quarta-feira, 25 de março de 2009

O TOQUE NA EDUCAÇÂO

O TOQUE As relações da criança com o MUNDO DO OUTRO determinam, através do contrato corporal, a referência, sobre a qual se organizam a afetividade e a relação com o outro. Os estudos indicam que as primeiras reações afetivas da criança são reações tônicas, isto é, a satisfação das suas necessidades e o equilíbrio fisiológico acalmam e silenciam-na.É importante destacar que, à medida que a criança cresce, necessita cada vez mais deste contato tônico, tanto com a mãe e o pai, como também com os colegas e professores. Os tabus ou fantasmas corporais, que acabam sendo limitações da expressão da criança, estão diretamente ligados à falta de contato corporal dos pais com os filhos na ação de acariciá-los e sentí-los, ação esta que, carregada de afetividade, é indispensável ao seu desenvolvimento e ao equilíbrio psicossomático. Destaca-se que este contato corporal deve ser constante no relacionamento entre pais e filhos, meses ou anos de vida, como geralmente ocorre. Isto é, à medida que a criança se desenvolve, vai acontecendo como um distanciamento no contato corporal dos pais com os filhos. É necessário que esta aproximação corporal PAI-FILHO e MÃE-FILHO continue ocorrendo, pois o equilíbrio afetivo determina toda a evolução psicomotora e cognitiva da criança.Nas relações com o outro é importante também destacar que a metodologia da EDUCAÇÃO PSICOMOTORA, que defendemos, deve proporcionar atividades em que este contato corporal se dê entre PROFESSOR-ALUNO e ALUNO-ALUNO. As atividades psicomotoras, além de proporcionar às crianças vivenciarem com espontaneidade as experiências corporais, devem também possibilitar, que, através do toque, se crie uma simbiose afetiva entre PROFESSOR-ALUNO, e ALUNO-ALUNO, afastando desta forma os preconceitos que acabam inibindo as pessoas e dificultando sobremaneira as relações interpessoais. Estas atividades que envolvam maior aproximação corporal devem ser programadas de maneira que venham a ocorrer com espontaneidade. Quando se desenvolve com crianças este tipo de atividades, observa-se uma grande receptividade por parte delas, pois ainda não há tonalidades preconceituosas, como acontece no mundo dos adultos.Quando propormos uma metodologia de atividades que envolvam o contato corporal, proporcionando o TOQUE de uma criança com as outras, sabe-se que não é tão fácil operar com este tipo de atividade quando o próprio educador tem dificuldade de tocar em alguém ou em se deixar tocar. Os exercícios de contato corporal nas sessões de Educação Psicomotora, além de favorecer o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, contribuem de maneira expressiva para a estruturação do esquema corporal, o que virá facilitar a orientação espacial.

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