quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Assim não dá! Colocar a criança num canto para pensar

Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br). Com reportagem de Elisa Meirelles, Luana Villac e Pablo Assolini
Comum sobretudo na Educação Infantil, essa prática nada mais é que uma forma disfarçada de castigo sem nenhum caráter pedagógico, pois retirar a criança do convívio com a turma e simplesmente isolá-la não ataca as causas do problema que a levou até lá.
Além disso, nessa fase, as crianças já sabem usar mecanismos automáticos para resolver os problemas que criam - como pedir desculpas ou dizer que vão mudar -, mas ainda não aprenderam que essas estratégias de reparação têm de ser coerentes com um sentimento real de arrependimento e disposição em transformar atitudes.
É essa lógica que impera quando um pequeno é mandado para o cantinho do castigo: assim que é punido, ele começa a criar estratégias para sair dali, respondendo, quase sem refletir sobre o que aconteceu, coisas como "Já pensei. Posso sair agora" e "Me desculpe. Prometo que não vou fazer mais isso" sem necessariamente acreditar no que está dizendo.
Para que ele entenda por que determinada atitude está errada, é preciso que o professor o ajude em um processo de tomada de consciência.
No caso de uma briga, por exemplo, é mais interessante colocá-lo para ouvir como o colega agredido se sentiu. Também é preciso explicar que, quando alguém pede desculpas, quer dizer que está arrependido de verdade.
Pergunte: "É isso mesmo que você está querendo dizer?" Dessa forma, é possível demonstrar concordância com as regras que regem a convivência em grupo.
Consultoria Telma Vinha, especialista em Psicologia Educacional e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Um comentário:

  1. Olá tenho duas filhas,olha eu realmente não sei se estou agindo certo com elas:acabei de ler a respeito da correção com a vara,li e acabei de ler esta materia e acabo ficando bem confusa.se puder me ajudar.

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