor: Hermes C. Fernandes

Que gemidos são esses que ouço?
De onde vem tanta tristeza?
Não vem de algum calabouço.
Vem da irmã natureza.

Em qualquer lugar do planeta,
pode-se ouvir seu choro
E até um remoto cometa,
une sua voz ao coro:

Até quando terei que conviver
Com este vírus tão duro e cruel?
Se minha sina é pra sempre sofrer
Que a terra se queime, e só reste o céu

A humanidade sem
Deus é um vírus letal
Onde chega se espalha e destrói,
Sua ganância é qual ferrugem no metal
Fogo que queima a palha, como dói.

Não posso assistir calada
Enquanto o vírus se prolifera
Quem disse que não é minha alçada?
Alguém tem que domar esta fera

O mundo precisa de cura
Onde encontrar a vacina?
A boa nova simples, pura
Já não se encontra em
qualquer esquina

METADE (Oswaldo Montenegro)

























Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

EU ETIQUETA (Carlos Drummond de Andrade)

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

EU SEI QUE TENHO QUE ACORDAR

Em meios aos véus dos meus delírios
Debato-me entre amarras delicadas
Como teias são as tramas destes sonhos
Onde penso que estou acordada
E penso que falo e sou ouvida
Sinto que toco e sou tocada
Penso ver e creio que sou vista
Mas de tudo nada disso permanece
As palavras são só sons aleatórios
As imagens são difusas e instáveis
Tudo é breve e sempre desvanece.
Eu sei que tenho que acordar
Sei também o que quero esquecer
E pra isso vou ter que assumir
Conseqüências de uma escolha infeliz.
Uma escolha que eu mesma fiz.
Se eu lembrar, não vou poder mentir
Que enganada eu fiz o que não quis
Nunca mais nem sorte nem destino
Serão álibis dos meus descaminhos...
Se eu lembrar, não vou poder fingir
Que alguém tem o poder de decidir
O que é e o que será de mim
Nem sequer mais transferir
Para outro além de mim
A responsabilidade do que sou.
Eu sei que tenho que acordar
Mas pra isso terei que confessar
O que foi assim tão forte
Aqui, dentro do meu peito,
Que me arrastou pra longe
Da minha própria consciência
Me trazendo a este esquife
Do eterno esquecimento
Daquilo que eu realmente sou.
“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”
Saulo de Tarso em carta aos romanos, cap.7 vv 24
.

Fonte:http://avidanoanode2012.blogspot.com/ Visitem esse blog- vc vai gostar

sábado, 3 de abril de 2010

A Religião e suas Conseqüências Sociais

É muito provável que as religiões em todo o mundo tenham surgido em função de algum tipo de inspiração divina, como é o caso do Judaísmo, precursor do Cristianismo.
Entretanto, é praticamente certo que, no passado, a maioria dos povos não conseguiu assimilar tal inspiração e acabou distorcendo os objetivos de Deus. Talvez, por isso, hoje existe diferentes religiões em várias partes do mundo.
Atualmente, a maioria dos povos desenvolvidos acredita que, numa segunda fase, o Deus Criador enviou Jesus a este planeta para corrigir as distorções inventadas pelos homens. Um dos objetivos foi ensinar a orientação divina na sua forma mais ampla e correta, de modo a salvar a humanidade da autodestruição e da conseqüente auto-extinção.
Os povos que acolheram os ensinamentos de Deus, na sua forma cristã (sem muitas distorções e ornamentos humanos), tornaram-se nações bastante desenvolvidas. Este fato, embora muito pouco comentado no Brasil, demonstra que o modelo de vida cristão deve ser o mais correto, inclusive, porque apresenta os melhores resultados econômicos, humanos e sociais.
Portanto, ser cristão é fazer parte do grupo mais evoluído e desenvolvido do planeta.
É verdade que muitos cristãos não conseguem praticar o cristianismo na sua forma genuína; muitas pessoas precisam de artefatos materiais (estatuetas, velas, óleos, pedras, etc.) para se relacionarem com Deus.
A experiência tem demonstrado que Deus é tolerante e compreensivo com todos os que procuram viver segundo Seus ensinamentos. Entretanto, a história dos últimos séculos demonstra que os povos se tornam mais bem-sucedidos na medida em que seguem os ensinamentos bíblicos com o mínimo de distorções, adereços e ornamentos dispersivos.
As diferentes Igrejas Cristãs (Católica, Presbiteriana, Assembléia de Deus, Batista, Universal etc...) ensinam o cristianismo segundo suas capacidades de interpretação da
Bíblia Sagrada. É óbvio que um conjunto de informações tão poderoso, quanto o contido na Bíblia, pode ser visto de vários ângulos diferentes.
Cada observador pode enxergar algumas características que o observador do outro lado não as esteja enxergando, e vice-versa. (Daí algumas divergências entre as várias denominações cristãs.) No entanto, as pessoas que se reúnem em torno dos ensinamentos Cristãos, ainda que em níveis e posições diferentes, estão no rumo correto.

Se você ainda não faz parte de nenhum destes grupos cristãos, você está caminhando para o subdesenvolvimento e levando junto o seu país também. É verdade que todas as Igrejas tem algum tipo de defeito. Isso ocorre porque nós, seres humanos, por mais bem intencionado que sejamos somos imperfeitos. Então, porque repudiar as Igrejas se nós mesmos não somos perfeitos também.
O ideal é participarmos da Igreja que mais se identifica conosco, ajudando-a a corrigir seus erros e a minimizar suas imperfeições. Assim, estaremos ajudando os propósitos de Deus, ajudando a nação a se desenvolver e ajudando a nós mesmos.
Olhe ao redor do mundo e constate que as nações que se estruturaram com base no Cristianismo, tornaram-se as mais prósperas e as mais desenvolvidas do planeta. (Pelo menos enquanto se mantiveram fiéis aos ensinamentos cristãos.) Verifique você mesmo que o desenvolvimento de cada povo está associado ao seu relacionamento com Deus. Quanto mais leal e sensato é este relacionamento, maior é o desenvolvimento alcançado. Portanto, o pleno desenvolvimento do Brasil depende do nosso relacionamento com Deus. Depende também da firme atitude das pessoas que conseguem enxergar os erros e os enganos e se dispõe a corrigi-los baseando-se nos preceitos cristãos.
Se você quer ser útil ao seu país e à humanidade, mas ainda não sabe como, então torne-se um participante ativo das Igrejas Cristãs e nunca se omita. Faça críticas ao que você entende como errado, mas de forma amorosa, tolerante e com bastante humildade. Assim você vai conseguir consertar os erros sem causar outros danos. A sua participação pode ajudar o Brasil a assimilar melhor os valores cristãos e a produzir a paz e a prosperidade que todos desejam.

Valvim M Dutra
Extraído do capítulo 2 do
livro Renasce Brasil

Ensino Religioso - Adolescer

ADOLESCER

Começamos a adolescer...

Desde o primeiro momento de ADOLESCER

Começamos a adolescer...

Desde o primeiro momento da vida,

somos dependentes da relação com o outro, e assim permanecemos muito tempo, de certa forma, a vida toda.

Quais são as fases de nosso adolescer?

A criança desde seu nascimento depende da mãe para sobreviver.

Através dos cuidados, da alimentação e do afeto, a mãe vai traduzindo o que imagina estar se passando com o bebê.O adolescente saído da infância depara-se com seu corpo que se modifica, torna-se diferente, às vezes desengonçado.

A angústia é o sentimento mais eminente; crises de tristeza, inibições, nervosismos e agitações são muitas vezes externadas em atos de agressão, seja consigo mesmo, seja com o outro.

Os pais já não possuem as respostas a todos os porquês.

A adolescência é, ou deveria ser, a porta de entrada para a vida adulta.
São muitas as portas, e apontam para um tempo de incertezas, do despertar __ para o sexo, para o outro, para o trabalho, para a vida adulta cheia de escolhas, responsabilidades, frustrações, ilusões, amores e desamores.

Para superar essa FASE da vida, o adolescer exige da família e do próprio adolescente um trabalho de elaboração de valores, para que possa saber o que é importante para ele e, portanto, o que deve fazer de seu desejo, de suas aspirações, do que quer para si.

Ele precisa superar as dificuldades que isso acarreta, tentando produzir uma história particular de sua existência; caso contrário, a base de sustentação é insuficiente para encontrar novos modos de existir no mundo, e o adolescente tende a alienar-se, participando superficialmente da construção de sua história.

A melhor porta de entrada na vida é a porta de acesso ao outro, o exercício do amor e do trabalho, com criatividade e responsabilidade.

Viver cada etapa como se fosse a única requer conhecimento de si, auto-estima. O amor próprio está fundamentado nos valores essenciais do amor, do respeito, da empatia, do diálogo, do perdão, da responsabilidade e da liberdade, entre tantos.

Na verdade, alguém torna-se adulto pela capacidade de viver as alegrias da adolescência e da juventude, a camaradagem, as baladas, a gradual experiência do afeto e da sexualidade, os momentos de realização no esporte, namoro, estudo, trabalho.


OBS: Texto tirado do livro: Ensino Religioso de José A. Galiani.posted by Izabel Sampaio at 05:00

Após ler o texto, produza um comentário expondo sua opinião sobre a adolescência, o que é ser adolescente, quais as vantagens, desvantagens, como resolver os problemas encontrados na mesma, etc.... a vida, somos dependentes da relação com o outro, e assim permanecemos muito tempo, de certa forma, a vida toda.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sugestão de atividade:Produção de texto

1- Leitura
2- Dividir a sala em equipes. Em sulfite ou papel craft, cada equipe desenha uma janela descrita no texto, previamente sorteada. Colorir e expor os desenhos na ordem do poema. Um texto do poema também deve ser exposto. O professor pode distribuir o desenho para o aluno desenhar na janela o que o poeta enxerga.


OBS: Este poema deve ser trabalhado com turmas de 8ª série ou do 2º Grau. Melhor se os desenhos forem colados em papel craft, para o professor fazer a exposiçaõ quando todas as turmas terminarem, assim uma turma não se espelhará na criatividade de outra. Não é uma atividade muito fácil, mas o resultado é compensador.


http://piquiri.blogspot.com/search?updated-max=2006-10-11T00%3A25%3A00-03%3A00&max-results=50

OS PÉS DO PAVÃO- Teatro- Ensino Religioso

Cenário: um jardim
Personagens: um corvo de garras longasum pavão de cauda colorida e pés irregulares e feios

Corvo:(humildemente observa em silêncio o Pavão no jardim)

Pavão: (Andando no jardim exibe orgulhosamente o esplendor de sua cauda, imensa e colorida...) (andar todo garboso) Meu Deus como sou lindo!
Que cauda linda é a minha!
Sou a mais bela ave do jardim.
Ninguém vence minha beleza.
O corvo então, coitadinho, pretinho ...
Há, há, há... Há, há, há...

Corvo: (Falou com voz animada)-
Bela plumagem, hem amigo?
Você é muito lindo

Pavão: (Arrogante e orgulhoso)-
Ousa falar comigo, corvo insignificante?
Ousa dirigir a palavra a mim, você que é negro,
agourento e desprezível?

Corvo: (muito irritado)- Seu pavão racista,
vou denunciá-lo à justiça, você será processado.
E fique sabendo que suas penas podem ser bonitas,
mas eu não gostaria de ter os pés como os seus.
Olhe só para seus pés. Cruá, cruá, cruá... Cruá, cruá, cruá...

Pavão: (preocupado, olhando os próprios pés)-
Meus pés? O que tem eles?

Corvo: (mostrando os pés do pavão)- São abertos, irregulares.
Não servem para agarrar, mal lhe dão apoio para andar...
Não amigo.
Fique lá com suas penas, que eu prefiro minhas garras sólidas!
Veja só como são fortes!

Pavão: (Saindo de mansinho)-
Desculpe amigo Corvo, tenho um compromisso: estou indo a uma sapateiro.
Como não me lembrei disso antes. (Sai de cabeça baixa)

Corvo: (Pensativo, balança a cabeça para os lados)-
Acabo de descobrir uma grande verdade: Não existe beleza perfeita!
Agora vou caçar com minhas garras potentes!
(Sai voando) Cruá, cruá, cruá... Cruá, cruá, cruá, v
ou à delegacia denunciar o pavão.
Quem ri por último ri melhor!

http://piquiri.blogspot.com/search?updated-max=2006-10-11T00%3A25%3A00-03%3A00&max-results=50

Atividade: Produção de textos (Portugues)

Quem era, de onde veio, o que pretendia, com quem se encontrou, em quem se transformou, por quem foi transformado, por que foi transformado e que rumo tomou.

Atividades de Portugues Poemas e poesias

A SERRA DO ROLA-MOÇA
Mário de Andrade

A serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.

Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra.
O noivo com a noiva dele,
Cada qual no seu cavalo.

Antes que chegasse a noite,
Se lembraram de voltar...
Disseram adeus pra todos
E se puseram de novo
Pelos atalhos da serra,
Cada qual no seu cavalo.

Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz...
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente, ela atrás.
E riam! Como eles riam!
Riam até sem razão...

A serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.

As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo no socavões,
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam

Com as risadas dos cascalhos,
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam
Buscando o despenhadeiro.

Ah, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte.

Na altura tudo era paz...
Chicoteando seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.

E a serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.

ESTUDO DO TEXTO:

QUAIS AS PALAVRAS EMPREGADAS NO TEXTO COM O SENTIDO DE:

desvio ou caminho mais curto fora da estrada comum?

ruído de um corpo ao cair?

pequeno calhau, pedrinha?

abismo, precipício?

precipitar-se, cair de grande altura?

destino, sorte, fado?

leve, de pouco peso?

vermelho, vivo, cor de sangue?

cadeia de montanha com muitos picos e quebradas?

esconderijo, gruta, grande socava?

grupo de pessoas que têm a mesma língua, os mesmos costumes, as mesmas tradições?

atalho, caminho estreito?

BUSQUE NO POEMA OS VERSOS EM QUE O VERBO CASAR SIGNIFICA:
unir-se pelo matrimônio.


combinar, estar conforme, conformar-se.

COMPLETE, OBSERVE O EXEMPLO:

Que não pode ser violado

inviolável

Que não pode ser perdoado

Que não pode ser pago

Que não pode ser apagado

Que não pode ser controlado

Que não pode ser adiado

Que não pode ser saciado

Que não pode ser curado

Que não pode ser domado

Que não pode ser cansado

Que não pode ser estimado

Que não pode ser penetrado

Que não pode ser tratado

Que não pode ser imitado

o- Que não pode ser aplacado

p- Que não pode ser pesado

Que não pode ser pesado

Que não pode ser medido

PESQUISE NO DICIONÁRIO E NO TEXTO SENTIDO DAS PALAVRAS E EXPRESSÕES:
E puseram-se de novo / Pelos atalhos da serra.


b) Temendoa noite que vinha.

E os rios também casavam / Com as risadas dos cascalhos.

E os rios também casavam / Com as risadas dos cascalhos.

Que pulando levianinho / Da vereda se soltavam.

Buscando o despenhadeiro.

Ah! Fortuna inviolável!

Nem o baque se escutou.

Faz um silêncio de morte.

No vão do despenhadeiro / O noivo se despenhou.

RESPONDA:
A que se refere o poeta com o verso As tribos rubras da tarde?


Explique como morreu cada um dos noivos e porque “a Serra do Rola-Moça Rola-Moça se chamou”.

d- Quantos versos tem o poema e em quantas estrofes estão distribuídos?

e- Dá-se o nome de “refrão” ao verso ou grupo de verso repetido após as estrofes. Qual o refrão de A Serra do Rola-Moça?

Por que o poeta diz várias vezes no texto que os noivos riam, riam até se razão?

que hora se desenvolve a cena? Esse momento pode ter tido alguma influência nos acontecimentos? Por quê?

A natureza participava da alegria dos noivos. Prove citando um verso.

Porque os noivos estavam naquele local?

Pode-se dizer que os noivos passavam por local seguro? Por quê? Cite um verso que se refira especificamente ao caminho que eles trilhavam.

O que o poeta quis dizer com o verso: Ah. Fortuna inviolável!
Como você explica a atitude do noivo ante a tragédia?


Que atitude você acha que ele deveria ter tomado?

Por que eles caminhavam um na frente e outro atrás?

COMPLETE CONFORME O EXEMPLO:

É melhor que eles não viajem à noite. (verbo viajar)

Eles fizeram sua viagem à noite. (substantivo viagem)

Como foi de via...em?

Se vocês via...assem pela manhã , seria melhor.

Boa via...em!

f- As via...ens à noite são sempre difíceis.

g- Quero que você via...e a cavalo.

Cuidado com a serra! São perigosas as via...ens noturnas.

Pretendes que via...emos sozinhos?

PASSE PARA O SENTIDO NEGATIVO COMO NO EXEMPLO:
O noivo conhecia os perigos do caminho.
O noivo desconhecia os perigos do caminho.
A noiva apareceu.
Todos o julgavam honesto.
Os noivos pareciam contentes.
Por tudo o que você me fez, eu o prezo.
Os lábios da noiva estavam corados.
Para mim, isso é uma honra.
Essas recomendações são necessárias.


IDENTIFIQUE A INTRODUÇÃO E O DESFECHO DO POEMA:
RESPONDA:
Com que finalidade Mário de Andrade escreveu o poema?
O enredo é dividido em duas partes. Que título você daria para:
- 1ª parte do enredo:
- 2ª parte do enredo:


FAÇA A CORRESPONDÊNCIA INDICANDO A ESTROFE EM QUE CADA NOTÍCIA SE ENCONTRA:
Os dois cavalgavam pelos atalhos da serra.
Havia grande tranqüilidade no alto da serra.
As nuvens avermelhadas estavam desaparecendo.
Os cascalhos soltos rolavam despenhadeiro abaixo.
( ) 3ª estrofe
( ) 5ª estrofe
( ) 2ª estrofe
( ) 4ª estrofe


UNA OS VOCÁBULOS GRIFADOS A SEUS SIGNIFICADOS:

Ah, Fortuna inviolável.
As nuvens se escondiam nos socavões.
O noivo se despenhou no vão do despenhadeiro.
Os cascalhos pulavam levianinhos.
Os cascalhos se soltavam da vereda.
Nem o baque se escutou.
( ) muito leves
( ) caminho
( ) tombo
( ) precipitou
( ) destino
( ) buracos


VAMOS UNIR OS VOCÁBULOS GRIFADOS A SEUS SIGNIFICADOS:

(a) serra
(b)casar
(c) fortuna
(d) razão
(e) estreito
f) salto
( ) riqueza
( ) montanha
( ) motivo
( ) catarata
( ) combinar
( ) apertado


EXPLIQUE DE OUTRO MODO A MESMA NOTÍCIA:

Os cascalhos se soltavam da vereda buscando o despenhadeiro.
As nuvens se escondiam temendo a noite que vinha.
Eles foram acidentados indo para casa.
É trabalhando que se vence na vida.
Fugindo é que eles não resolverão seus problemas.


SUBLINHE O PREDICADO NAS SEGUINTES ORAÇÕES:

A Serra não tinha esse nome.
Eles vieram para a vila.
Os dois estavam felizes.
Riam até sem razão.
Os cascalhos pulavam levianinhos.


Fonte: Sala de Aula. Visite !!!

Educação