sábado, 26 de dezembro de 2009

TOC,TOC,TOC - ALGUÉM BATE ÀPORTA



TOC, TÓC, TÓC, ALGUÉM BATE À PORTA.
Uma meditação de natal






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Agradecimentos

Agradeço a Deus, que nos deu o maior dos presentes.

Um presente que é exatamente o que mais nós homens precisamos, o seu único filho Jesus Cristo.

Ele foi enviado a esse mundo cheio de ódio, trevas espirituais e maldades, a fim de expiar os pecados dos homens como sacrifício único e suficientemente capaz de reconciliar novamente com o Criador a humanidade perdida. Nas Sagradas Escrituras aprendemos que o homem afastado de Deus pode novamente se reconciliar mediante crer nesse presente que graciosamente o Pai nos deu (João 1.12). Agradeço o apoio e companhia daqueles que se deixaram conduzir pelo amor de Deus e me ajudaram em muitas coisas.

Agradeço a Jesus que além de ser nosso presente maior nos deu o Espírito Santo para nos ensinar e inspirar.


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“Se, na tua noite de Natal batesse à tua porta um casal pedindo abrigo da noite fria. O homem com um ar cansado, ansioso, porém com esperança. A mulher, relativamente jovem, grávida de nove meses, com as mãos delicadas segurando a barriga, os olhos brilhantes pela expectativa de logo dar a luz e também ansiosa por tua resposta. Qual seria a tua atitude?”



Toc, tóc, tóc - alguém bate à porta.


Se, na tua noite de Natal batesse à tua porta um casal pedindo abrigo da noite fria. O homem com um ar cansado, ansioso, porém com esperança. A mulher, relativamente jovem, grávida de nove meses, com as mãos delicadas segurando a barriga, os olhos brilhantes pela expectativa de logo dar a luz e também ansiosa por tua resposta... Foi assim que aconteceu a mais de 2000 anos com determinado casal.


"Enquanto estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz, e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem." ( Lucas 2.6).

Segundo o nosso calendário, dezembro é o mês do nascimento do filho daquela mulher dos olhos brilhantes e que segurava a barriga. Embora aquela cidade para onde eles tinham ido afim se alistarem ou participarem de um recenseamento, fosse a cidade de um antigo antecedente deles o famoso rei Davi, que vivera cerca de 500 anos antes, eles não tinham ali conhecidos, por isso procuraram a estalagem, um tipo de pousada e que pena! O dono da estalagem disse-lhes que não havia vagas para eles. Como último recurso, se abrigaram numa manjedoura, um tipo de estrebaria onde o gado se recolhe e come sua ração.


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Quem era aquele casal? Quem seria aquela criança que nasceria numa situação tão humilde? Será que o dono da estalagem não tinha mesmo como acomodá-los? Será que se eles chegassem numa carruagem, com cocheiros e algum escravo a carregar-lhes as suas malas, ouviriam: - Pois não? Em que posso servir-los?

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Quantas vezes nós nos preocupamos em saber sobre as pessoas, a situação dos menos favorecidos? Porque elas estão sofrendo? Porque precisam de ajuda? Será que aquele quarto de hóspede vazio da nossa casa não serviria para eles? A nossa ceia poderia ser dividida para mais um, ou dois? Será que não daria para darmos um jeito? Será que o jeitinho brasileiro não cairia bem nesta hora?

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De repente a nossa conversa aqui passou para um tom de crítica a maneira como a sociedade age nesta área social tão delicada, o nível de pobreza. Que bom seria se fosse de apenas alguns, mas é terrível a realidade, porque trata-se da maioria.

Pois é, o Natal que comemoramos neste ano, iniciou daquela forma, com aquelas pessoas. Um homem, uma mulher e logo depois uma criança. Uma família necessitada de um abrigo decente e aproximando de outra para ficarem juntas na noite que viria ser chamada de Natal.



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Outra pergunta faço, pensando no dono da estalagem, qual terá sido a reação do dono da pousada mais tarde ao saber quem era aquele casal e quem nasceu naquela noite? Da mesma forma, qual seria a nossa atitude após sabermos quem eram os que bateram em nossa porta pedindo ajuda e não lhe atendemos?



Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.( Hebreus 13. 2)


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O relato bíblico nos mostra que Deus preparou aquele momento com antecedência, aliás, com muita antecedência. Se você abrir a sua Bíblia no livro dos inícios, o Gênesis, poderá ver uma menção sobre o futuro, sobre o descendente de Adão e Eva que nasceria. Mas com um pouco de dedicação à leitura dos livros seguintes, pode-se observar que Deus desenhou um plano maravilhoso, tanto quanto será chamado de Maravilhoso aquele recém–nascido. No livro do profeta Isaías pode-se observar várias citações, a respeito. Vejamos algumas passagens




Isaías 7.14: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel.
Isaías 9.2 -O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz.
Isaías 9.6 -Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.
Isaías 9.7: Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso".

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O que estava acontecendo naquela cidade? O que ocupava a atenção dos moradores dali. Belém a cidade do Rei Davi, como tantas outras, estava repleta de pessoas que voltaram para se alistarem e isso tinha que ser feito na cidade de origem de cada cidadão judeu.

Vemos porém, que ninguém estava apercebido das profecias a respeito do nascimento de uma criança que mudaria a história do mundo. Profecias, ora, algum dia se cumprirão, quem sabe quando?

Quando eu era criança se alguém me prometesse alguma coisa eu realmente ficava esperando e se não viesse eu cobrava. Todos nós cobramos de alguma forma algo de bom que nos prometem. Se aquilo for muito bom ficamos contando o dia de acontecer. Hoje com o folclore natalino sabe-se que as crianças acordam cedo para irem em busca do seu presente na árvore de Natal, porém o dono da estalagem não sabia quem estava batendo em sua porta.

Tudo bem. Aquelas profecias a respeito do menino salvador, o Messias, eram antigas, já havia passado muito tempo. Até mesmo os últimos profetas que se manifestavam da parte de Deus, já ia para quatrocentos anos que ninguém falava nada. Mas saiba de uma coisa, se você me prometer algo, meu amigo, eu vou ficar esperando, eu vou sonhar com isso e vou acordar cada manhã me perguntando, será hoje o dia? Será o hoje o dia de receber a minha benção prometida?

Na verdade Deus, de alguma forma, já estava batendo nos corações de algumas pessoas. Estava chegando o tempo do cumprimento do que Ele prometera. O povo de Israel já tinha passado por tantas dificuldades ao longo se sua historia foram escravizados, perseguidos,levados como escravos para outras nações, tempos de altos e baixos e justamente naquela época o Império Romano dominava Jerusalém e toda região ao redor de Israel. Herodes era o rei romano sobre os judeus. Eles viviam sob um domínio estrangeiro em sua própria terra. Quem não desejaria querer uma libertação, voltar a ser uma nação. Os judeus dos dias de Jesus viviam na expectativa de grandes acontecimentos. Os romanos os oprimiam , mas eles estavam seguramente convictos de que o Messias viria em breve;. Os variados grupos retratavam diferentemente o Messias, certamente a maioria esperava a vinda de um Messias político, alguém que lembrasse Moisés, um libertador, era difícil, naquele tempo, encontrar um judeu que vivesse sem alguma forma de esperança. Alguns tinham verdadeira verdadeira fé e aguardavam ansiosos a vinda do Messias como salvador espiritual .


Zacarias e Isabel, Simeão, Ana, José e Maria ( Lucas 1.5; Mateus 1;8ss.) a corações tão fiéis vieram as primeiras ações estimulantes do Espírito assim preparando-os para o nascimento do verdadeiro Messias de Deus, Jesus Cristo (Lucas 2.27,36).
Livro: O mundo do Novo Testamento, Ed. Vida, pág, 103

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Observe que o verdadeiro natal tinha um significado diferente. O pano de fundo do natal, embora pareça ser político, era muito mais profundo. Era algo que dizia respeito às necessidades básicas da alma, dos sentimentos, da restituição de algo perdido, da reconciliação, e que é essencial para o ser humano criado a semelhança e imagem de Deus. Pode-se olhar o natal pelo lado da carência social, pelo lado humanista onde o ser humano passa a ser o centro dos esforços sociais e tudo até é válido, mas o verdadeiro Natal veio e se estabeleceu em nosso meio para reavivar em nossos corações a chama de um amor e comunhão com Deus que aos poucos vai se apagando.

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Um dos ornamentos usados para se criar um clima de natal é a vela. É verdade que hoje usa-se muito as pequeninas e multicoloridas lâmpadas ligadas pela energia elétrica, mas de qualquer forma, ao término do tempo das festividades, não há mais motivos para que fiquem ligadas. A pagam-se as velas, desmonta-se as árvores, guarda-se os enfeites, que a cada ano ficam mais bonitos e práticos, limpa-se o local e tudo volta a sua rotina. Já passado o evento da semana seguinte que praticamente é um seguimento das festividades, acabam-se também os sorrisos, abraços e cumprimentos efusivos. Implanta-se novamente as diferenças entre o seres humanos, tudo volta a rotina. Com certeza não é esse o verdadeiro sentido do Natal.

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A importância do Natal foi primeiramente entendida por, pessoas simples que, como a tudo nesta vida, se aguarda com uma esperança renovada. Cada dia torna-se um dia em potencial para acontecer o que se espera. Ainda hoje esses corações muitas vezes já cansados de tanta necessidade, não perdem a esperança de que de algum lugar uma “luz” irá surgir.

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Já no mês de Novembro, as campanhas publicitarias invadem as telas de tvs, as rádios, jornais e revistas, todas anunciam facilidades e os melhores locais para se comprar presentes. Passam a ideia de que qualquer um poderá adquirir aquele produto que tanto desejou. A pouco vi uma reportagem sobre brasileiros que vão ver o clima de natal na cidade de New York, suas vitrinas glamurosamente enfeitadas deixam os olhares extasiados dos que gastaram suas economias do ano todo, para pelo menos tirar uma foto ao lado da majestosa árvore de natal, presente há vários anos em ponto estratégico da cidade


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Não sei por que razão, mas parece-me que o natal caiu justamente num mês estratégico, o último mês do ano, por isso é a oportunidade daqueles que passam a maior parte do ano trabalhando, de sonhar comprar algo bom, seja de uma forma ou de outra. Se surgir possibilidade de férias do trabalho será ótimo, pois geralmente recebe-se o adiantamento da primeira parte do décimo terceiro, só de pensar nisso parece que os sonhos se tornam realidades.

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Mas quantos, simplesmente, nem sabem alguma coisa do natal para sonhar. Os bebês abortados, os bebês que mal nascem e são abandonados à sua própria sorte. Nesse caso, este ano foi marcado por tantas ocorrências, quase que como uma cadeia acontecendo em vários lugares e situações. Outras crianças crescem de uma forma que jamais aceitaríamos que nossos filhos vivessem. Certamente que nesta época surgirá alguma reportagem de documentário falando, pelo menos de parte da situação, da pobreza de nosso país e mostrando o que esta sendo feito por esta ou aquela entidade, trazendo benefícios que só aparecem nos lugares onde estão os repórteres e nenhum esforço para alcançar aqueles que já nem sabem mais sair do lugar onde foram parar... a sarjeta.

Enfim, são tantas as discrepâncias na área social, que talvez você mesmo que me lê agora sabe que está em alguma parte desta estatística, e seu caso pode ser um ou mais destes: educação, saúde, desemprego, problemas no relacionamento familiar, violência, ou outras categorias de níveis de pobreza, etc.

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O primeiro Natal aconteceu para todos, mas desde aquele tempo Deus viu que era o povo mais simples que poderia entender e vivenciar este acontecimento. Eu creio não ser somente para atender as diferentes áreas de necessidades humanas que Jesus nasceu, mas principalmente, para trazer à humanidade a oportunidade de renascer novamente. Renascer com o menino em Belém para uma nova e maravilhosa maneira de vida. Isto quer dizer cada dia ser um novo natal. Começando por se reaproximar de Deus.

Mais tarde, o próprio Jesus falando de sua missão aqui na terra afirmou: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14.6. Deus o Pai Celestial não faz acepção de pessoas, sendo que sua mensagem de restauração, socorro, libertação chega a todos, mas é fato que mais facilmente os menos providos de condições sociais e culturais são os que recebem os graciosos presentes de Deus. Terá isso a ver com o orgulho enraizado no ser humano? A falta de humildade para reconhecer que depende da Graça de Deus para todas coisas?

Hoje, para ajudar nessa independência, aliada às várias filosofias de que o ser humano é o ser central da terra, que tudo gira em torno dele e que até mesmo, não precisa que o "homem lá de cima" se preocupe conosco, existem os livros de auto-ajuda, tipo “faça você mesmo” ou “você é um líder em potencial” e “o sucesso está na sua mente”, assim por diante. Na história da humanidade não faltam exemplos dos líderes que se acharam ser “os tais,” mas que mais marcaram a história com seus atos desastrosos do que com feitos que ficassem para exemplo a serem seguidos em qualquer tempo.


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Foi citado atrás os nomes de pessoas que foram escolhidos como personagens dos dias que antecederam ao Natal e outros que atuaram no desenrolar da cortina para o grande e maravilhoso acontecimento. Inicialmente o sacerdote Zacarías e sua esposa:.-


Lucas 1. 5 a 25
5 Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias; e sua mulher era descendente de Arão, e chamava-se Isabel.
6 Ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.
7 Mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos avançados em idade.
8 Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma,
9 segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso;
10 e toda a multidão do povo orava da parte de fora, à hora do incenso.
11 Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso.
12 E Zacarias, vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou.
13 Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;
14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;
15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe;
16 converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus;
17 irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, afim de preparar para o Senhor um povo apercebido.
18 Disse então Zacarias ao anjo: Como terei certeza disso? pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade.
19 Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas;
20 e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo hão de cumprir-se.
21 O povo estava esperando Zacarias, e se admirava da sua demora no santuário.
22 Quando saiu, porém, não lhes podia falar, e perceberam que tivera uma visão no santuário. E falava-lhes por acenos, mas permanecia mudo.
23 E, terminados os dias do seu ministério, voltou para casa.
24 Depois desses dias Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor nos dias em que atentou para mim, a fim de acabar com o meu opróbrio diante dos homens.

Observe que Isabel era prima de Maria e assim Deus preparava seis meses antes o nascimento de João Batista que mais tarde, quando adulto, sairia a anunciar que o Cristo, o Messias já estava entre o povo.

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Vejamos a seguir Maria como a personagem mãe entra na sua parte e a partir da visita do personagem angelical Gabriel.
Lucas 1. 26 – 26


26 Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 E, entrando o anjo onde ela estava disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito e pôs-se a pensar que saudação seria essa.
30 Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai;
33 e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
34 Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão?
35 Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
36 Eis que também Isabel, tua parenta concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
37 porque para Deus nada será impossível.
38 Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.


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Maria visita sua prima Isabel e juntas se alegram, Lucas 1. 39 – 56.


39 Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
40 entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel.
41 Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
42 e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!
43 E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
44 Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria dentro de mim.
45 Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
46 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;
48 porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço manifestou poder; dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações;
52 depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
53 Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos.
54 Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e a sua descendência para sempre.
56 E Maria ficou com ela cerca de três meses; e depois voltou para sua casa.

Em seguida, entra em cena o ato do nascimento de João Batista e seu pai, Zacarias, fica feliz da vida por sua família fazer parte daquele maravilhoso plano de Deus para a humanidade.


Lucas 1.67– 80.
67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:
68 Bendito, seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo,
69 e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo;
70 assim como desde os tempos antigos tem anunciado pela boca dos seus santos profetas;
71 para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam;
72 para usar de misericórdia com nossos pais, e lembrar-se do seu santo pacto
73 e do juramento que fez a Abrão, nosso pai,
74 de conceder-nos que, libertados da mão de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,
75 em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.
76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos;
77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,
78 graças à entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos há de visitar a aurora lá do alto,
79 para alumiar aos que jazem nas trevas e na sombra da morte, a fim de dirigir os nossos pés no caminho da paz.
80 Ora, o menino crescia, e se robustecia em espírito; e habitava nos desertos até o dia da sua manifestação a Israel.

*
Chegou a hora dos personagens anônimos, os trabalhadores.


Lucas2.8- Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho.

Agora um anjo aparece a eles e os prepara tranqüilizando-os para a notícia de primeira mão sobre o nascimento do Messias tão aguardado e fecha-se as cortinas para aquele ato, após a apresentação do que realmente se pode dizer: um coral de anjos. Lucas 2. 9-14.


9 E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou deresplendor; pelo que se encheram de grande temor.
10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:
11 É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
12 E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura.
13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.

Estas citações de beleza sobrenatural, porque me falta melhor palavra para descrever a magnitude dessas apresentações. Não são elas dignas de
reis e de acontecerem nos mais belos e amplos palácios? De uma assistência seleta de pessoas da elite ou como falamos hoje da alta roda?

Mas quem sabe estes apenas veriam tudo como sendo uma ótima apresentação e bateriam palmas após o término, mas como foi escrito antes, Deus sabe quem pode melhor receber e entender a sua mensagem. Vejam a seguir o que aqueles simples cidadãos judeus fizeram: Lucas. 2. 15-20.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.
16 Foram, pois, a toda a pressa, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura;
17 e, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;
18 e todos os que a ouviram se admiravam do que os pastores lhes diziam.
19 Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração.
20 E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora dito.



Atitudes simples, mas que compõem o plano de Deus e vemos nos seus corações a alegria de serem testemunhas e portadores de uma mensagem dessa grandeza. Acho que suas vidas nunca mais foram as mesmas.

*
O espetáculo celestial ainda não terminou. Abre-se novamente as
cortinas, agora para uma breve apresentação do texto citado por Mateus
onde aparecem os reis magos, a estrela do oriente e um personagem cruel que é o rei Herodes.



Mateus 2. 1 – 12.
MT 2:1 - E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
MT 2:2 - Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
MT 2:3 - E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
MT 2:4 - E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
MT 2:5 - E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
MT 2:6 - E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.
MT 2:7 - Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.
MT 2:8 - E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.
MT 2:9 - E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela, que tinham visto no oriente, ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
MT 2:10 - E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria.
MT 2:11 - E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
MT 2:12 - E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.

*
Tinha Jesus ainda poucos dias de vida e como todo judeu deveria passar pelo ritual da apresentação da criança ao Senhor no templo e outra ordenança da lei de Moisés, chamada circuncisão, ali encontraram dois personagens cujos testemunhos são dignos de relatos e que fazem parte daqueles que viviam a forte convicção de Deus cumpriria suas promessas sobre a vinda do Messias ainda em seu tempo.


Lucas 2.25 –40.
25 Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 E lhe fora revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor.
27 Assim pelo Espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram omenino Jesus, para fazerem por ele segundo o costume da lei,
28 Simeão o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
29 Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30 pois os meus olhos já viram a tua salvação,
31 a qual tu preparaste ante a face de todos os povos;
32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel.
33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que deles se diziam.
34 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição,
35 sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
36 Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.Era já avançada em idade, tendo vivido com o marido sete anos desde a sua virgindade;
37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
39 Assim que cumpriram tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para sua cidade de Nazaré.
40 E o menino ia crescendo e fortalecendo-se, ficando cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

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As citações de textos bíblicos nos evangelhos de Lucas e Mateus são necessárias para que por si mesmo mostrem de maneira mais rica e genuína como aconteceu o natal. Até hoje ainda se constrói nessa época presépios na tentativa de lembrar um pouco daqueles acontecimentos.

Mas a questão que fica é, será que este natal tradição é o suficiente para que a humanidade alcance uma melhor estrutura espiritual e social?
Não. Já vimos que não, pois após as festividades tudo volta a velha vida cotidiana com seus problemas, suas guerras e suas tristezas.

O natal é apenas o inicio de uma reflexão que devemos ter para daí tomarmos atitudes. A criança do natal cresceu e aos trinta anos iniciou o seu ministério. Passou a ensinar, pregou a mensagem que falava do amor de Deus e do Seu interesse em resgatar ao homem e transformá-lo num ser que verdadeiramente pudesse viver em paz. Uma paz que não seria resultados de acordos diplomáticos e nem a custas de guerras, mas que nasce do interior do ser humano, uma vez restaurada a sua comunhão com o Criador, por isso o profeta Isaías se refere a ele como o “príncipe da paz”, pois veio aqui na terra constituir com os homens indistintamente e de boa vontade o Reino de Deus.

*
Agora podemos entender que o natal simplesmente, é bonito, nos traz uma sensação de festa e ao mesmo tempo de algo singelo, nos inspira com melodias lindas e suscita em nós passarmos mensagens de bem, de esperança, pois é algo que tem uma história verdadeira, mas que para muitos tem data marcada para acabar.


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O nosso natal tem que ser aquele que nos mostra e ensina que Jesus nasceu, cresceu e viveu dando exemplo de como todos nós devemos também viver.

O clímax da sua existência foi justamente a sua morte. Portanto um natal que apenas anuncia um nascimento não nos trás todo o sentido da questão. Porque Jesus nasceu em nosso meio? Porque Deus se tornou um homem como nós na pessoa do seu único Filho? É certamente esta a grande revelação que muitos não querem entender e que somente os corações mais simples e desprovidos de grandezas próprias podem assimilar. Assim como o pobre precisa de alguém para ajudá-lo naquilo que ele não pode realizar para o bem de si mesmo, o natal passa a ser verdade quando o homem, em qualquer lugar, situação e condição de vida, confessa que Jesus foi o melhor presente que recebeu de Deus.

Como um verdadeiro presente não se acaba, a história da vida de Jesus não se acabou na sua crucificação e morte no calvário. Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Na sua morte Jesus cumpriu o que lá no passado os profetas anunciam como sendo uma providência de Deus para a salvação da humanidade, separada espiritualmente do Criador, então a morte de Jesus, que no passado era simbolizado pelo sacrifício de um cordeiro para perdão dos pecados, foi uma substituição, sofreu o nosso sofrimento, morreu no nosso lugar. A grandeza deste presente de Deus está em que nunca mais será necessário fazer-se qualquer sacrifício para quem quer se reaproximar de Deus, simplesmente se confessa pela fé que o sacrifício de Jesus é suficiente por sua vida.

Agora está vivo novamente, e assentado a direita do PAI. Jesus recebe a adoração de todos os que vão crendo no valor e necessidade de sua morte e os apresenta ao PAI como sendo os resgatados para uma nova vida.


- Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do varão, mas de Deus. (João 1.11 – 13)

Nos textos citados vimos referências à missão do Senhor Jesus, então se queremos que algo novo, que revolucione a nossa vida aconteça, temos que admitir que precisamos da ajuda de Jesus na nossa vida. Assim é que vemos o próprio Jesus dizendo: "O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." (João 10.10).

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O natal deveria acontecer mais vezes no ano. Talvez fosse necessário acontecer a cada dia, mas o tóc, tóc, tóc, todos dias se repetem na sua porta. A porta do seu coração.




Jesus diz em Apocalipse 3.20,

"Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo".

Existe um cântico que a multidão canta e fala desse desejo de nossa alma “ entra na minha casa, entra na minha vida...” porém com o tempo parece ser que tornou-se um hábito cantar, porque tem uma letra e uma melodia bonita e sensibilizadora, mas já não reflete uma certeza.

Se você quer sinceramente que o verdadeiro natal aconteça na sua vida e no seu coração de uma vez por todas, abra a porta do seu coração para Jesus entrar na sua vida. Receba em sua casa o Príncipe da Paz e ali Ele ficará para sempre.

Se não abrir e não O receber, o próximo natal já tem data marcada, acontecerá novamente em, 25 de dezembro do próximo ano. Até lá! . Porém, pense bem, você pode ter em sua vida em cada dia não mais o menino da manjedoura, mas o Príncipe da Paz!

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Nos encontraremos novamente se Deus nos permitir.

No amor de Jesus

Por . pr. Orlando S. Cirqueira
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