sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sete pecados sociais

Alguém classificou assim os sete pecados sociais:
1- Política sem princípios;
2- Riqueza sem trabalho;
3- Prazer sem consciência;
4- Sabedoria sem caráter;
5- Indústria sem moral;
6- Ciência sem humildade;
7- Religião sem sacrifício.
Revista "Boa Nova" Pt

O problema com a mentira

Não é difícil descobrir que a Bíblia discorda frontalmente dessa ética escorregadia. O rei Salomão diz que os “lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor” (Provérbios 12,22). Uma abominação é algo revoltante.
O apóstolo Paulo não é menos enfático. Coloca os mentirosos na mesma lista com “parricidas e matricidas”, “impuros” e “raptores” (I Timóteo 1:9 e 10). Considera-os “transgressores e rebeldes (verso 9). O livro do Apocalipse (Apocalipse 21,27) une-se ao coro ...
1. A mentira destrói a liberdade e a dignidade das nossas vítimas porque é sempre manipuladora. Mentindo para alguém retiramos a sua capacidade de escolher racionalmente, de tomar uma decisão e de formar uma opinião com base em
informações exatas. Isso significa que estamos tratando as pessoas com desprezo, como objetos a serem trapaceados e enganados para nossos próprios fins egoístas.

2. A mentira danifica a liberdade das pessoas que se envolvem com ela, porque rapidamente se enredam na teia de seu próprio engano e manipulação. Abraão Lincoln disse: “Nenhum homem tem memória suficientemente boa para torná-lo um mentiroso bem sucedido”. Aqueles que dizem a verdade não precisam policiar-se para evitar os buracos que cravaram para si mesmos. Porém, os mentirosos continuam cavando mais fundo ao mentir cada vez mais, na tentativa de cobrir as falsidades anteriores.

3. A mentira destrói a confiança. Às vezes, é possível enganar as pessoas, mas geralmente não por muito tempo. A desconfiança e a suspeita aumentam exponencialmente quando se descobre uma mentira. Ninguém confia num mentiroso. E ninguém é mais desconfiado que um mentiroso. As pessoas que mentem com naturalidade não confiam nos outros. Supõem que sejam como elas mesmas.

4. A mentira prejudica o senso de valor do próprio mentiroso. Mesmo que seja possível enganar outras pessoas por algum tempo, é muito mais difícil lograr a nós mesmos. Posso trapacear com alguém, mas causo um grave dano a mim mesmo porque sei que sou falso e hipócrita.

5. A mentira destrói nossa relação com Deus. Essa pode ser a menor preocupação de alguém que se esforça para sair de uma enrascada. Mas, no fim, é o efeito mais devastador de todos...
O que há de tão ruim com uma mentirinha de vez em quando?
Por que a Bíblia insiste tanto em que se diga a verdade?
LORON WADE – do livro “Os Dez Mandamentos”

O Galo- Rubem Alves



Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e dizia para a bicharada do galinheiro:
_ Vou cantar para fazer o sol nascer...

Ato contínuo subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o horizonte e ordenava, definitivo:

_ Co-co-ri-có...

E ficava esperando.

Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo.

O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos, e dizia:

_ Eu não disse?

E todos ficavam boquiabertos e respeitosos ante poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém ousava duvidar, porque tinha sido sempre assim. Também o galo pai cantava pra fazer o sol nascer, e também o galo avô...

Aconteceu, entretanto, que o galo certo dia perdeu a hora (fora dormir muito tarde), e quando acordou o sol já estava lá, brilhando no meio do céu, sem necessidade de canto de galo algum que o fizesse nascer. E desde este dia em diante o galo foi acometido de uma incurável tristeza, por saber que o sol não nascia pelo encanto do seu canto, e os bichos foram acometidos de uma maravilhosa alegria por saberem que não precisavam mais do galo pra haver outro dia...


COMENTÁRIO

O texto de Rubem Alves apresenta um personagem que se considerava importante, o galo. Todos os outros animais o consideravam muito poderoso e o “respeitavam”, pois o galo detinha um poder exclusivo. Com este poder o galo controlava o comportamento e mantinha o comando perene. O galo recebeu um poder outorgado, tanto seu pai como seu avô tiveram o mesmo poder. Acreditou no que ouviu dizer e nunca investigou para ver se era verdade. No dia em que dormiu e perdeu a hora, ficou surpreso porque o sol não necessitou do seu canto. Sentiu-se inútil, entristeceu. O mesmo não aconteceu com os outros animais do galinheiro. Quando notaram que o sol era um fenômeno natural, e que não precisam do cantar do galo, sentiram-se livres e perderam a admiração que tinham por ele. O líder, todo poderoso não era nada poderoso. Ele havia se apoderado de um poder que não era seu (fazer o sol nascer), como as pessoas que roubam idéias dos outros ou que ocupam cargos públicos como se fossem ocupar essa tarefa para sempre. Muitas vezes agimos como o galo, queremos comandar as pessoas, queremos que façam nossas vontades, desejamos ser servidos, que nos rendam homenagem, quando essas pessoas se negam ficamos bravos ou tristes, nos decepcionamos com elas. O galo é apena um símbolo. Ele representa a pessoa egocêntrica, a mentirosa, que faz de tudo para ter o mundo girando a seus pés.

PENSAMENTO

Quando os homens pensam que são como deuses, geralmente são muito menos que homens. D.H. LAWRENCE – escritor inglês, (1742 – 1930)


SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
1- Adaptar o texto para teatro e fazer a apresentação.
2- Desenhar o texto em quadrinhos e expôr as imagens.
Fonte:http://piquiri.blogspot.com/ Visite o blog da Teresinha é muito rico
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.

As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.

Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.

A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.

Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.

Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.

Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.

Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registrados em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SOTAQUES DAS DIVERSAS REGIÔES DO BRASIL

SOTAQUES DAS DIVERSAS REGIÔES DO BRASIL- O ASSALTANTE

ASSALTANTE BAIANO
Ô meu rei... ( pausa )
Isso é um assalto... ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não..( outra pausa )
Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ..
Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa )
Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.
Não esquenta, meu irmãozinho, ( pausa )
Vou deixar teus documentos na encruzilhada .


ASSALTANTE MINEIRO
Ô sô, prestenção
issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha mão tá chein de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje.
Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!


ASSALTANTE CARIOCA
Aí, perdeu, mermão
Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto .
Passa a grana e levanta os braços rapá .
Não fica de caô que eu te passo o cerol....
Vai andando e se olhar pra tras vira presunto


ASSALTANTE PAULISTA
Pô, meu ...
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu .
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, Pô, se manda, meu


ASSALTANTE GAÚCHO
O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.


ASSALTANTE DE BRASILIA
Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS, PIS, COFINS, CPMF...

Email recebido de uma amiga....
vale a pena rir de quem ri do povo
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O JORNAL NA SALA DE AULA


I. APRESENTAÇÃO:

O uso do jornal em sala de aula indica um novo contorno do pensar e agir por meio da leitura e da manipulação do jornal na escola. Permite, principalmente para novos leitores, a chance de acesso ao recurso jornal, como um estímulo ao prazer de ler, vincula a realidade social e a natural concepção de alternativas para demonstração de atitudes cidadãs, por parte dos leitores, diante das informações por ele veiculadas. Consiste em promover, nas salas de aula, a leitura com mais prazer, com o manuseio de jornais do dia ou de dias anteriores.
A idéia de utilizar o jornal como um instrumento pedagógico e levá-lo para dentro da sala de aula transforma-o em uma ferramenta prática para a motivação do ensino e forma cidadãos mais informados e participantes.



II. OBJETIVOS:
· Fornecer a escola um recurso pedagógico dinâmico, permanentemente atualizado e viável na sala de aula.
· Promover a leitura crítica do aluno e maior proximidade com o veículo jornal.
· Promover a utilização do jornal como veículo de formação de cidadania.
· Incorporar novos conhecimentos via leitura de matérias jornalísticas.
· Motivar o aluno a participar de pesquisas na comunidade a partir de temas estudados na sala de aula gerados através do jornal.
· Facilitar o manuseio da informação, desenvolvendo o senso crítico e criativo do aluno.
· Incentivar melhor domínio e manejo da linguagem oral e escrita.
· Proporcionar a interdisciplinaridade e a sociabilização.
· Incentivar a prática da reflexão, comparação, análise, síntese e conclusão das informações e conhecimento adquiridos.
· Viabilizar a atuação do jornal como recurso de apoio didático.
· Democratizar as informações e gerar ações sociais mais freqüentes nas escolas.
· Questionar a realidade social, favorecendo a formação de opinião melhor embasada, levando a mudanças de posicionamento e atitudes.
· Desenvolver no aluno o gosto pela leitura a aprofundamento na interpretação e compreensão.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

PORTUGUÊS – ATIVIDADE 1


I. CONHECENDO O JORNAL

II. OBJETIVOS:
Ø Conhecer a estrutura geral de um jornal, como sua divisão em cadernos, seções, colunas, dando-se ênfase especial aos indícios que os marca.
Ø Conscientizar os alunos quanto à variedade de informações de jornais.
Ø Distinguir notícias de informes utilitários (ou serviços) e publicidade de classificados.
Ø Localizar os lugares de venda e os lugares de consulta e leitura onde jornais ficam à disposição de leitores.
Ø Entrevistar o jornaleiro.

III. DESENVOLVIMENTO:
1. Na Biblioteca, dividir a turma em grupos;
2. Cada grupo deve ter um jornal para análise;
3. Localizar:
Ø o nome do jornal;
Ø a periodicidade;
Ø local e data de publicação;
Ø preço;
Ø formato;
Ø manchetes.

IV. EU, JORNALISTA POR UM DIA:
1. Vá a uma banca de jornais próxima a sua casa, entreviste o(a) jornaleiro(a) e produza um texto registrando os dados obtidos através da pesquisa. Veja o que pesquisar:
Ø Relação de títulos de jornais mais vendidos naquele local;
Ø Tipos de notícias preferidas pelos homens e pelas mulheres;
Ø Um episódio interessante de um leitor/consumidor, acontecido na banca;
Ø Editorias (cada uma das seções do jornal). A mais curiosa;
Ø Os encartes que acompanham os principais jornais do estado;
Ø Na banca, são vendidos jornais de quais estados brasileiros.

2. Comente ainda:
Ø O que você aprendeu com essa estratégia;
Ø Que dificuldade encontrou;
Ø O que lhe ajudou a resolver essa(s) dificuldade(s).
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“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.”
Mário Quintana

SUGESTÕES 2

PORTUGUÊS – ATIVIDADE 2


I. FOLHEANDO JORNAIS

II. OBJETIVOS:
Ø Estabelecer novo contato com a riqueza de assuntos dos jornais;
Ø Despertar a curiosidade dos alunos por esses impressos;
Ø Estimular os alunos a encontrar preferências por assuntos tratados nos jornais.

III. DESENVOLVIMENTO:
1. Formar os grupos de estudo – Biblioteca;
2. Favorecer a troca de idéias e de discussões entre os participantes do grupo;
3. Distribuir o material aleatoriamente;
4. Os alunos deverão folhear os jornais à vontade, discutir o seu conteúdo e formar um juízo de valor ou de apreciação;
5. Os grupos classificarão o conteúdo do jornal e destacarão o que lhes interessa ou não, justificando suas posições. Anotar as conclusões para a apresentação oral;
6. Cada grupo apresentará rapidamente suas conclusões. É um trabalho oral e informal.

IV. EU, JORNALISTA POR UM DIA:
Ø Registro das conclusões:
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Ø Redigir uma crônica sobre as diferentes maneiras de ler o jornal.
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Ø Em atividade lúdica, teatral, utilizar a mímica em cenas manipulando um jornal para uma leitura rápida ou detalhada.

“A leitura engrandece a alma.”
Voltaire


O JORNAL NA ESCOLA – PORTUGUÊS – ATIVIDADE 3


I. NOTÍCIAS E PUBLICIDADE:

II. OBJETIVOS:
Ø Proporcionar aos alunos a oportunidade de aprofundarem aos poucos, seus contatos com jornais;
Ø Iniciar um trabalho de levantamento e classificação de dados;
Ø Distinguir notícia de informes utilitários (ou serviços) e publicidade de classificados;

III. DESENVOLVIMENTO:
1. Cada grupo deve ter um exemplar de jornal e escolher, dentre as publicações, títulos de temas variados;
2. Pesquisar e registrar o significado de:
a) notícia: __________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
b) informes utilitários ou serviços: ______________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
c) publicidade: _______________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
d) classificados: _____________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Separar as notícias (e informações) dos informes utilitários e da publicidade, juntamente com as fotos que as ilustrem e suas respectivas legendas;
4. Classificar os recortes por tema ou área e colar em uma folha;
5. Apresentar oralmente, classificando o recorte e comentando o assunto publicado.
6. Comentar as fotos e suas legendas, estabelecendo relação entre elas e a notícia e / ou informe, publicidade, classificado.
7.
Escolher uma notícia, colar no espaço abaixo e identificar os seguintes elementos:

a) O fato (o que aconteceu) _____________________________________________________
____________________________________________________________________________
b) Lugar (onde aconteceu) _____________________________________________________
____________________________________________________________________________
c) Participantes (os envolvidos no fato) ___________________________________________
____________________________________________________________________________
d) Tempo (quando aconteceu) ___________________________________________________
____________________________________________________________________________
e) Por que aconteceu (as causas) ________________________________________________
____________________________________________________________________________
f) Para que aconteceu o fato (a finalidade)_________________________________________
____________________________________________________________________________


“A leitura leva o leitor para longe da ignorância verbal;
abre-lhe a mente para o raciocínio lógico e crítico.”
(Autor desconhecido)
PORTUGUÊS – ATIVIDADE 4


I. CONHECENDO OS CADERNOS DO JORNAL

II. OBJETIVOS:
Ø Aprofundar o conhecimento dos jornais através do estudo dos cadernos e seções;
Ø Conhecer os indícios que marcam os cadernos;
Ø Conhecer os signos que marcam os cadernos;
Ø Aprofundar a conceituação de caderno;
Ø Distinguir caderno de seção.


DESENVOLVIMENTO:
Ø Trabalhar com o exemplar de um dia da semana para cada grupo;
Ø Anotar os nomes dos cadernos do jornal e fazer uma lista dos temas de que eles tratam. Concluir que os cadernos podem estar divididos em seções.
Ø Com o material levantado preencher o quadro:


Jornal pesquisado: ___________________________________________ Data: ___/____/____

Nome do caderno

Assunto

Página(s)


Ø ATIVIDADE:

JOGO
Cada grupo está com um jornal inteiro e deve preparar um trabalho para o grupo rival, assim organizado:
Supondo que tenham A Tribuna, 09/08/2008, sábado, fazem o quadro abaixo, indicando as seções e o grupo rival deve localizá-las e indicar seus nomes e as páginas em que se encontram, no quadro abaixo:


Jornal pesquisado: A Tribuna Data:
perguntas
Nome do caderno
Página(s)
Atrativos para estagiários Economia

Grupo 2
Grupo 1


As regras do jogo devem ser fixadas pela classe e escritas. Pode fixar, por exemplo: o número de perguntas, tempo máximo tanto para elaborar as questões como para o outro grupo resolver e o primeiro conferir. Quem será o grupo vencedor: o que elabora? O que responde?

Registro das regras:
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A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça,
a quase totalidade, não sente esta sede.Carlos Drummond de Andrade

Carla Eduarda e Marilda

O JORNAL NA ESCOLA – PORTUGUÊS – ATIVIDADE 5


I. SÍNTESE ESCRITA DO CONTEÚDO DOS CADERNOS

II. OBJETIVO:
Ø Aprender a redigir sínteses a partir do exame de conteúdos de cadernos de jornais.

III. DESENVOLVIMENTO:
Cada grupo deve trabalhar com um jornal completo, usando um dia diferente da semana de um mesmo periódico, no caso A Tribuna.
Fazer um levantamento dos cadernos;
Os grupos devem dividir entre si os cadernos que saem diariamente de modo que cada equipe fique com a análise de um só desses cadernos;
Analisar os cadernos e fazer uma lista das suas seções;
Com essa lista preliminar escrever um texto sintético sobre o conteúdo do caderno. (Ver o modelo abaixo).
Cada equipe lê o seu texto;
Um texto é escolhido para ser escrito no quadro, onde é corrigido pela classe, com a supervisão do professor. Deve ser reescrito, se houver necessidade.

MODELO:

Revista da TV aos domingos
Os bastidores da televisão estão neste caderno. O acompanhamento das cenas mais emocionantes das novelas e séries nacionais, o bate-papo informal com os atores e atrizes falando sobre os seus personagens e ainda o resumo do que vai acontecer durante a semana.l


Síntese escrita do conteúdo do caderno: ____________________________________________
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"A leitura amplia e integra os conhecimentos. Quem lê, constrói sua própria ciência;
quem não lê, memoriza elementos de um todo que não se atingiu."
(RUIZ, J. A. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos)


O JORNAL NA ESCOLA – PORTUGUÊS – ATIVIDADE 6


I. ESTUDO DOS CLASSIFICADOS

II. OBJETIVOS:
Ø Conhecer os diferentes tipos de classificados;
Ø Conceituar de forma genérica o que é um classificado;
Ø Produzir classificados utilizando uma linguagem bem sintética.

DESENVOLVIMENTO:
1. Pesquise e escreva uma definição de “Classificado”
2. Observe a linguagem utilizada nos textos dos Classificados;
3. Analise os termos e abreviaturas que aparecem nas ofertas de emprego;
4. Considerando a definição, pesquise no caderno dos Classificados:
a) três ofertas de emprego, cuja exigência seja apenas o ensino médio completo;
b) três ofertas de emprego, cuja exigência seja apenas o ensino fundamental completo;
c) Agora, responda:
Ø Quais são os empregos mais procurados e os requisitos exigidos para o cargo?
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d) A linguagem dos textos dos classificados é própria e característica. Por quê?
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5. Produção de classificado:
Ø Crie um classificado de emprego oferecendo o seu trabalho. Imagine que já esteja apto(a) a trabalhar. Pense naquilo que você faz melhor!


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“A leitura não é uma atividade elitizada, mas uma ferramenta de transformação social dos indivíduos." (Julian Correa)
MODELO:
Revista da TV aos domingos
Os bastidores da televisão estão neste caderno. O acompanhamento das cenas mais emocionantes das novelas e séries nacionais, o bate-papo informal com os atores e atrizes falando sobre os seus personagens e ainda o resumo do que vai acontecer durante

A HISTÓRIA DA ÁRVORE DO PARAÍSO

No início do mundo, o Grande Criador plantou um jardim.
Inúmeras plantas formosas cresciam em cada um dos seus diferentes campos.

Havia jardins de florestas, completamente cobertos de musgo verde e campainhas ondulantes, que acenavam timidamente ao vento. Pequenos seres povoavam estes jardins, farejando e sussurrando a toda a hora.

Havia jardins de pradarias cheios de ervas oscilantes, que os animais percorriam com passadas graciosas.
Havia também jardins subaquáticos, para os seres do mar profundo.

Tinham folhas roçagantes, arrastadas pelas correntes, e misteriosas flores de pétalas tremulas.
Os mais belos de todos eram os jardins de árvores.

Eram tão altas que tocavam o céu.

Nessas árvores, os pássaros todos faziam os seus ninhos. Os ramos, cheios de folhas, enchiam-se de trilos e chilreios, de gorjeios e assobios, de melodias trinadas, que caíam em sonora cascata para deleite do mundo.
O Grande Criador pediu aos homens que tomassem conta do mundo e construíssem para si próprios casas simples e seguras, num dos jardins de que gostassem.Mas o tempo foi passando e as pessoas tornaram-se cada vez mais ambiciosas…

— Vamos construir CASAS MAIORES! — disseram.
— Há materiais de construção em abundância para usarmos como quisermos.
Em breve começaram a construir palácios.
Cada novo edifício era mais alto do que o anterior e os palácios eram feitos cada vez com mais magnificência.
As suas salas às centenas estavam cheias de todo o tipo de luxos… mas a ambição das pessoas não conhecia limites.
Os jardins do mundo foram caindo em ruínas, cada um deles imagem da mais desoladora devastação.
Todas as árvores tinham sido abatidas.
Os pássaros agitavam-se tristemente no chão frio, tentando, com desespero, construir novos ninhos.
As suas canções foram silenciadas.
Então, do alto do seu palácio, uma criança olhou para o mundo devastado e chorou.

— Desce à terra — sussurrou-lhe, por entre o vento, a voz do Criador.
— Lá encontrarás uma semente, que deves semear num local onde possa crescer em segurança.
A correr, a criança desceu as escadas em caracol da torre do palácio.

Pousada na terra, estava uma semente castanha, enrugada, feia.
A criança pegou na semente com delicadeza.
— Onde poderei semeá-la em segurança? — perguntou-se.
Foi caminhando, caminhando, até que chegou a uma vala na qual uma lama escura corria lentamente e alguns juncos balançavam no vento frio.

— Coloca-a aqui, onde nunca ninguém vem!

— parecia sussurrar o vento.E foi ali que a menina enterrou a semente.
Devagar, em silêncio e completamente invisível, a semente começou a germinar.

Cresceu e fez-se uma árvore forte. Sob os seus ramos, outros jardins começaram a florescer. Em breve, as criaturas reuniram-se à sua volta.
A árvore cresceu mais alto do que todos os palácios.

Os pássaros voavam por entre os seus ramos e aí construíam os ninhos.
Cresceu tanto, que chegou ao Paraíso.

E quem assim o desejasse, poderia subir pelos seus ramos até ao Jardim do Paraíso do Grande Criador.

Mary Joslin

Poesia em papel almaço da venda




Para as crianças que não regressaram da Escola, no Haiti


A ouvir “Rondine al nido”

Esperei em vão mas não vieste

O regresso não teve mar brilhante

nem Ítaca nem Penélope

Andorinha

que o sol secou as asas

no pó do chão

A minha varanda está deserta

O silêncio ao redor

não é o do azul céu

não bate já com tuas asas

Não poderei beijaros teus cabelos crespos

a forma clara

do teu corpo negro, filho

ou filha que a escola me escondeu.


16/1/2010


via Confeitaria Cristã
Postado por Sammis Reachers em:

AS TRÊS ÁRVORES - Poema de Myrtes Mathias


Era uma vez, no meio da floresta,
três árvores, que conversavam:
- Quando eu crescer – dizia a primeira
– quero ser transformada no berço
de um príncipe,de um herdeiro real.
A segunda arvorezinha,
pequena aventureira,
falou:
- Eu quero ser um barco, grande e forte,
desses que singram os mares do norte,
levando tesouros e riquezas.
- E tu – perguntaram à menor delas
– nada vais ser?
- Oh! estou feliz de ser o que sou!
Quero ser sempre árvore,
no alto da montanha, apontando para o meu Criador...
O tempo passou.
Vieram os homens,
e levaram a primeira arvorezinha.
Mas não fizeram dela
nenhum berço trabalhado.
Pelo contrário, mãos rudes a cortaram
transformando-a numa manjedoura,
onde os animais vinham comer.
E, ao ver-se ali,no fundo da estrebaria,
a pobre árvore gemia:
- Ai de mim! tantos sonhos transformados
num simples tabuleiro de capim!
Mas, lá do Alto, uma voz chegou:
- Espera e veráso que tenho preparado para ti.
E foi assim que,
numa bela noite de verão,
na estrebaria, uma luz brilhou,
quando alguém, se curvando sobre a manjedoura,
nela colocou um neném envolto
em faixas e paninhos.
Oh! era tão jovem a mãe,
tão lindo o pequenino,
que, se lágrimas tivesse,
teria chorado de emoção!
Principalmente, quando ouviu os anjos
e compreendeu:
- Que lindo destino o meu!
Em mim dorme mais que um príncipe,mais que um rei – o meu Deus!
O tempo passou, passou...
Da segunda árvore a vez chegou.
Levaram-na para os lados do mar.
Mas, oh! decepção!
Nada de grande navio, nem mesmo um barco
de recreio.
Simplesmente,
humilhantemente,
um barco de pescar.
- Ai de mim!
Que foi feito dos grandes sonhos meus?
Viagens, tesouros,
alto-mar?
- Espera e verás o que tenho para ti
–a árvore pareceu ouvir,
enquanto na praia alguém acenava,
pedindo para ser transportado.
Que olhar sublime!
Que poder na voz, ao ordenar:
- Pedro, lança outra vez a tua rede ao mar!
A pesca maravilhosa aconteceu,
e o barquinho estremeceu:
Que maior tesouro poderia transportar
que o Soberano do céu,o Senhor de toda a terra,o próprio Dono do mar?
Mas, eis que chega a vez
da última arvorezinha,
aquela que desejara apenas
ser árvore apontando para Deus.
Havia um prenúncio de tragédia,
já na face daqueles que a foram procurar.
Eram homens taciturnos, revoltados,
que a desbarataram apressadamente,
como se o trabalho lhes causasse horror.
Levaram-na para a cidade,
cortaram-na em duas partes,
que negros pregos uniram,dando a forma de uma cruz.
- Deus do céu! Que aconteceu comigo?
Eu, que desejei apenas ser
um marco amigo,a
apontando o teu céu de luz?
Por que me transformaram nesta cruz?
Mas o consolo chegou também ali:
- Espera e verás
o que tenho preparado para ti.
Vieram os soldados,
levantaram a cruz,
e a puseram sobre os ombros
de um homem coroado.
Só que a coroa que ele trazia,
não era de ouro nem de pedrarias:
era de espinhos!
Uma horrível coroa,
que fazia cair
pelos caminhoso sangue daquele estranho
condenado,
que não blasfemava,
não fugia,
cuja face macerada refulgia,
mesmo sob o sangue e o suor!
Mas havia uma dor maior naquela face,
mais profunda que a dos espinhos,
da carne rasgada pelos açoites,
do peso que fazia tropeçar.
Dor maior, jamais contemplada,
atravessou a cidade,
subiu o monte Calvário,
foi levantada na cruz.
Dor antiga, antes do início do mundo,
erro de todos os homens,
miséria de toda a terra,
ausência do próprio Deus.
Uma dor só entendida quando
o sublime condenado,
erguendo os olhos ao céu
e, como quem rasga a alma,
num grande brado, indagou:
- “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”
E a resposta chegou,
na terra, que escureceu,
nos mortos, que ressurgiram,
no véu do templo rasgado,
na exclamação do soldado:
“...este era o Filho de Deus!”
Naquele instante de treva,
do silêncio mais profundo,
para a árvore fez-se luz.
Ali estava seu sonho
para sempre eternizado:
para perdão dos pecados,
a partir daquele instante,
os homens se voltariam,
como único recurso,
sempre, sempre, para a cruz.
E assim entrou para a história,
com a sorte bela,inglória,
que dupla missão encerra:
aos homens aponta o céu,
a Deus lembra a dor da terra...
Assim eu, também, Senhor,
gostaria de saber:
Por que foi que vim aqui?
Para dócil obedecer o que traçaste pra mim?
Mas, seja qual for meu destino
–berço, barco, triste cruz –
dá-me a graça, Jesus,
de em tudo compreender
que o importante é teu Plano,
a mim cumpre obedecer.
Seja berço do Menino,
todo hosana, graça e luz;
barco para teus milagres,
seja a vergonha da cruz,
o que importa é teu reino,a tua glória, Jesus!
Do livro Encontro Marcado (Editora JUERP, 1981).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A moça e a vasilha de leite

A Moça e a Vasilha de Leite

"Uma moça ia ao mercado equilibrando, na cabeça, a vasilha do leite. No caminho, começou a calcular o lucro que teria com a venda dele.
- Com este dinheiro, comprarei muito ovos. Naturalmente, nem todos estarão bons, mas, pelo menos, de três quartos deles sairão pintinhos. Levarei alguns para vender no mercado. Com o dinheiro que ganhar, aumentarei o estoque dos ovos. Tornarei a pô-los a chocar e, em breve, terei uma boa fazenda de criação. Ficando rica, os homens, pedir-me-ão em casamento. Escolherei, naturalmente, o mais forte, o mais rico e o mais bonito. Como me invejarão as amigas! Comprarei um lindo vestido de seda, para o casamento e, também, um bonito véu. Todos dirão que sou a noiva mais elegante da cidade.
Assim pensando, sacudiu a cabeça, de contentamento. A vasilha do leite caiu ao chão, o leite esparramou-se pela estrada e nada sobrou para vender no mercado."
(Não se deve contar com o ovo quando ele ainda está dentro da galinha)
Baseada em uma fábula de EsopoFernando Kitzinger Dannemann

SUGESTÕES PARA O PROFESSOR:
A fábula é um pequeno texto fácil de ser compreendido. As sugestões sobre o estudo desta fábula devem ser adaptadas de acordo com o grau de dificuldade e de escolaridade dos alunos. O professor também pode diversificar as atividades em cada turma.
1- ORALIDADE:
a- Você conhece a fábula “A Moça e a Vasilha de Leite”?
b- Quem é o autor do texto?
c- Conhece outras fábulas desse autor? Quais?
d- Leitura do Professor
e- Leitura do Aluno
2- DIVISÃO DA ESTRUTURA:
a- Situação inicial:
b- Obstáculo:
c- Tentativa de solução:
d- Resultado final:
e- Moral:

3- QUESTÕES SOBRE O TEXTO:
a- Quem é a personagem principal?
b- Quais as características desta personagem?
c- Existem personagens secundários?
d- Há um narrador? Quem?
e- Onde o fato aconteceu?
f- Identifique no texto palavras que expressem lugar.
g- Identifique palavras que dão pistas da época em que os fatos
aconteceramh- Quais os verbos do texto que indicam as ações da moça?

4- ARGUMENTAÇÃO:
a- Por que a moça não concretizou seus sonhos?
b- Qual a importância de se planejar o que se quer conquistar na vida?
c- Quando uma pessoa deve iniciar os planos para sua vida?
d- Você tem planos para sua vida? Se tiver, especifique alguns.
e- O que fazer quando algo não acontece conforme planejamos?
f- Como você explica a moral do texto: ” Não se deve contar com o ovo quando ele ainda está dentro da galinha”?
g- Escreva outra moral para o texto.

5- EXPRESSÃO ESCRITA:
a- Reescrever o texto em forma de teatro – para ser representado.
b- Escrever um texto falando dos planos para sua vida
c- Escrever uma fábula de acordo com a estrutura:
- Situação inicial:
- Obstáculo:
- Tentativa de solução:
- Resultado final:
- Moral:
d- Leitura dos textos escritos
5- EXPRESSÃO ESCRITA:
a- Reescrever o texto em forma de teatro – para ser representado.
b- Escrever um texto falando dos planos para sua vida
c- Escrever uma fábula de acordo com a estrutura:
- Situação inicial:
- Obstáculo:
- Tentativa de solução:
- Resultado final:
- Moral:
d- Leitura dos textos escritos 6- PESQUISA
(Apenas uma página)(Um tema para cada dupla)
a- Aleitamento materno
b- Amas de leite
c- Bancos de leite materno
d- Osteoporose
e- Lactose
f- A farra do boi
g- Dia de São Firmino, em Pamplona, Espanha
h- A vaca, na Índia
i- Leite de soja e seus derivados
j- Leite de búfala
k- Leite de cabra
l- Receitas feitas com leite de vaca
m- Ordenha manual e ordenha mecânica
n- Regiões produtoras de leite.
o- Melhore raças bovinas na produção de leite
(A pesquisa poderá ser explicada pelos alunos)

7- CONCURSO DE FRASES SOBRE O LEITE.
a- Escrita individual
b- Escolher as 3 melhores de cada sala para uma premiação simbólica.

8- PODUÇÃO DE POESIAS

9- EXPRESSÃO ARTÍSTICA
Expressar em desenhos o texto “A moça e a vasilha de leite” e os “textos teatrais” escritos em equipe.

10- FOTOGRAFIA
a- mulheres amamentando;
b- Animais amamentando.
c- Crianças e adultos bebendo leite
11- ENCERRAMENTO:
a- EXPOSIÇÃO:
- textos pesquisados
- das frases vencedoras
- dos textos teatrais escritos
- Dos desenhos
- das fotos
- das poesias escritas
b- DRAMATIZAÇÃO
Em equipe, representar o texto “A moça e a vasilha de leite” e os “textos teatrais” escritos em equipe.
c- PREMIAÇÃO PARA AS MELHORES DE CADA CATEGORIA
- Primeiro colocado - um pacotinho de doce de leite.
- Segundo colocado - um pacotinho de bala de leite
- Terceiro colocado - um pacote de bolacha de leite

d- confraternização com doces feitos pelos alunos:
- Pudim de leite
- Doce de leite
- Balas...
d- confraternização com doces feitos pelos alunos:
- Pudim de leite
- Doce de leite
- Balas...

IMAGENS PARA PRODUÇÃO DE TEXTO

Felicidade Clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.
Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998
Clarice Lispector
EXPLORAR:

ENREDO: de seqüência linear com grande carga psicológica.
ÉPOCA E DURAÇÃO: não são precisas
PROTAGONISTA: a narradora que sofre sozinha. Daí o nome felicidade clandestina
ANTAGONISTA: a dona do livro
PERSONAGEM SECUNDÁRIA: a mãe
TEMPO ÉPOCA: o ontem - 25 anos atrás, As Reinações de Narizinho - cortiço e pobreza em oposição a riqueza e bens.
TEMPO DURAÇÃO: algumas semanas
ESPAÇO: Recife, o portão da casa da menina rica
NARRADOR: em 1ª pessoa – a protagonista – mostra seu sofrimento interior por não conseguir seu objeto de desejo, o livro. Esse sofrimento se expressa fisicamente, pelas olheiras. Depois mostra seu prazer em tê-lo pelo tempo que quisesse.
CLASSES SOCIAIS: duas, a rica e a pobre
PRECONCEITO: contra pessoas gordas – contra pessoas pobres
ATÉ O 3° PARÁGRAFO: apresenta a descrição das personagens
RELACIOMENTO: a mãe da menina rica não conhecia a filha que tinha
EXPRESSÕES DE TEMPO: até que, no outro dia, no dia seguinte
DESENHO DO TEXTO: em história em quadrinhos.
LEITURA - Reinações de Narizinho - (monteiro Lobato)

Maria Vai-com-as-outras

Era uma vez uma ovelha chamada Maria.
Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também.
As ovelhas iam para baixo Maria ia também.
As ovelhas iam para cima, Maria ia também.
Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.
Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.
- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação.

Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!
Maria ia sempre com as outras.
Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.
Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló,

Maria comia também. Que horror!
Foi quando de repente, Maria pensou:
“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”
Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.
Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa.

Todas as ovelhas pularam.
Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé!

Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!
E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé!

Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.
Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.
Sylvia Orlof

Sylvia Orthof nasceu em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, em 1932, e faleceu em 1997. Ao longo de sua vida, publicou cerca de 120 livros para crianças, desde a estréia, em 1981, com Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro. Recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura Infantil pelo livro A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda, em 1983, e o Prêmio Ofélia Fontes, pela coleção Assim é se lhe parece, junto com Angela Carneiro e Lia Neiva, em 1995, entre outros
.

ATIVIDADES GRAMATICAIS:
Encontre no texto:
(No primeiro parágrafo) dois verbos no passado.
Dois artigos indefinidos
Três substantivos próprios.
(No primeiro e segundo parágrafos) dois advérbios indicando lugar.
Um advérbio de tempo.
Um verbo na terceira pessoa do plural que indique tempo passado.
Uma oração interrogativa. Escreva-a.
Uma expressão de admiração contida no texto.
Um numeral cardinal.
Um substantivo feminino no plural.
Cinco substantivos comuns.
Uma qualidade para lugar.
QUESTÕES SOBRE O TEXTO:
O texto apresentado é narrativo ou descritivo? Explique.
Quem escreveu o texto?
Quem conta a história?
Descreva as características da personagem principal e diga o que acha dela.
Qual sua opinião a respeito das outras ovelhas?
Maria ficou doente duas vezes: Quando?
Quando Maria tomou consciência de que imitava as outras ovelhas?
Em que momento houve uma mudança na atitude de Maria?
Como você explica a última frase do texto?
Escolha a frase mais marcante da história e copie-a.
Qual a frase do texto que é narrada em primeira pessoa? Copie-a.
Invente um outro nome também adequado para esta história.
O que você pensa das pessoas que são “Maria vai-com-as-outras”?
Você já foi Maria vai-com-as-outras” algum dia? Quando? Por quê?
Qual a comida que você não gosta? Por quê?
Reescreva a história mudando título, locais, nomes, animais, alimentos...
Resuma o texto
Um desenho para colorir:
Faça uma pesquisa sobre o Pólo Sul.

Encontrei essas preciosidades no blog da Teresinha.. visitem

http://piquiri.blogspot.com/search/label/Interpreta%C3%A7%C3%B5es%20II

sábado, 6 de fevereiro de 2010

BONS HABITOS


Projeto de Leitura- sugestoes de atividades

Apresentação:

Visando aperfeiçoar e valorizar o cidadão através das linguagens artística, literária e histórica, a partir da compreensão do seu papel enquanto sujeito histórico, o projeto enfoca o ato de ler como ponto de partida para a construção do pensamento lógico, com isso, possibilitando a capacitação do aluno em construir suas relações diante do mundo.

Trata-se de um projeto de prática de leitura onde os alunos levarão para casa uma sacola contendo alguns livros de estórias infantis e um caderno de registro, onde terão que registrar e recontar a estória lida; usando escrita, colagem, desenhos e tudo que a imaginação mandar.Depois, cada aluno apresentará sua criação aos colegas.

Justificativa:

As estórias estão presentes em nossa cultura há muito tempo e o hábito de contá-las e ouvi-las tem inúmeros significados. Está relacionado ao cuidado afetivo, à construção da identidade, ao desenvolvimento da imaginação, à capacidade de ouvir o outro e à de se expressar. Além disso, a leitura de estórias aproxima a criança do universo letrado e colabora para a democratização de um de nossos mais valiosos patrimônios culturais: a escrita.

Por isso, é importante favorecermos a familiaridade das crianças com as estórias e a ampliação de seu repertório. Isso só é possível por meio do contato regular dos pequenos com os textos, desde cedo, e de sua participação freqüente em situações diversas de conto e leitura. Sabe-se que os professores são os principais agentes na promoção dessa prática – e a escola, o principal espaço para isso.

Esse projeto visa fazer com que o aluno tenha prazer em ler e consiga transmitir ao outro o que leu. Assim, o livro deve ser mostrado e aberto com dimensão do prazer e da alegria, para que o aluno perceba que ler é uma viagem maravilhosa e não apenas mais uma das atividades de escola.

Público-alvo:Todos os alunos do ensino fundamental.
Objetivos:

• Proporcionar situações de leitura compartilhada.
• Aproximar os alunos do universo escrito e dos portadores de escrita (livros e revistas) para que eles possam manuseá-los, reparar na beleza das imagens, relacionarem texto e ilustração, manifestar sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler.
• Fazer com que construam o hábito de ouvir e sentir prazer nas situações que envolvem a leitura de estórias.
• Familiarizá-los com estórias e ampliar seus repertórios.
• Participação em situação de conto e leitura de estórias.
• Escuta atenta e interessada de estórias.
• Observação e manuseio de livros.
• Desenvolver no aluno a facilidade de se expressar em público, inicialmente, perante aos colegas de sala.
Metodologia básica:
• Haverá uma sacola com diferentes livros de estórias e um caderno de registros. Os alunos, que serão sorteados, levarão a sacola para casa, por três dias. O aluno deverá ler um ou mais livros da sacola e depois fazer um registro no caderno, que poderá ser através da escrita, de desenhos, montagem, colagem ou alguma outra forma criativa que ele preferir.
• Depois, na sala de aula, o aluno poderá apresentar para os colegas o livro que leu e o seu registro.
• Também poderá ser apresentado na forma teatral, se o aluno quiser.Conteúdo dos trabalhados
• Português – literatura através da leitura e do registro que ele terá que fazer.
• Produção textual – o aluno poderá produzir outros textos usando o que foi lido, em forma de poesia, narrativa e teatro.
Cronograma:
• Durante todo o ano letivo
Avaliação:
Ocorrerá durante todo o processo, a partir da observação direta das atitudes do aluno-leitor no seu cotidiano, e da avaliação de leitura e interpretação de texto do aluno, no dia-a-dia.
SUGESTÃO Nº. 2
Consiste em uma espécie de livrinho com fichas, que contém dados como: Nome do livro, do autor, da editora, do ilustrador, data em que o livro foi lido pelo aluno e um espaço para registro (escrito ou desenho) da história lida. Essas fichas são preenchidas a cada empréstimo de livros feito na biblioteca da escola pelo aluno. Sugestão: emprestar um livro por semana. No final do ano, o professor terá o controle de quantos livros o aluno leu.
SUGESTÃO Nº.3
MURAL DE INDICAÇÕES
O professor confecciona um mural no pátio e os alunos recebem fichas com os seguintes dizeres: "Indico o livro____________ porque_______________", que deverão preencher com o nome de um livro que leram e indicá-lo aos amigos, justificando a indicação. As fichas são coladas no mural para que todos da classe tenham acesso a elas.
SUGESTÃO Nº.4

PROJETO CONTE OUTRA VEZ
Todo final de semana o aluno leva um livro diferente para a casa.
O livro deve ser sorteado pelo aluno(a professora faz fichinhas com os nomes dos livros para que sejam sorteadas).
Em casa,a família deverá participar da leitura do livro e juntos, após prencherem uma ficha com o título. personagens,etc,o aluno produzirá um outro texto com base no livro lido.
Desenvolverá portanto,a prática de leitura,a interpretação e a criatividade ao produzir outra história.
Além é claro da participação da família!

Sabedoria de professor (a)

A professora primária, após o seu horário de aulas, conversava com um menino, que reclamava muito dos colegas e por isso não tinha amigos.
O garoto lhe disse: eu não suporto o Francisco, ele é exibido e orgulhoso só porque o seu pai tem mais dinheiro que os nossos.
Mas ele é alegre e participativo, falou a mestra.

E a Cininha? Parece que tem o rei na barriga.
Tá certo que ela ajuda as colegas mais atrasadas a fazer suas lições, mas é chata.
O Sebastião vive se exibindo, só porque ele é o mais forte da classe.
Lembre-se que ele salvou duas colegas que estavam sendo assaltadas, arriscando a própria vida, argumentou a professora.
Mas é exibido! Disse o menino.
A classe tem quarenta alunos e a escola quase mil, disse a educadora, e você não tem ninguém de quem goste?
Não dá professora. Eu não suporto gente fingida, egoísta, orgulhosa…
Mas ninguém tem nada de bom?
Tem sim, professora, mas tem muita coisa ruim também.
A mestra pediu que o aluno a acompanhasse. Pegou um pouco de açúcar na cozinha e um pouco de areia no pátio.
Foram até o fundo do quintal, onde ela misturou o açúcar cristal com a areia e colocou perto de um formigueiro.
Depois de alguns minutos uma formiga descobriu o açúcar e avisou as demais.
Em pouco tempo fizeram um carreiro e a professora deu uma lente de aumento ao menino que, surpreso, percebeu que as formigas carregavam apenas os grãos de açúcar, desprezando a areia.
Todos as pessoas são como esse montinho de areia misturado com açúcar, disse a sábia educadora.
Sejamos sábios como as formigas.

Verdadeiro mestre é aquele que atende as necessidades de aprendizagem dos seus educandos de maneira abrangente.

É aquele que entende que seu compromisso não é apenas passar instruções de forma automática, mas ajudar seus aprendizes a lidar com os próprios sentimentos.
E isso não é difícil, como pudemos perceber na história narrada.
Lamentavelmente, alguns professores se candidatam ao cargo sem a menor preparação para esse grande mister que é a educação.
Muitos que lecionam para a infância, não se dão conta da excelente oportunidade que têm nas mãos, que é a de construir um mundo melhor, a partir daqueles olhares atentos e mentes predispostas que lhes estão sob a responsabilidade, durante várias horas por dia.

Desejamos a construção de um mundo melhor. Mas é preciso que haja uma comunhão de esforços, e aqueles que dispõem de mais oportunidades para esse intento são os educadores, pois trabalham diretamente com as almas humanas.
Assim sendo, vale a pena meditar na grandeza que essa abençoada profissão representa no contexto geral de uma sociedade.
Vale a pena compreender que Deus espera que cada um desses missionários da educação semeie nas mentes e nos corações infantis as sementes de luz, que um dia iluminarão a terra inteira.
***
Incontestavelmente, o futuro repousa nas frágeis mãos da infância.
É preciso colocar-lhes nos corações as sementes de amor para que possam semear a paz e a harmonia
FONTE:http://proportoseguro.blogspot.com/search/label/Textos

ESSA TAL FILOSOFIA....

Quando penso em filosofia e quando as circunstâncias me permitem falar dela, gosto de pensar em dois filósofos: o primeiro que foi o criador do nome filosofia; o segundo, aquele que é considerado o disseminador dela para toda a humanidade ocidental.Penso, então, em Pitágoras e Sócrates.
Ambos, ao praticarem (sim, praticavam, ao invés de ficarem entre quatro paredes falando de trás de um palanque) filosofia, portavam-se de uma virtude em particular: a humildade.Pitágoras, por exemplo, inaugurou o termo filosofia na seguinte situação: seus discípulos, não se contentando em chamá-lo apenas de mestre, resolveram chamá-lo de sábio. Pitágoras, então, corrigiu-os, dizendo que não era sábio, mas um amante, um buscador da sabedoria: em grego, um filósofo.
Sócrates eternizou-se com o seguinte postulado: “só sei que nada sei”.
Portanto, caros, o que compõe o verdadeiro significado da filosofia é a busca pelo saber, sem partir do pressuposto de que sabemos algo.
Daí, tentar aprender com tudo e todos, para não perder a oportunidade de sair de um segundo para o outro menos ignorante*.
Entendo que é quase inevitavel o comodismo de aceitar conceitos impostos e imortalizados por professores e pela TV. E entendo que os tapas da educação em série das massas ainda ardam em nossos rostos. E por saber que recebemos esses tapas desde antes de formar-mos uma consciência sóbria tenho compaixão por aqueles que chamam de filósofos o ébrio, o carregador de diploma, o poliglota, ou simplemente o homem de óculos no banco da praça.Entendo que a decadência de valores e de autocontrole de nós mesmos e do curso de nossos pensamentos nos levou a crer que, o que hoje desune os homens se chama Religião, o que expressa o feio e podre se chama Arte, aqueles que compões melodias para o dadaísmo são Músicos, e menores impúberes com cabelos rebeldes fazem Rock.Contudo, uma vez que conhecemos o verdadeiro e puro conceito de Filosofia, que tem a ver com o resgate de valores e virtudes.
Que tem a ver com inquietação ante os esquemas armados sobre como viver e morrer dentro de caixotes. Que tem a ver com buscar a mudança que queremos primeiro em nós, depois ao redor. Que tem a ver com fazerd a vida a aventura de quem não sabe o que está no passo seguinte mas que deseja chegar ao desconhecido com os próprios passos...Ah... quando conhecemos esse significado simplório e que tanto perde encanto na minha falta de destreza ao escrevê-lo, usar o nome da Filosofia para adjetivar homens e mulheres cômodos, que em sua ignorância dizem saber tudo enquanto lixam as unhas, torna-se um ato de covardia e desrespeito.
Portanto, deixo aqui a oportunidade de possuirem uma outra alternativa a respeito do que é Filosofia.
Oportunidade que recai primeiro sobre mim mesma – que tenho certo compromisso pelo que escrevo – e para leitores que por desventura ainda pensam saber algo enquanto não sabem sequer por onde começar a praticar o que sabem.
Oportunidade de tirarem das vistas um pouco da lama colocada pela informação manipulativa e meios que tanto contribuiram para o atrofiamento de nossos pensamentos sobre tudo.Filosofia, assim como a Poesia, não é a tradução de vesos soltos sobre torradeiras e pesadelos. Não é o cultivo de pêlos no rosto.
Assim como a Arte, não é a lata de tinta que por acidente forma uma imagem. É a explicação sobre a essência humana, sobre o verdadeiro rosto de seus sentimentos e de suas marcas na História.
Sobre o que se passa conosco, com a natureza e com o Universo.Explicação que talvez nunca nos dê o conhecimento pleno, mas que engendra uma trilha de buscas e passos que por vezes tropeçarão, mas que tropeçarão por caminharem segundo seu próprio discenimento e consciência.
Tropeços que são mais dignos e preferíveis do que uma vida de passos retilíneos e firmes que assim o são porque andam presos a fios e correntes enlaçados em seus pés; fios e correntes guiados por mãos de rostos ocultos.
*Ignorância: segundo Platão, em “As Leis”: “amar o que é injusto e odiar o que é justo”.
Fonte:Postado por Sócrates, o tal da Filosofia Por Mariana Retirado de seu blog palerms.zip.net