quarta-feira, 13 de maio de 2009

" A Escravidão até os nossos dias"

- O que é preconceito e como se forma
- E como é a escravidão hoje?
Sugestão: Pode fazer uma linha do tempo

1530 - Chegam ao Brasil os primeiros escravos africanos. Vendidos em escala crescente por traficantes portugueses, eles tornam-se a grande massa trabalhadora na economia colonial.
1568 - É oficializada pelo Governador Geral de Salvador Correia de Sá o tráfico de escravos negros. Cada senhor de engenho de açúcar fica autorizado a comprar até 120 escravos por ano.
1590 - Começa a ser formado o quilombo dos Palmares na região do atual Estado de Alagoas.
1694 - Após resistir a constantes ataques de 1687 a 1694 os quilombos dos Palmares é destruído em fevereiro por tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Zumbi o último líder sobreviveu a destruição do quilombo.
1695 - Traído por um companheiro no dia 20 de novembro o principal símbolo da resistência negra à escravidão foi capturado e morto e teve seu corpo esquartejado e sua cabeça exposta para colocar medo nos outros escravos.
( hoje no dia 20 de novembro é comemorada o Dia da Consciência Negra em todo Brasil)
1850 - Lei Eusébio de Queirós que determinou o fim do tráfico de escravos para o Brasil. Essa lei proibiu o desembarque de negros africanos nos portos brasileiros. Os últimos 200 escravos trazidos para o país desembarcaram em Pernambuco, em 1855.
1871 - Lei do Ventre Livre, no qual declarava livre os filhos das escravas nascidos a partir da aprovação da lei, porém essa lei, teve pouco efeito prático, já que dava liberdade aos filhos de escravos, mas os mantinha sob a tutela dos donos das mães até completarem 21 anos.
1885 - Lei dos Sexagenários, também chamada Lei Saraiva-Cotegipe, libertava os escravos com mais de 65 anos . Essa lei também não ajudou quase nada, pois poucos escravos conseguiam viver mais de 40 anos devido as condições de vida que levavam.
1888 - Em 13 de Maio a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que terminou com a escravidão dos negros no Brasil. O brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão negra.
O preconceito contra os negros é constante, as pessoas negam que sejam preconceituosas, mas não admitem ( principalmente os ricos) o casamento de seus filhos com negros, ou dizem frases como: "É serviço de preto"; "Só podia ser preto", etc.
A Lei Áurea libertou os escravos, mas não previa menhum tipo de apoio ou de assistência aos negros, que, de repente, ficavam sem ter para onde ir ou trabalhar e ganhar o seu sustento. Com isso muitos tinham que submeter a continuar a trabalhando nas fazendas e residências ganhando quase nada.
Um século após a abolição da escravatura no Brasil, os negros continuam marginalizados e injustiçados, principalmente no mercado de trabalho, mas são discriminados também nos clubes, na religião, na política, na educação. Os descendentes dos escravos ficaram desde a abolição, nas camadas mias humildes da sociedade brasileira. Foi constatado que cerca de 45% dos brasileiros são negros e pardos. No entanto, quase não vemos negros nas universidades, nos postos de chefia das empresas, do governo e na Igreja. São raros padres negros e mais raros ainda bispos negros.
Segundo pesquisa da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( FIBGE) órgão do governo, que a renda média do chefe de família era de 4,8 salários mínimos entre os brancos e de 1,7 salário mínimo entre os negros. Entre os trabalhadores brancos 7l,8% tinham carteira profissional assinada, contra apenas 51,9% dos trabalhadores negros.
No campo da educação, a injustiça contra os negros ainda é maior. São poucos os que sonseguem chegar ao fim do segundo grau e numerosos os analfabetos. Enquanto 9,1% dos brancos conseguiam terminar o segundo grau, apenas 1,1% dos negros conseguiam fazê-lo. Entre os brancos com mais de 10 anos, os analfabetos eram 15,5%; já entre os negros, eram 42,4%.
A Constituição brasileira de 1988 considera a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão. Porém continuam ocorrendo em muitas regiões brasileiras, como atestam freqüentes denúncias feitas através da imprensa. Um relatório do Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário, relatou ocorrência de trabalho escravo em 12 estados brasileiros (principalmente no Pará e São Paulo).
Nos últimos anos, o despertar da consciência negra tem levado os próprios negros a lutar contra o preconceito. É o que mostra o Movimento Negro Unificado (MNU), que reúne as diversas organizações negras, Todas elas lutam contra a marginalização, pela valorização do negro em todos os campos das vida social e pelo reconhecimento de sua dignidade como ser humano. Em 20 de novembro se comemora o "Dia da Consciência
Negra" .

Um comentário:

  1. Oi, fiz um cantinho especial pros lindos selinhos q tenho recebido. Passa lá pra pegar os seu ta bom?!

    bjs

    Bete

    ResponderExcluir