quinta-feira, 7 de maio de 2009

A magia de se trabalhar com máscaras e fantoches

Aprenda a fazer máscaras simples (cabeças), usando bexiga, jornal, cola, tintas e papéis

O desenvolvimento do pensamento artístico leva o aluno a ampliar a sua sensibilidade, percepção, reflexão e imaginação. Assim, com certeza, as aulas serão mais ricas, produtivas e interessantes e o aprendizado bem maior, dando ênfase aos conteúdos de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais e aos temas transversais. Nesta seção, apresentarei a você, professor, idéias de como trabalhar com sucata, obras de arte, máscaras, pintura para crianças, enfeites para datas comemorativas, jogos etc. Sempre que possível, os temas serão abordados de forma multidisciplinar.
As máscaras têm origem na pintura corporal de rituais primitivos, sendo seu uso adotado desde os tempos pré-históricos. Usá-la pode significar deixar de lado uma personalidade cotidiana para assumir as qualidades do ser que ela representa. Essa intenção explica o mais antigo registro de sua existência, encontrado na caverna de Lascaux, na França, em desenhos feitos nas paredes mostrando homens mascarados com cabeças de animais, os quais acreditavam adquirir as forças da caça.
Mais tarde, na China, as máscaras eram confeccionadas para afastar os maus espíritos. Muitos sacerdotes de civilizações primitivas, como os pajés entre os indígenas, usam máscaras para incorporar entidades que eles acreditam curar os enfermos.
Os romanos ignoravam as máscaras, usavam pintura no rosto. Na Idade Média, as máscaras apareciam discretamente. Já no Renascimento, as máscaras apareciam com muito brilho, muita pompa. Os personagens mais conhecidos eram o Pierrô, a Colombina, a Pulcinella e o Arlequim, que inspiraram o Carnaval, que no Brasil é uma grande festa.
As máscaras são evocadas para reviver tradições, raízes históricas etc. É um recurso de memória que incita a fantasia. O teatro também as adota, com variadas finalidades.
Nessa matéria, você aprenderá a fazer máscaras simples (cabeças), usando bexiga, jornal, cola, tintas e papéis.
Modo de fazer: Encha uma bexiga do tamanho que você queira fazer sua máscara, amarre para que o ar não saiaRasgue o jornal em pedaços não muito grandes, 3 cm x 3 cm mais ou menosPasse cola nos pedaços de jornal e vá cobrindo a bexiga. Faça no mínimo 6 camadasAssim que você terminar uma camada, faça riscos com caneta (isso é para você se certificar de que, na camada seguinte, você preencherá com jornal até que as linhas tenham sido cobertas por completo).Espere secar por dois dias, depois fure a bexiga e retire de dentro da máscara. Pinte com látex branco (duas demãos)Pinte o rosto na máscara, coloque cabelos e enfeitesSe quiser, incremente mais fazendo roupinhas, transformando a cabeça num lindo fantoche.
Idéia: Você poderá transformar a cabeça do boneco em duas máscaras, basta cortar a cabeça ao meio e fazer a abertura dos olhos com tesoura ou estilete.
Você poderá trabalhar com máscaras de maneira livre, cada criança cria sua máscara, escreve sobre ela, dá-lhe um nome, junta com as máscaras dos colegas e forma uma história a partir de um tema proposto, representa-a através das máscaras (teatro de fantoches) e conta como foi a experiência de confeccionar a máscara, dar-lhe um nome e inseri-la em uma história.
Ou, ainda, você poderá aproveitar e fazer os personagens de Monteiro Lobato (Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde, Tia Anastácia etc). Aproveite para ler os livros de Monteiro Lobato com os alunos. Peça a eles que recontem as histórias, se colocando-se dentro delas. Fale do mundo do faz-de-conta, da vida no campo, na cidade. Fale da simplicidade e da pureza dos personagens, da importância da natureza. Utilize as máscaras para recontar a história através do teatrinho de fantoches, conforme mostra a foto.
Ivete Raffa, arte-educadora, é colaboradora da revista Ao Mestre com Carinho e programas de TV e revistas. Ministra cursos em sindicatos, escolas, diretorias de ensino etc. Possui vários cursos apostilados e em vídeos ensinando a trabalhar com sucatas, máscaras, painéis, cartões, fantoches, colagem, marmorização etc.

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